Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘olimpíadas’

Sinto um vazio

Sinto um vazio em mim, e não é fome.

Acabaram os jogos olímpicos, acabou o processo de destituição de Dilmá, e não há nada para ocupar as conversas…

Vivemos manipulados por enxurradas de falsas informações e falsas emoções.

Melhor apenas pré-ocupar-me com minha fisioterapia para continuar caminhando.

Ah, sim, amanhã preciso ir à lavanderia. Algo fundamental.

 

 

medalhas per capita

Interessante, como princípio, essa matéria sobre “quadro de medalhas per capita”, do jornal do brasil:

http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2016/08/18/quadro-de-medalhas-per-capita-seria-bem-diferente/

Só que eles se deram ao trabalho de montar a “estatística” com os dados que lhes convinham.

Fiji ganhou apenas uma medalha,
e tem só 890 mil habitantes,
portanto, 890 mil habitantes por medalha.

Sem dúvida, um resultado melhor do que todas as potências de que fala o artigo.

E assim, mais uma vez se constata que,
estatística existem para provar tudo o que se quer provar, é só saber escolher os dados.

Acredita nelas quem quiser.

 

Propagandas de turismo

O Brasil está indignado  com a atitude de há-trêtas e de turistas, que ab-usam do clichê de turismo sexual no Rio de Janeiro, agora durante as piadas de 2016.

Bem, quem foi que durante décadas, décadas e décadas exibia como cartazes de propaganda paisagens de bundas, bundas e mais bundas, desfilando nas praias ou no carnaval, ou nas ruas? Rio de Janeiro e Nordeste eram sinônimos de turismo sexual.

Certamente não foi a Noruega, nem a Índia, nem o Níger.

Bastava entrar em uma agência de turismo, de passagens aéreas, em uma embaixada ou um consulado brasileiro, e o que se via era a “exuberância” da “paisagem natural”.

O turismo colhe o que plantou. Prostituição, pedofilia, tráfico de pessoas…

Obrigado, dona Embratur, por ter colocado o Brasil na mira dos tarados.

Difícil é agora convencê-los de que os valores do país evoluíram.

 

 

 

Visit Brazil

Encontrei por acaso esse vídeo no youtube:

e o enviei a vários amigos.

Uma amiga que mora em uma dessas monarquiazinhas socialistas da Ôrópa me respondeu:

A imprensa aqui não pára de falar em nós, sobretudo para ressaltar as profundas diferenças sociais. Brasil, país do século XVIII, onde ainda existe empregado doméstico, que divide o elevador de serviço com animais e carga… mas também explico que os “coitadinhos” dos favelados não desejam que a urbanização chegue às favelas, pois terão de pagar água, luz, gás e IPTU, como todos nós.

Repassei essa respostas às pessoas que haviam recebido o vídeo, e delas obtive os comentários:

Desculpe, mas não é só no Brasil. não.
Na Zoropa civilizada, empregada doméstica dorme fora da casa……..
Ou naqueles quartinhos lá em cima dos belos casarões do sec. XVIII e XVIX.
( Lembra das mansardes:, água furtada, e por aí vai…)
E NÃO sobe de elevador… só de escada!!!!!
( EU vivi isso…)
Enfim…………..vou pra Pasárgada!

e

Realmente o grande problema do mundo é o próprio ser humano, que não consegue enxergar o próprio umbigo.Os europeus comunas, que adoram dar o pitaco nas nossas diferenças sociais, esquecem que eles tem as deles, onde jogam até bananas para os jogadores negros nos estádios. Se estão com dó, leva uns coitadinhos das “cumunidades dos manos” do morro do Rio de Janeiro para casa, pra passar talquinho no bumbum deles. Socialista bom é o sem dinheiro, pois aí vira capitalista…

 

 

Bem, o autor (americano) do filme mostrou aspectos curiosos e positivos do Brasil,
mas uzeuropeus estão a anos-luz de distância da realidade.

Aliás, eles que assumam as conseqüências da fétida política da hipocrisia multiculturalista, que implantaram como “verdade absoluta”.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/franca-fechou-20-mesquitas-tidas-como-radicais-desde-dezembro.html

Eles só esquecem que temos também uma cultura diferente da deles… (aliás, DAS deles), e também merecemos o respeito que tanto pregam – para os outros.

 

mascotes para a olimpíada

Depois do horrível fuleco, agora está em escolha os nomes para os futuros mascotes da olim-piada de 2016.

– Oba e Eba
– Tiba Tuque e Esquindim
– Vinicius e Tom

e também outras sugestões, como

Mensalão e Petrolão,
Caveirão e Frescão (o ônibus),
Merrrrmão e Brôh,
Pezão e Fodão,
Pão e Cristo,
Garotinho e Rosinha,
CV e UPP, …

Parece que os “pobrecitários brazucas di nóvas jerassaum perdeu” a capacidade de originalidade.

coincidência de eleições

Não vou falar da abominável coincidência das eleições com os anos de Copa do Mundo. Isso é outro assunto: lavagem cerebral nos eleitores.

Não, o que quero tratar é a coincidência das eleições do legislativo e das do executivo.

A cada quatro anos, temos as eleições para presidente da república, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Alternando, em outros anos pares, também a cada quatro anos (anos de Olimpíadas), temos as eleições para prefeitos e vereadores.

Que tal nossos “nobres” políticos enfrentarem o descontentamento popular, ou receber o apoio, se for o caso, e aprenderem a fazer política, com jogo de cintura?

Eleições para o poder executivo separadas das eleições para o poder legislativo.

O presidente está fazendo má administração? Então a população elege um congresso de oposição, para ele “dançar miudinho” e perder a empáfia. O mesmo para prefeito e para governador.

O presidente é confiável? Então a população vota em um legislativo que o apóie.
As eleições seriam feitas de acordo com os poderes – coincidindo para os cargos do executivo, e depois coincidindo para os cargos do legislativo.
Não como agora, eleições da esfera federal e estadual em um biênio, e eleições para a esfera municipal no outro.

Lembro-me de que a Constituição de 1946 não estabelecia qual a duração do mandato dos governadores. Havia estados em que os governadores eram eleitos por quatro anos, e outros por cinco anos. Evidente que os congressistas que deram o golpe constitucional em 1987/1988, legislando em causa própria (a tal “constituição cidadã”),  nunca permitiriam uma “libertinagem” como essa.

É apenas uma idéia, claro, e é mais claro ainda que isso não é do interesse de suas excremências, que teriam de trabalhar sem a certeza da compra de votos nas bancadas do legislativo, e sem decisões que contrariam os pareceres negativos de contas rejeitadas.

Sobretudo uma utopia, já que no Brasil partidos políticos são apenas amontoados de letras compondo siglas.

 

Sótchi 2014

Confesso que não me interesso mìnimamente por essa coisa chamada olim-piada, de verão ou de inferno.

Neve, pior, muito pior. Tenho nojo dessa coisa que suja tudo com a lama que forma depois que serviu para tirar fotos.

Bem, mas ontem, enquanto aguardava o balanceamento e o alinhamento do carro, vi cenas dessa piada montada nas terras do ditador Putinho (Влади́мир Влади́мирович Пу́тин), um dos maiores despautérios de corrupção que já se viu em nome do esporte.

Pois ao ver o logo em russo foi que entendi que o nome da cidade – Со́чи, transliterado do alfabeto cirílico para o português, é Sótchi, e não sushi, como alguns locutores esportivos chegam a pronunciar. O logo em alfabeto latino foi feito para o inglês, língua oficial do tal comitê olímpico.
Aliás, não era precisa entender a simplicidade e a lógica do cirílico para ver o erro: bastava nossos compatriotas ouvir o que dizem os locutores russos.

Claro que não seria necessário um logo especial para nossa ortografia desacordada do português, mas pelo menos falar de modo correto o nome da cidade seria razoável.

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