Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘olimpíadas’

Olimpíadas? Não aqui.

Em plebiscito, Munique rejeitou uma candidatura para receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.
Motivo: enquanto a sede paga, o COI lucra.

Conforme a matéria publicada na Deutsche Welle:

Os temores dos oponentes da candidatura estavam relacionados principalmente aos custos imprevisíveis e à desconfiança em relação ao organizador do evento, o Comitê Olímpico Internacional (COI). Eles temiam que o COI viesse a forçar a cidade a aceitar contratos que acarretariam nas mesmas experiências já vividas por outras cidades-sede, gerando lucros enormes para o COI durante as duas semanas do evento, enquanto Munique e as comunidades vizinhas teriam que arcar com os custos de organização.

Havia também o temor de alterações drásticas na paisagem local. Os membros da Associação Alemã de Alpinismo já haviam, em ampla maioria, recusado a candidatura. O clube, de grande prestígio, temia danos irreparáveis ao meio ambiente.

Munique, que sediou a olimpíada de verão de 1972 (mais lembrada pelos atentados que mataram os atletas israelenses), não se ilude mais.

Veremos o que vai ocorrer em certo país tropical em 2014 e 2016. Ah, nem é preciso usar muita imaginação. Já temos o retrato de Atenas, na “pujante Grécia” mergulhada em dívidas, que sediou em 2004. Montreal também reclama dos gastos por ter sediado os jogos, em 1976. Copa do mundo do futebol e olimpíadas são grandes fontes de lucros para corruptos. Quem perde é a população.

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Eleições e mandatos

Precisamos de eleições alternadas de modo diferente do atual, em que se vota para os governantes dos poderes executivo e legislativo das esferas federal e estadual, e dali a dois anos para os cargos da esfera municipal. Uma delas coincide sempre com a Copa do Mundo e a outra com as Olimpíadas…

Em lugar disso, mandato de cinco anos (sem reeleição), com cronograma que evite a Copa do Mundo (isso é possível pelo menos por 20 anos), em que primeiro se vote em todos os cargos dos poder executivo, e depois de três anos para os do poder legislativo.

Se o executivo trabalhar bem, contará com uma bancada de apoio no legislativo. Se estiver se comportando mal, terá a oposição como maioria no legislativo.

Ah, para quem achou estranho, lembro que poder legislativo também faz parte do governo. Eles são os palhaços no picadeiro, e nós a platéia que paga pelo espetáculo deprimente.

Esporte e política

Esporte e política não se confundem, dizem algumas pessoas, a respeito do conflito entre a Copa das Confederações / Copa do Mundo 2014 / Olimpíadas 2016, e os protestos políticos (e econômicos) que estamos presenciando.

É verdade, esporte e política não se confundem.

Claro que se podem observar algumas exceções, como

olimpíadas na Antigüidade,

macabíadas,

arenas romanas,

torneios medievais,

Hitler,

Getúlio Vargas,

Garrastazu Médici,

Jorge Rafael Videla,

Lula,

etc. etc. etc..

Os governantes sempre souberam que esporte é o ópio do povo.

Esporte, o ópio do povo

Ó, meus deuses, que horror, Lance Armstrong dopava-se para conseguir os bons resultados no esporte! O mundo está perdido…!! snif, snif…

Ele é o único que se dopava? Ele comprava as drogas em algum mocó no morro e ninguém sabia? Quanto cinismo.

Os imperadores romanos, os césares, tinham uma política que é seguida rigorosamente até hoje:

           Panis et circensis, para essa plebe que precisa de distração. Apenas copiavam o que os gregos faziam, anteriormente, e também os judeus, com as macabíadas, e sei lá quantos outros exemplos poderemos catar na lata de lixo da história da humanidade.

Marx disse que a religião é o ópio do povo. Tolinho, é e sempre será o esporte que servirá para desviar as atenções da massa sobre os problemas reais. A religião, não poucas vezes, serve mais para uma depressão coletiva, mas tem menos poder de atração do que os esportes, que conduzem à histeria de grupo.

Fazer exercícios é bom, mas são nítidos os interesses exagerados da indústria médico-esportiva. Sem contar, lògicamente, toda a famosa corrupção dos grandes clubes de futebol, mundo afora.

Enquanto isso, colocamos dinheiro para a construção de estádios, a demolição do novo velódromo no Rio de Janeiro para ser substituído por outro mais novinho, etc. e tal.

O circo está sempre montado, não deixa de atuar. “Pão a gente dá nas bolsas e sacolas…”

E assim caminha o futuro da humanidade, tão velha quanto sempre.

Olim piada

U braziu está, agora, em 27º lugar na classificação da olimpiada. “Com ligeiro viés de queda.”

Como sempre diz o tenista aposentado Fernando Meligeni, “o dinheiro que sai do governo não ultrapassa os bolsos dos cartolas das federações de esporte“.

De que adianta falar em investimentos, se política e cartolagem são sinônimos?

Ah, quando é que vão retirar do Engenhão o nome de João Ali-Babá-Velange?

Em tempo: temos umas tais organizações não governamentais que contribuem para o processo de enriquecimento ilícito, é claro.

A guerra contra o tráfico no Rio

É irritante ver que, na imprensa estrangeira, consideram que a guerra deflagrada contra os traficantes, no Rio, é apenas uma maquilagem de que a cidade precisa, por conta das Olimpíadas e da Copa do Mundo.

Comentário típico de jornalista, esse ser que vive fora da realidade, procurando fofoquinhas e manchetes.

Há quanto tempo nós todos, brasileiros, queremos que essa escória humana de traficantes e bandidos afins (bicheiros, seqüestradores, “arrastãozeiros”, etc..) desapareça do Brasil, sendo que o Rio é apenas o ponto mais notável dessa laia, que há 30 anos oficializou-se como poder paralelo?

Não é para os turistas que o Brasil quer isso, é para nós mesmos!

E eis que então surgem os ONGueiros estrangeiros, para dizer que estão preocupados com os “dereito duzmano”. Nós queremos mais é que esses vermes desapareçam do cenário nacional. (Bandidos e ONGueiros.)

Só que não acreditamos que as ações policiais (e militares) da última semana sirvam de ponto final para esses criminosos, pois o contrabando continuará a permear o Brasil por seus vários pontos de fronteira, permitindo a entrada de novas armas, e de sempre mais drogas. A classe mérdia continuará a consumir drogas e a financiar a bandidagem, enquanto faz as encenações de vestir-se de branco e “abraçar a Lagoa” ou coisa que valha.

Mais ainda, é necessário pôr um fim nas favelas. Remover os habitantes para locais decentes, dignos e salubres, e abrir espaço nessas cidadelas medievais que se formaram nos morros. Eliminar becos, vielas e todo esse emaranhado de caminhos que não permitem a passagem de veículos como carros de bombeiros, de entrega de gás, de ambulâncias, etc., que permitem à bandidagem (inclusive as tais milícias) dominar o dia-a-dia dos moradores das favelas.

Certamente aparecerão os canalhas de sempre, que serão capazes de dizer que a “favela é um patrimônio do Brasil”. Só que esses intelectuais abjetos não querem morar lá. Deixar para os outros serem cidadãos de segunda (ou terceira) categoria, é bom para as teses de ociólogos e outros bichos raros do planeta universitário.

Pouca gente lembra que Paris se tornou uma cidade maravilhosa, sob Napoleão III e o Barão Haussmann, justamente derrubando becos e abrindo avenidas. Algo que já foi feito, parcialmente, no Rio de Janeiro antigo. Só que nessa ocasião, os governos resolveram que simplesmente o lugar de moradia dos residentes nos antigos cortiços seria o morro, a favela. É justamente o que não podemos ter. Chega de favelas!

Só com uma revolução urbana será possível manter a honra e a dignidade dos moradores marginalizados, há tanto tempo perdida. Todos os outros serviços (escolas, hospitais, policiamento, saneamento) dependem de uma malha urbana limpa. Não desse caos que serve apenas para ilustrar tristes fotografias.

Olimpíadas no Rio

A violência na Zona Norte do Rio, com a incrível derrubada de um helicóptero de polícia, e a conseqüente morte de policiais, certamente motivou muita repercussão no noticiário internacional, sobretudo por ter se dado poucos dias após a escolha da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Por um lado, não deixa de ser uma ironia, que a cidade já esteja treinando em esportes como o tiro ao alvo e as diversas modalidades de corridas. É bom treinar para as medalhas, afinal de contas.

Mas não se pode deixar de lado uma pergunta: onde estão nossos políticos, que não aparecem chorando em uma hora dessas?

Em qualquer outro lugar do mundo, tenho certeza, os chefes de governo estariam na televisão com mensagens de pesar à população, e de condolências às famílias das vítimas do tráfico de drogas,  que toma conta de tantos locais do país.

Que falta faz o bom uso de palavras como ética, nas ditas organizações não-governamentais (que vivem de dinheiro repassado pelo governo). Que falta fazem igrejas, que façam algo mais do que arrecadar dízimos para construir templos, e eleger bandidos que desfrutarão de imunidade. Que falta faz uma reforma política e do sistema judiciário e prisional.

Rio 2016.

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