Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Oriente Médio’

pás e guerra

Pás e Guerra (famoso livro de Tolstói, sobre carroças bélicas atravessando a neve russa na luta contra o invasor ditador napoleinho) é o tema do Natal de 2016.

Afeganistão, Iraque, Síria, Israel, Turquia, Alemanha, e até a pacata Suíça.

Só para ficar na Eurásia…

Viva o multiculturalismo da alemoa e do obaobama.

Feliz 2017.

Ah, ainda faltam 10 dias para o ano novo começar…

 

 

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E amanhã ?

Recebi este e-mail e o compartilho com vocês:

Hoje, meu neto trouxe à mesa de jantar o tema de dissertação da prova Simulado, que fez hoje pela manhã: indignação seletiva e a mídia.
Aí a conversa esquentou com as perguntas:
Quem se lembra da indignação contra o Estado Islâmico que estava degolando pessoas? Pararam de degolar?
E o menino sírio morto na praia? Esqueceram que o pai dele era coiote?
A lama do Rio Doce, onde foi parar?
Cadê o carro do Eike Batista que o juiz estava usando?
E o aquecimento global? Esfriou?
Agora estamos indignados com Trump, Dilma… E amanhã?

Um vídeo muito esclarecedor – Europe destroying itself

Recebi, e repasso por achar importante, vídeo sobre os refugiados que invadiram a Europa este ano.

Reparem que, aos 19 minutos, aquela senhora gorda retira do palco a bandeira de seu próprio país.

http://www.liveleak.com/view?i=8ce_1447076932

e dá-lhe multiculturalismo!

Qualquer “semelhança” com movimentos “sociais” aqui no Brasil não é mera coincidência.

Jovens europeus que parecem os mesmos alunos que invadem e depredam as próprias escolas no Brasil, dando vivas ao invasor.

Esquerda festiva que não sabe o tamanho do buraco que cavou.

 

Os refugiados que chegam na Europa

De repente, por conta da foto de uma criança morta, parece que houve comoção mundial com relação ao assunto “refugiados” que fogem diariamente da África e do Oriente Médio, em busca do refúgio que lhes garantirá as benesses do welfare state em países europeus.
Milhares de outros refugiados também fazem aventuras no Sul e Sudeste da Ásia, em direção à Austrália, mas não ganharam ainda a atenção de todo o mundo.

MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO, faço duas perguntas:

  1. alguém lembra que foi dona hilária, aquela senhora que postula a candidatura à presidência dos Estados Unidos, que sob a égide de Barraca de Obaoba, fez a bagunça política que destruiu a Líbia e a Síria (e a Tunísia, o Egito, …), e solidificou a barbárie que já imperava em outros países, como Afeganistão, Iraque, territórios palestinos, Sudão?  Exército Islâmico (ISIS) e Boko Haram surgiram depois que as delicadas patas de dona hilária intrometeram-se em diversos países.
  2. alguém questiona a posição dos países ricos em petróleo (Arábia Saudita, Barém, Kuaite, Catar (Al Jazira), Emirados Árabes Unidos (Dubai e AbuDhabi) ? Um jornal inglês indagou por que esses países não receberam nem unzinho refugiado sírio, iraquiano, palestino, etceterino (africanos muçulmanos), quando autoridades desses países dos reis e emires declararam que aceitar esses refugiados poderia enfraquecer a segurança nacional, dada a alta probabilidade de haver terroristas disfarçados no meio dos refugiados.

Como é sabido que esses países financiam esses grupos de radicais terroristas – não oficialmente, é claro, mas por meio de “doações” dos milionários locais…
Desse modo,

Por isso, surge a hipótese: os países árabes que não recebem seus “irmãos” que buscam refúgio devem saber a razão da atitude pouco generosa no diz respeito a ajuda humanitária.
Ao menos poderiam ter o cinismo de contribuir financeiramente aos países europeus, para alojar os refugiados de quem eles querem manter distância.

la France, esse país da segunda divisão, preso ao passado…

Um amigo me enviou o link com a entrevista que o ex-embaixador brasileiro em Paris deu ao jornal Meia-Noite.

Acho a melhor coisa que já li, vi e ouvi, nestes últimos dias, a respeito do que tem ocorrido por aquele país que, dentre outras coisas, colonizou o Haiti, o Congo, a Guiné, Burkina, etc..

Voici le texte:
por Luiz Antônio Araujo

Marcos Azambuja: “A França precisa analisar a relação com os imigrantes”

Embaixador do Brasil em Paris De 1997 a 2003, fala sobre a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na revista Charlie Hebdo e adjacências

A experiência ensinou ao embaixador aposentado Marcos Azambuja que os problemas surgem aos finais de semana. E foi às vésperas de mais um, às 21h35min de sexta-feira, que ele se dispôs a atender o telefone de sua residência, no Rio de Janeiro, para discorrer a pedido de ZH sobre uma crise que lhe é familiar: a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na redação da revista francesa Charlie Hebdo e adjacências.

De 1997 a 2003, Azambuja foi embaixador do Brasil em Paris e cumpriu expediente na sede da representação, no Huitième Arrondissement (8º Distrito), na margem direita do Rio Sena, não longe de onde o turbilhão se iniciou.

– A França está em choque. A recuperação levará tempo – afirmou.

A seguir, uma síntese da entrevista.

Como o senhor explica os acontecimentos da França de 7 a 9 de janeiro?
A França foi um país que, durante séculos, recebeu muitas correntes migratórias. Mas quase todas tinham a aspiração de se tornar francesas – pela língua, pela cultura, pela adesão às ideias republicanas e laicas que fazem o espírito da sociedade francesa. O problema com a grande imigração islâmica é que não vem acompanhada desse desejo de adesão inteira a esses valores franceses, e sim de se oferecer como uma civilização e uma cultura alternativas.

Qual o impacto desse fenômeno entre os franceses?
A França não tem o temperamento de aceitar com naturalidade essa diversidade de aproximações. A França tende a ser convicta de que o seu modelo é aquele ao qual os outros devem aderir e que estar no país deve implicar a aceitação de seus valores. A Grã-Bretanha é muito mais flexível, assim como os Estados Unidos e também o Brasil, de certa maneira. São lugares em que os outros podem existir sem ter de aderir a um ideário nacional. O grande problema que temos hoje na França é que grande parte desses imigrantes muçulmanos – veja, o problema não é ser árabe, e sim a ideia do Islã como religião, como cultura, como matriz de pensamento – vivem um choque entre a visão republicana e laica e a sua própria visão religiosa.

A polêmica sobre o uso do véu, que ocorreu há alguns anos, é um exemplo disso?
Houve essa polêmica grande sobre o uso do véu nas ruas e de indumentária islâmica nas escolas porque, de um ponto de vista republicano e laico, ninguém deveria esconder seu rosto. Há um choque intrínseco entre a maneira de ser francesa e a visão islâmica. E isso é uma coisa complicadíssima. E eles são mais numerosos como imigrantes e formam bolsões de pobreza. A França não é brilhante na absorção desse tipo de imigrante. Ela não encontra um espaço natural para eles. Outra coisa é que quase todos vêm do Oriente Médio, que é o lugar mais complicado do mundo. Há dias, eu revi a agenda da primeira reunião a que compareci nas Nações Unidas – eu era rapazola, foi em 1960. Todos os assuntos foram resolvidos: a Guerra Fria, o apartheid, o colonialismo acabaram. A única coisa que não se resolveu é o conjunto dos problemas do Oriente Médio, que não apenas não se resolvem como ficam mais complicados. Esses problemas afloram na França agora, com a reivindicação do Islã por um papel maior, o conflito árabe-israelense e outros.

Existiram na França, porém, gerações de imigrantes árabes que não apenas se integraram como levaram esses ideais para as colônias e protagonizaram mudanças. Foi o caso dos líderes da Revolução Argelina, por exemplo, que eram laicos e socialistas.
Os argelinos, marroquinos e tunisianos são menos árabes e mais berberes. São o Ocidente do mundo árabe. Sobretudo naquele momento, a questão de Israel não era decisiva. O que era decisivo era a independência, a autonomia, a emancipação política. Esses imigrantes do Magreb foram absorvidos com um relativo sucesso. O problema é que, depois, a questão do Islã como afirmação nacional e o antagonismo Israel-árabes – os terroristas atacaram na sexta-feira uma loja de produtos kosher em Paris – constituiu um novo ingrediente na mistura. Existe uma rejeição à ideia de que a França representa uma ponta de lança no Oriente Médio. Os muçulmanos mais modernos do Irã e da Turquia voltaram atrás e estão se tornando mais conservadores, mais islâmicos. Houve um recrudescimento – não de uma sociedade que vai ficando cada vez mais laica, mas que retornou a uma certa matriz mais severa e mais religiosa. Outro problema foi o fracasso da Primavera Árabe, que gerou expectativas não cumpridas. E, finalmente, a imigração árabe na França não foi capaz de produzir uma absorção nos níveis mais altos da sociedade. Deputados, senadores, acadêmicos que têm origem no mundo islâmico são irrisórios. A França continua privilegiando as elites que vêm de suas grandes escolas. E a maioria dos árabes não se qualifica para jogar no primeiro time. A França não tem flexibilidade de absorver o diferente. A França hierarquiza em torno, se você quiser, dela mesma.

A crise começou com um ataque à revista satírica Charlie Hebdo, caracterizada por um humor que muitas vezes toma como tema questões religiosas, não apenas do Islã, mas também do cristianismo e do judaísmo. Muitos questionam, mesmo na França, o tipo de humor de Charlie Hebdo. Como o senhor analisa o papel particular dessa linha editorial da revista nos acontecimentos?
Na atitude da Charlie Hebdo e de outras publicações francesas, como o Canard Enchainé, há um humor em torno da religião que me parece duvidoso. Não acho muita graça nele. Esse humor recorre inclusive a uma certa estereotipação. Se você observar a maneira como os árabes são mostrados nessas publicações, eles têm as mesmas características das caricaturas raciais feitas antes sobre os judeus: são sujeitos com barbas longas, nariz adunco, turbantes. Continua a haver uma estereotipação com a qual eu não simpatizo. Que os árabes não gostem disso, compreendo inteiramente. O problema foi a perpetração de um ato criminoso que resultou na morte de 12 pessoas.

Como o senhor interpreta esse ato?
Isso tira a questão do campo do debate intelectual para colocá-la no terreno da criminalidade. Se os franceses árabes estivessem indignados com a ironia em relação a Maomé e fizessem uma manifestação, eu entenderia perfeitamente. O problema é que fomos confrontados com um ato de violência inaceitável. Não estou querendo incorrer num hábito muito francês de discutir tudo isso em termos intelectuais. Este é o momento de haver apenas repúdio a um ato de violência. Se não, começamos a ficar desde já muito inteligentes sobre isso. O meu medo, na França, é que a inteligência ande tão depressa que substitua a indignação.

O senhor refere-se aos hábitos intelectuais franceses, e a esse respeito não se pode deixar de notar que pensadores como Éric Zemmour pregam a islamofobia de maneira aberta – o primeiro chega a sugerir deportação em massa.
A ideia de deportação é um espasmo. A França precisa dos imigrantes. O jogo de imigração presta-se a uma duplicidade. É dito que os árabes vão ocupar a terra e se beneficiar, mas eles estão cumprindo funções de trabalho que, na França, ninguém mais quer fazer. E a França tem hoje taxas de natalidade tão baixas que, sem a imigração, começará a murchar demograficamente. Não há viabilidade, nem o mundo de hoje permitiria que você pusesse pessoas num navio e mandasse de volta sabe-se lá para onde, sobretudo nessa conturbação que é o Oriente Médio.

O que representa esse discurso?
Isso é mais uma expressão de mau humor, de frustração e de irritação do que um caminho viável. O que é preciso fazer é encontrar uma forma de acomodar a diversidade dentro da laicidade e do republicanismo. Quando se vai à Grã-Bretanha, você pode falar inglês com 200 sotaques: canadense, australiano, neozelandês, sul-africano, nigeriano – tudo é inglês. Mas se você fala francês com algum sotaque, eles acham que você é um primitivo. A França se coloca no topo de uma pirâmide do saber e hierarquiza para baixo. E as pessoas não gostam de ser colocadas nisso.

Existe também exploração política a respeito dos acontecimentos. Na manifestação deste domingo, por exemplo, muitos não desejam a presença da Frente Nacional (FN), partido francamente xenófobo e racista. Como o senhor vê essa dimensão?
Não há como excluir a FN. Como partido, a FN é cada vez mais importante – Marine Le Pen (presidente da FN) é uma das figuras com condições a aspirar o cargo de primeiro-ministro. Você não pode excluir. Será preciso dizer: estamos reunidos nesta manifestação não por estarmos de acordo em tudo.

O que uniria os grupos?
O fato de estarem reunidos para repudiar a violência. Ou seja, você encapsula a solidariedade a um aspecto, sem aderir aos demais. Mas é muito difícil. A França está vivendo um momento muito complicado. Ao erigir seus valores em um corolário universal, ficou presa em uma camisa de força intelectual, ideológica e comportamental. Se você não estiver enquadrado naquele rigor metodológico e linguístico e na própria técnica de apresentação das ideias, você é visto como bárbaro. O francês já foi uma língua de comunicação mundial. Hoje, é uma língua de cultura, estudada por grupos de pessoas. Há uma perda de espaço intelectual e de prestígio com a qual têm dificuldade de se conciliar. Estamos no momento de repudiar a violência dos ataques. Haverá tempo para discutir todas as complexidades. Pessoas foram mortas de uma maneira que você não pode coonestar.

É possível aos outros grupos políticos aceitar a participação da Frente Nacional na manifestação então?
Churchill (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico de 1940 a 1945 e 1951 a 1955) tinha horror à União Soviética, e Roosevelt (Franklin Roosevelt, presidente americano de 1933 a 1945) não menos. E todos fizeram causa comum contra o nazismo. Não se estará aderindo ao ideário da Frente Nacional, mas simplesmente repudiando com toda a convicção os assassinatos. Matar aquelas 12 pessoas e depois outras tantas não é aceitável. Se alguém se junta a você nesse repúdio, será, como dizem os ingleses, fellow traveler (companheiro de viagem). As alianças são feitas conjunturalmente e para fins específicos.

Se a França se unir no domingo em torno de uma atitude negativa – o repúdio à violência –, qual será a atitude positiva capaz de manter essa união na segunda-feira?
Na segunda-feira, a França estará ainda traumatizada. As ondas de choque do que ocorreu desde quarta-feira vão durar mais tempo. A França terá um período de reavaliação de sua política interna, de seus valores, de sua relação com os imigrantes. Não é só o imigrante islâmico. Há os africanos, com os quais há uma relação menos tensa. Deverá haver um processo muito grande de autocrítica e de revisão de valores. É preciso perguntar: se num mundo tão diverso e cosmopolita, a França pode se manter tão exclusivamente francesa?

A França tem uma visão equivocada sobre seu papel no mundo hoje?
O país tem ainda uma ideia de seu papel no mundo que não corresponde mais à realidade: a ideia de o brilho, o éclan de sua civilização ainda têm efeito. Trata-se hoje de uma potência europeia sem papel maior sobre o mundo e com dificuldade de se acomodar a isso. Na União Europeia, a Alemanha tem hoje um papel militar e político muito maior. A Grã-Bretanha continua sendo um grande ator, por meio de sua relação imperial e atlântica com os Estados Unidos. A França é hoje uma potência média e tem dificuldade de se ajustar a isso em razão de sua ideia datada de grandeza passada.

O país está amarrado ao seu passado?
Na França, o passado ocupa um espaço excessivo. Napoleão, Luís XIV,  Foch, De Gaulle – todos têm espaço demais. Há uma presença do passado maior do que seria adequado. No momento, o meu medo é que a reação seja mais simples, que seja de retaliação, de caça às bruxas, de procura de culpados, de insegurança social. Os imigrantes foram varridos para as banlieues, os subúrbios. E não é uma presença estatisticamente insignificante. É uma presença imensa e crescente. Não sei como vão começar o reexame. Tenho a impressão de que François Hollande (atual presidente) não é o homem para isso. Ele pode administrar um país que sai de uma crise. Mas esse reexame exige grandeza, algo encontrável em um tipo de estadista que não creio que Hollande seja. A França está, no momento, despreparada para enfrentar esse tipo de desafio. Eles precisarão de um pouco mais de tempo. Até porque tenho a impressão de que não se esgotou o processo de violência.

Para o senhor, haverá mais atentados?
Sim. Haverá mortes aqui e acolá. Não vejo isso se esgotando completamente, e sim se prolongando um pouco no tempo. Há um outro problema que merece reflexão. A mobilidade das pessoas no mundo global exige um exame multilateral. As organizações internacionais como a ONU, a União Europeia e outras devem se reunir para discutir como administrar esse problema. Não são 2%, 3% da população – são proporções muito grandes que se deslocam. Creio que temos pano para manga. E não acho que esse episódio esteja esgotado. O primeiro round foi vivido, mas creio que teremos ainda repercussões nas próximas semanas.

Relembrando certas roupas

Com todo esse assunto de Paris e de multiculturalismo, lembrei de um post que eu tinha escrito, em 2009, sobre Trajes Nacionais.

Aproveite para relê-lo.

Pense se você terá a oportunidade de andar na cidade usando short ou bermuda, exibindo a pele tatuada, pelos países do Golfo Pérsico, ou outros da região.
Afinal de contas, “nós” é que temos de nos adaptar às exigências deles. A xenofobia é apenas “nossa”.

Ah, só uma observaçãozinha, para finalizar:
hoje, quando a polícia francesa matou os terroristas envolvidos nos vários atos desta semana, não recebi nem um mísero e-mail de amigo, comentando sobre a truculência da polícia francesa.
Houvesse sido no Brasil (sobretudo em São Paulo) ou nos Estados Unidos, seriam dezenas de comentários de “humanistas”.
No caso da França, como o atual presidente é socialista, tudo bem. Se fosse um presidente de partido de “direita”, seria crucificado, como faz o tal califado com “os infiéis” na Síria.

Oi, aviso: essas palavras com cores, e linhas embaixo delas, são links para ver outras matérias. Não esqueça desse pequeno detalhe.
Tal como os “analistas” dos grandes jornais, não vou repetir tudo o que escrevi em outras ocasiões.

 

Partidos: a salada de siglas

Essa salada de siglas, sem qualquer personalidade, precisa acabar.
Os resultados da eleição de domingo demonstraram que uma boa parte do povo quer um partido de direita. Direita, não PP do Maluf e daquele piauiense cujo nome nem sei. Direita, não DEM do Arruda. Nem direita “cristã”, pois como tantos brasileiros, não é a religião que me interessa na política (basta lembrar as teocracias do Oriente Médio para ver as conseqüências dessa mescla).

Bipartidarismo já provou que não funciona. Sublegenda é coisa para enganar eleitor trouxa.
Não me venham com argumentos de que nu zistadu zunido é assim. Isso é problema çequissuáu deles.

Não me venham com essas coligações de tudo quanto é partido, como conservador e liberal na Inglaterra. De cristão e comunista na Europa oriental.

Acho que os partidos no Brasil deveriam ser cinco:

PEL – partido da esquerda louca – onde ficariam os PSOL, PCdoB, PSTU, PCO, e todas essas siglas malucas; que briguem com suas seitas entre si mesmos;

PESS – partido da esquerda sangue-suga, aquela que dá esmola e quer retirar todo o resto do país para eles;

PCOM – partido do centro oportunista em cima do muro, aqueles caras que são profissionais em mudar de opinião conforme o vento;

PDE – partido da direita envergonhada, essa que fala de “liberdade econômica” mas não quer falar de deveres sociais, só de direitos;

PDA – partido da direita assumida, a que acha que lugar de bandido é debaixo da terra, que juiz e advogado corruptos têm de ser esquartejados por cavalos bravos no meio do estádio, e coisas do tipo.

Depois de alistados em um partido, a pessoa tem de ficar nele. Só pode sair se, em troca, perder os direitos políticos por 20 anos.
Um pouco radical, claro, mas é necessário um tempo para o país se recuperar da salada de siglas.

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