Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Excrementos

Estou sem vir ao blog hå algum tempo.

Mudei, ainda nåo abri todas as caixas, e o commuitador resolveu ficar dodøi.
O tecniqueiro nåo arrumou o que tinha de defeito e ainda criou outros.

Acompanhando por alto esse festival de vaidades que assola o payz, porém, nåo posso deixar de comentar:

esses seres de outras espécies, que exigem ser tratados de Fossas Excreméncias, såo de fato uma imensa cloaca (para nåo dizer outra palavra).

Fossa Excreméncia é mesmo um pronome de tratamento muito apropriado para eles todos.

a palavra dinamarca

Há uns dias, circulou pelas famosas redes de emburrecimento social um vídeo da TV 2 da dinamarca, que conclama todos a serem amiguinhos e irmãozionhos, e tolerantes com os imigrantezinhos que explodem o mundinho imundinho.
Não repassei porque vomitei em cima do celular e precisei deixá-lo em repouso.
Melhor reler o que coloquei uma vez em meu blog:

https://boppe.wordpress.com/2013/10/24/velhice-na-dinamarca/⁠⁠⁠⁠

e também se informar sobre as maravilhas daquele país tão certinho, pois o
museu nacional da dinamarca decidiu que a palavra “preto” é proibida nas obras que lá estão expostas.

Como o cinismo e a hipocrisia não fazem parte de minha índole,
e seguindo os mais estritos parâmetros da reciprocidade,
a palavra marca dos daneses está proibida aqui em casa.

Quem já morou lá, sempre fala mal daquele país de gente mais falsa do que cédula de US$ 3,64, emitida pelo Federal Bank of Nigeria.
Falsos, chatos e desonestos com os inquilinos.

Turistas: por favor atenham-se à sua mediocridade de quem ficou em hotel ou usou air bnb e nunca enfrentou a realidade do quotidiano.

Dinamarca, atenha-se aos butter cookies e ao Lego.

Para quem se arreganhou com sorrisos para os nazistas durante a II Guerra, o cinismo de vocês ultrapassou minha tolerância.

Penso que lugares onde chove 489 dias por ano, e onde as pessoas precisam aproveitar ao máximo os 5 minutos de sol que ocorre a cada década, devem mesmo ser muito chata a vida, por isso se preocupam em defecar regras para todos.
Cuidem de seus preconceitos, loiros aguados!

Mário Quintana

Espelho Mágico

L (cinqüenta)

Da Amizade entre Mulheres

 

Dizem-se amigas… Beijam-se… Mas qual
Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia…

 

Bem, Quintana escreve essa trova em 1951, em homenagem à memória de Monteiro Lobato.

Como reagiria o grande e velho Mário Quintana se ainda vivo fosse?

Nas escadas rolantes de centro comercial, o mais comum é ouvir uma falsa madame de 20 ou 30 aninhos, falando bem alto ao telefone amebular:

– Oi miga, nem te conto, você nem imagine o que ….

Na vitrine de uma loja de “decocoração”, vi uma tranqueira à venda com o texto

Miga sua louca.

Sempre fico na dúvida se miga é forma reduzida de migalha ou de inimiga…

 

 

dúvida

Tenho uma dúvida sobre algumas palavras:

se quem faz tricot é tricoteira,

se quem faz crochet é crocheteira,

se fricote é coisa de fricoteiro,

se quem prepara croquetes é croqueteira,

se decote dá decotaria,

por que quem joga cartas de tarot quer ser chamada de tarólogo, e não de taroteiro?

 

 

 

uauaus

Aqui onde moro, os cachorros têm, quase todos, nome de gente:
Ulisses, Kate, Elvis.

Agora há pouco passei por outra quadra, onde havia um convescote canino de fim de tarde,
e eles tinham nome de comida:
Pipoca, Paçoca, Nutela, Geléia.

Vou arrumar um e chamá-lo de Anderson Farofa,
para ele poder brincar com os dois grupos.

 

enfim, então…

Quando eu tive aulas de alemão no Goethe, os professores pediam para os próprios alunos indicaram aos colegas as muletas de linguagem, do tipo, ahnnn, enfim, então, hummm, que faziam quando /enquanto formulavam as frases.

Comentei isso com umas pessoas e houve quem ficasse escandalizado, “com tanta repressão” e vigilância. Que coisa nazista! Viva a hipocrisia da liberdade educacional. Falar herado é sertu.

Gostaria muito que essa regra fosse válida em todas as profissões brasileiras.

Estou um tanto quanto exausto, farto, de tanto ouvir as pessoas iniciarem as frases com … então… então…  e aquelas outras que começam com … enfim.
Curioso que reparo que essa praga do uso de muletas é ainda mais divulgado entre os “inteligentes” que percorreram diversos degraus de cursos superiores.
Aprenderam a decoreba, mas não aprenderam a se exprimir.
Então, enfim,  segure a língua se não sabe o que vai dizer.
Os ouvidos alheios agradecem.

 

Alcorão – e outras traduções

Em todo o livro Maomé, a tradução diz “Corão”, conforme o que foi utilizado no original inglês de Quran.

Parece que hoje em dia virou regra que seja a forma utilizada em livros e jornais, já que, conforme argumentam “os donos da língua”, Al é o artigo definido em árabe (e suas variáveis, conforme a consoante que segue).

Sim, e por que ainda escrevem:

Al-godão (al-kutun)

Ar-roz (ar-ruzz)

A-çúcar (as-sukkar)

Al-fândega e Ad-duana (al-fundaq e ad-diwan)

Al-môndega (al-bundqa)

Al-faiate (al-khayyat)

Al-mofada (al-mokhadda)

Al-face (al-khass)

???

Por que os “donos da moderna língua portuguesa” gostam de esquecer que Portugal e Espanha estiveram sob domínio árabe durante séculos, e incorporaram as palavras desse idioma de forma diferente dos demais países europeus?

Até 1950/1960, havia sido Alcorão, com o correspondente adjetivo “corânico”, que, tal como “cotonifício”, “cotonete”, “rizicultura”, e outros derivados, não tem o artigo definido, por não se tratar do substantivo original.

Parece, porém, que hoje em dia ninguém mais se interessa em estudar gramática histórica – muito menos os tradutores.

Se eles querem copiar o que se usa em inglês e francês, então, por favor, passem a escrever coton / godão, roz, çúcar, fândega e duana, búndiga, faiate, mofada, fass…

Ah, e só para aproveitar o gancho, aprendi com Karen Armstrong que sarraceno é uma palavra oriunda do grego “sarakenoi“, e significa os que vivem em tendas (tal como Kadafi, apesar de todo o dinheiro que tinha acumulado enquanto foi ditador).

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