Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Palestina’

Os refugiados que chegam na Europa

De repente, por conta da foto de uma criança morta, parece que houve comoção mundial com relação ao assunto “refugiados” que fogem diariamente da África e do Oriente Médio, em busca do refúgio que lhes garantirá as benesses do welfare state em países europeus.
Milhares de outros refugiados também fazem aventuras no Sul e Sudeste da Ásia, em direção à Austrália, mas não ganharam ainda a atenção de todo o mundo.

MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO, faço duas perguntas:

  1. alguém lembra que foi dona hilária, aquela senhora que postula a candidatura à presidência dos Estados Unidos, que sob a égide de Barraca de Obaoba, fez a bagunça política que destruiu a Líbia e a Síria (e a Tunísia, o Egito, …), e solidificou a barbárie que já imperava em outros países, como Afeganistão, Iraque, territórios palestinos, Sudão?  Exército Islâmico (ISIS) e Boko Haram surgiram depois que as delicadas patas de dona hilária intrometeram-se em diversos países.
  2. alguém questiona a posição dos países ricos em petróleo (Arábia Saudita, Barém, Kuaite, Catar (Al Jazira), Emirados Árabes Unidos (Dubai e AbuDhabi) ? Um jornal inglês indagou por que esses países não receberam nem unzinho refugiado sírio, iraquiano, palestino, etceterino (africanos muçulmanos), quando autoridades desses países dos reis e emires declararam que aceitar esses refugiados poderia enfraquecer a segurança nacional, dada a alta probabilidade de haver terroristas disfarçados no meio dos refugiados.

Como é sabido que esses países financiam esses grupos de radicais terroristas – não oficialmente, é claro, mas por meio de “doações” dos milionários locais…
Desse modo,

Por isso, surge a hipótese: os países árabes que não recebem seus “irmãos” que buscam refúgio devem saber a razão da atitude pouco generosa no diz respeito a ajuda humanitária.
Ao menos poderiam ter o cinismo de contribuir financeiramente aos países europeus, para alojar os refugiados de quem eles querem manter distância.

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Os “humanistas” totalmente entre aspas

Recomendo a leitura desse artigo de Felipe Moura Brasil:

Vocês não são pró-direitos humanos, vocês são apenas anti-Israel.

Ler e pensar a respeito.

A vitimização do agressor

Nem é preciso comentar muito, pois as palavras do próprio noticiário deveriam bastar, NÃO FOSSE a psicopatia mundial de vitimizar o agressor.

Cessar-fogo acaba em Gaza e militantes retomam ataques contra Israel

Israel concordou em estender a pausa inicial de 12 horas nos combates por mais quatro horas, mas foi rejeitado pelo grupo islâmico Hamas, que domina Gaza.

Quem começou a guerra deveria se preocupar em acabar com ela.
No entanto, como na maioria das vezes, o agressor só aceita parar quando está definitivamente derrotado.
Inxalá isso ocorra logo. Espero também que os líderes do Hamas, confortàvelmente escondidos em algum lugar fora de Gaza (lá para os lados do Vai-se-Catar) tenham um destino semelhante ao daquele austríaco de bigodinho ridículo.

 

Curto e grosso – Porque digo NÃO ao Hamas

Algumas pessoas têm me mandado comentários a respeito dos coitadinhos dos guerrestinos e dos cruéis judeus imundos. Vamos lá, em português claro e sem deixar dúvidas a algumas questões:

  • Quem enforca viados? (viado, gay, homossexual, pederasta, tanto faz!)
  • Quem manda apedrejar até a morte adúlteros (ou suspeitos de adultério)?
  • Quem arranca clitóris de mulher?
  • Quem obriga mulheres a se cobrir?
  • Onde mulheres não podem dirigir automóveis? Nem votar? Nem viajar desacompanhadas?
  • Quem coloca instalações militares ao lado de hospitais e escolas, para os coitadinhos virarem alvos dos bandidos cruéis?
  • Quem coloca bombas em ônibus, bares e restaurantes?
  • Quem manda matar pessoas que querem trocar a religião (apostasia) , e deixar de levantar o traseiro para rezar para um meteorito localizado em Meca?
  • Você sabe de algum invento feito por um guerrestino? Em qualquer época da humanidade? Qual a herança que já deixaram para o mundo?
  • Quem você acha que tem valores culturais mais parecidos conosco? A muçulmanada ou a judeuzada?
  • Quem nunca obteve nacionalidade dos “irmãos árabes”?
  • Quem recebeu milhares de refugiados soviéticos ou etíopes? Os israelenses ou os árabes?

Então deixe de lado essas idéias esquerdopatas incrustradas na sua cabecinha de coitadismo e deixe de defender guerrestinos. Coitadinhos deles. São tão perseguidozinhos quando atravessam as barreiras para entrar nos países vizinhos.
Você certamente é do tipo de “defensor dos direitos dos bandidos” que acha que bandido não pode ter restrições nas visitas, aqui nas cadeias brasileiras.
Nem para fazer esfiha os guerrestinos prestam. Estragaram a receita dos sírios e libaneses!
Você é apenas mais um adepto do anti-semitismo que envergonha a cristandade (e esquece que Jesus, se existiu, era judeu, e não cristão). Confunde tudo. Não sabe a diferença entre judaísmo, sionismo, israelitas, israelenses, palestinos, árabes, muçulmanos, e por aí vai…
Aliás, aquela região sempre se chamou Judéia/Israel. O nome Palestina foi inventado pelos romanos já na era cristã, depois de terem expulsado a maior parte dos judeus.
Lembro que quando o Xá foi deposto a brasileirada burra aplaudiu: caiu uma ditadura militar! E o que temos lá hoje em dia é o quê?  Ditadura Teocrática! Muito pior! Ditadores invisíveis!
Ninguém se preocupa com o que acontece na Síria ou no Iraque? Por que essa “indignação” seletiva a favor dos coitadinhos dos palestinos? Por que ninguém percebe que o Hamas é um grupo terrorista tão asqueroso quanto Al Qaeda, Irmandade Muçulmana, Boko Haram, e outros tantos grupos de religiosos radicais? Chega de coitadismo com esses intolerantes!

Esquerda Caviar

Esquerda Caviar – A hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo, de Rodrigo Constantino (Editora Record, 2013, 423 p., R$ 42,00) caiu perfeitamente para muitos parentes, amigos, conhecidos e ex-colegas de trabalho. Confesso que eu algumas partes fui ao espelho e fiz um mea culpa.

O livro divide-se em três partes, a primeira das quais muito bem fundamentada, com muitas pensadores de um lado e do outro contrapostos, para que se possa ver com nitidez o quanto são ridículos, sujos, imbecilizantes e outras coisas mais, esses modismos hipócritas da correção política, das “minorias” no domínio da sociedade, e toda a “bondade rousseauniana” das leis que moldam as pessoas em robozinhos.

O capítulo sobre as origens da esquerda caviar, ou liberal limousine (EUA), champagne socialist (Inglaterra), radical chic (Itália), ou simplesmente a velha conhecida “esquerda festiva” dos centros acadêmicos, trata de vinte variantes: oportunismo hipócrita, narcisismo, elite culpada, tédio, histeria, racionalização, preguiça mental, ópio dos intelectuais, alienação, insegurança e covardia, medo, nihilismo, síndrome de Estocolmo, ressentimento, infantilidade, romantismo, desprezo popular, arrogância fatal, sede pelo poder, ignorância. Em seguida, fala sobre o duplipensar, ou seja, alterar o significado de palavras para que elas se encaixem ao pensamento polìticamente correto e hipócrita, e conclui essa primeira parte com o viés da imprensa.

A segunda parte menciona algumas das bandeiras que a esquerda caviar gosta de empunhar: a obsessão anti-americana, o ódio a Israël, o culto ao multiculturalismo (e ao Islã), os pacifistas, o mito Che Guevara, a ilha presídio de Cuba, os melancias (verde por fora e vermelho por dentro), os clichês de justiça social, os preconceitos dos que não têm preconceitos, as minorias, e a juventude utópica.

A terceira parte aborda alguns santos de pau oco, que ganham muito dinheiro às custas de propagandas e campanhas em prol da falsidade, e do escamoteio do estilo de vida desses mesmos santos: Obama, Gandhi, John Lennon, Noam Chomsky, Paul Krugman, Michael Moore, Sting, Al Gore, Peter Singer, John Kerry, Ted Kennedy, Bill Clinton, George Soros, Harrison Ford, Leonardo DiCaprio, Cameron Díaz, Robert Redford, Bread Pizza, Angelina Jolie, George Clooney, Barbra Streisand, Richard Gere, James Cameron, John Travolta, Bruce Springsteen, Oliver Stone, Whoopi Goldberg, Jack Nicholson, Matt Damon, Gérard Depardieu, Ben Affleck, Sean Penn, Bono Malo Vox, Oprah Winfrey, Benicio del Toro, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Luís Fernando Veríssimo, Wagner Moura, Eduardo Matarazzo Suplicy ex-Smith de Vasconcelos, Chico Alencar, Luciano Huck. Fora isso, muitos outros nomes são assinalados durante as duas partes anteriores, como Gilberto Gil, Fernanda Montenegro,
Desde o início do livro, Rodrigo Constantino salienta que não coloca em xeque o valor artístico das pessoas, mas a contradição entre o que dizem polìticamente e o estilo de vida que levam.

Não dá para concordar com tudo o que Rodrigo Constantino colocou no livro. Falar do Tibete como “vítima” é um tanto quanto “esquerdismo caviar” de muita gente que ignora que a região SEMPRE foi parte do império chinês, que NUNCA foi um país independente, que em 1911 deputados tibetanos fizeram parte da assembléia constituinte republicana chinesa (ou seja, eram parte da China), e que o que deixa o dalai lama indignado não é o domínio chinês, mas a perda do poder feudal que ele e seu clero exerciam sobre 85% da população tibetana que vivia em regime de servidão, para atender 10% de sacerdotes.
Só no finzinho do livro RC lembrou de juntar Mr. Richard Gere e Mr. Tenzin Gyatso no mesmo cesto de artistas festivos, caviarescos e champanhotes.

Interessante a menção final, de luz no fim do túnel, ao citar a mudança de opinião de Ferreira Gullar, enojado com o que seus antigos colegas “socialistas” têm feito nos últimos 90 anos. Um mar de sangue e um sem fim de prisões a quem os contrariar. Pena que o livro tenha sido escrito em 2013, e não tenha tido a oportunidade de incluir o que Eduardo Galeano disse em Brasília sobre “Veias Abertas da América-Latina”:

“Hoje não gostaria de reler o livro. Não me sinto mais ligado a esse livro como era. Quando escrevi, tinha 19, 20 anos. As veias abertas da América Latina tinha de ser um livro de economia política mas eu não tinha o conhecimento necessário para isso. A realidade mudou muito e eu também mudei”.

 

Palestina e Suiça

A Palestina (aquele território que não virou país, porque, em 1948, foi invadido pela Jordânia, na chamada Cisjordânia, e pelo Egito, na faixa de Gaza) transformou-se agora em Estado Observador da Organização das Nações Unidas, mesmo status que tem o Vaticano.

Até 2002, a Suíça também era Estado Observador, pois a tal “neutralidade” suíça (que facilita transações bancárias) “recomendava” que o país não se ingerisse em assuntos de política internacional.

Países árabes e os palestinos

Alguém pode citar um país árabe amigo dos palestinos?

Quando a Faixa de Gaza pertenceu ao Egito, antes de 1967, os palestinos não eram considerados cidadãos egípcios.

Quando um terço da população do Kuwait era constituída de imigrantes palestinos, eles eram tratados como pessoas de milésima categoria, tanto que os palestinos não hesitaram em se aliar às tropas invasoras de Saddam Hussein, quando houve a Guerra do Golfo, em 1990. A derrota iraquiana aumentou ainda a miséria dos palestinos.

Então por que o mundo finge sofrer com os problemas dos palestinos em Israel, onde eles puderam ser cidadãos em 1948 (tal como os drusos), e ignora inteiramente todo o desprezo que durante décadas a “irmandade” árabe deu a eles.

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