Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Portugal’

Turistas go home

Escrevi há uns dias sobre a praga dos turistas, e parece que o assunto tem rendido em outras paragens.

Turistas? Não, obrigado

Destinos turísticos querem menos visitantes

Pois é, parece que certos conceitos começam a mudar.

Dinheiro (economia) não seria tudo.
Conforto (e sossego) começam a ser mais importantes, para algumas pessoas.

 

 

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modismos pedagogeiros

Muito interessante essa entrevista com o ex-ministro da Educação de Portugal.

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/04/1875676-e-preciso-abandonar-modismos-educativos-diz-ex-ministro-portugues.shtml

Portugal sobe em níveis mundiais. O Brasil continua ladeira abaixo.

Nada contra decorar (na velhice isso fará falta!).

Tudo contra pedagogices, e contra a educação sem conteúdo.

Matemática (ou até mesmo aritmética) viraram objetos da “física quântica” idolatrada por místicos, que precisam de calculadora para somar 20 e 7.
Língua virou a regra de que pode falar herado que está serto, no chip implantando na cabeça dos estudantes, desde a pré-escola até se tornarem pós-universiotários.
História e geografia são apenas formas de doutrinar sobre a tal luta de classes e para ensinar que deve ser estabelecida a opressão das maiorias pelas minorias.

Ah, mas ainda temos os pécikólogos, que acham que creamssa não pode ser submetida a esforços…  é melhor dar logo um remédio contra alguma síndrome, para ela parar de fazer perguntas e se tornar dócil.

Enfim, o Brasil insiste em caminhar para o fundo do poço. Quem sabe por acreditar que “no fundo poço chegará ao Japão ou à China”…

 

 

Quanto custa um deputado?

O site Swissinfo fez uma matéria sobre o custo de parlamentares em diferentes países.

Quanto ganham os parlamentares?

Adivinhem.

A Itália tem o mais caro (apesar das famosas “mãos limpas”) e a Tupinambalândia está, na lista, acima de Reino Unido, França, Rússia, Suíça, Portugal…

A Terra Onde Se Plantando Tudo Dá também é o campeão na classificação comparada com os salários médios de cada país. Por exemplo, três vezes mais do que em países de “salários baixos”, como os Estados Unidos.

Isso, é claro, sem contar as mordomias paralelas e o famoso Caixa 2…

 

ainda o desacordo

Outra vez o desacordo ortográfico é notícia.

Repito: inglês é a língua mais divulgada no mundo, e não precisa de acordo ortográfico para que ingleses, americanos, canadenses, australianos, sul-africanos, e tantos outros tenham uma ortografia única e uma única forma de pronunciar as palavras.

Claro que as editoras desses países não se preocupam com picuinhas. Vendem porque sabem produzir. Não são como certas editoras tupinambás.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/05/1771425-presidente-de-portugal-quer-fazer-revisao-do-novo-acordo-ortografico.shtml

 

A Imbecilidade Humana NÃO Conhece Limites

Li uma matéria sobre “livros que podem nos fazer mal“, encontrável no site do jornal lusitano Público.

Deixo a chamada aí:

Há um movimento de estudantes universitários norte-americanos a pedir que os protejam dos conteúdos de alguns livros que consideram perigosos. Em causa estão sobretudo clássicos da literatura grega e romana. A psiquiatra Manuela Correia fala em “infantilização” da sociedade.

É necessário ler a matéria, e também os comentários. Não vou aqui ficar me estendendo, pois seria difícil resumir.

Como sempre tenho manifestado aqui no blogue, porém, abomino de corpo e alma essa hipocrisia da correção política, essa esquerda festiva que sempre pretende policiar (usavam antes o termo patrulhamento ideológico) o que os outros pensam, “por uma sociedade melhor”.

Infelizmente essa doença social da censura ideológica, que não sabe identificar alegorias, ou despreza os ensinamentos da História (com H maiúsculo), está impregnada em vários setores do mundo. Pior do que a religião, ela se torna lei, levada por gente “bem intencionada” (aqueles que enchem o inferno todos os dias de boas intenções), disfarçada em “bons pensamentos”.

Faz falta que o mundo se preocupe mais com ciências, e não com empulhações de teorias sociais.
Essas aí nos têm deixado encalhados.

Só posso resumir que a imbecilidade humana não conhece limites. O mundo contemporâneo é o maior exemplo.

Onde você gostaria de ter estado?

No fim de semana, estava à mesa de uma adega conversando com outros freqüentadores conhecidos, e surgiu a conversa “História”.

Onde você gostaria de ter estado, quando ocorreu determinado fato histórico?

 

Não é quem você gostaria de ter sido.

É que cena gostaria de ter presenciado.

Pode ter aconselhado o personagem principal, ou apenas assistido.

Respostas que surgiram à mesa (em ordem cronológica):

  1. com Cleópatra, em seu último dia;
  2. quando Constantino decretou o cristianismo a religião oficial do Império Romano;
  3. com Gêngis Khan;
  4. com a Princesa Isabel, nos dias que antecederam a assinatura da Lei Áurea;
  5. na execução dos Romanofs, em abril de 1918;
  6. com Hitler, naquela reunião com os líderes nazistas, quando se viu que não dava para mais nada – alles war kaput – a cena do filme “A Queda” que foi repetida em um montão de paródias.

 

Repassei a pergunta às pessoas de minha lista de contatos por internet, e também a outras, pessoalmente.

Já pensou que grande fato histórico gostaria de ter assistido, ao vivo ,em cores e com som original?

Como no livro Ao Vivo do Calvário, de Gore Vidal, o personagem principal é um repórter que se transporte no tempo e no espaço, e transmite pela televisão a crucificação de Jesus, essa resposta não seria aceita.

Reproduzo abaixo as muitas respostas obtidas – ordenadas por ordem alfabética.

Com Alexandre Magno (três respostas!) – na Macedônia, saindo para mais uma aventura de conquistador – quando atravessou da  Grécia para a Ásia – quando foi ungido faraó e filho de Amon.

Na arca de Noé.

Na primeira apresentação da Nona Sinfonia de Beethoven.

Nas ruas e cabarés de Paris da Belle Époque (1871-1914). (duas respostas)

Na morte de Bin Laden.

Na decisão sobre o lançamento da bomba atômica sobre Hiroxima e Nagasaki.

Um rital de bruxas antes da Idade Média.

Quando Sidarta Gautama se tornou Buda, o Iluminado.

Na chegada de Colombo às “Índias”, para dizer a ele o erro que tinha cometido.

Nos vestiários e bastidores da final da Copa de 1998.

Na escolha do Brasil para sediar a Copa de 2012.

Na decisão de escolher o Itaquerão como estádio paulista para a Copa de 2012.

No impeachment da Dilma e na prisão de Lula (eu acrescentaria o funeral de Sarney e o de Maluf, já que são desejos).

Andando pelas ruas de Paris, entre 1920 e 1930, ouvindo Django Reinhardt tocando na Gare du Nord.

Na omissão de socorro a Elis Regina.

Quando Francisco de Assis se apresentou ao papa Inocêncio III para apresentar a candidatura para a nova ordem – segundo consta, Francisco de Assis fez isso para não ser acusado de herege – mas queria ver a cara do Papa ao receber aqueles mulambentos!

No suicídio de Getúlio Vargas.

Na Grécia Antiga, convivendo com filósofos e matemáticos.

No Rio de Janeiro, quando da invasão dos franceses, e lutando a favor do domínio francês.

No embarque da família real de Portugal, deixando o povo apavorado ao ver D. João VI fugir e deixar tudo para os invasores, e depois sair correndo para ver a confusão da chegada da corte no Rio de Janeiro.

No assassinato de John Kennedy.

Ao lado de Júlio César, quando ele atravessou o Rubicão e mudou tudo.

Na chegada do homem à Lua. (duas respostas)

No julgamento de Joana d’Arc.

Na queda do Muro de Berlim.

Em Nova York na década de 40.

Nas reuniões do PTrolão.

Na queda de Constantinopla.

Ver Santos Dumont no vôo do 14 Bis.

No envenenamento de Tancredo Neves.

Na execução de Tiradentes.

Na viagem do Titanic.

Na erupção do Vesúvio (ou do Cracatoa).

Em Waterloo.

Como se observa, muita gente se interessa pelos fatos mal esclarecidos.
Ou grandes fatos do mundo das idéias – filosofia, religião, ciências e artes.

Algumas pessoas se inspiraram em respostas já dadas anteirormente e manifestaram outros aspectos de um mesmo tema.

Muitos outros, porém, tiveram preguiça de pensar, e preferiram continuar assistindo BBB,
ou ficaram no eterno papel de Hardy, dos desenhos animados – oh vida, oh azar.

Demora um pouco, mas sempre encontramos uma ou duas respostas sobre o tema.

Quer contribuir?

Preencha aí embaixo o quadro deixe um comentário, em azulzinho, no canto direito do post.

 

 

União Européia esfacelando-se

“analistas” muito falaram da vitória do partido de esquerda Syriza na Grécia.
“liberais” falaram da política do desperdício de dinheiro, mas não comentaram que era a alternativa que os gregos tinham.Na Espanha, Podemos é um novo partido dito de direita. Na França, Front National é por muitos classificados como neo-fascista. No Reino Unido, o UKIP cresce e deseja o rompimento com a União Européia e os burocratas de Bruxelas (Luxemburgo, Straßburg e Frankfurt). Na Itália os separatistas da Liga Norte e os partidários do humorista Beppe Grillo rompem a dicotomia democracia-cristão/esquerda.

Ninguém se pergunta até quando os europeus agüentarão os encargos sociais com os “irmãozinhos” da Europa Oriental, protegidos pela alemoa oriental Merkel.
Ontem mesmo recebi da Espanha um texto sobre RISGA – renda de inclusão social da Galícia – que sustenta famílias de romenos que há cinco anos recebem a esmola governamental “em nome da sociedade”. ¿Cobráis la RISGA?

Será que os europeus não estão cansados de tanto bom-mocismo do welfare state?
Acho que os “analistas” esquecem de verificar o estado de espírito dos contribuintes, quando falam de gastos públicos.

O que está em falência não são as “contas públicas”, mas a farsa da social-democracia.
Ela esfacela, em passos decisivos, os resultados positivos da des-União Européia.

O comentário abaixo de um lusitano, no Jornal de Negócios, é mais inteligente do que a política de austeridide que a alemoa exige dos países mediterrâneos, mas não de seus irmãozinhos da ex-cortina de ferro, que infestam a Europa Ocidental.

Que direito tem a Alemanha, depois das condições que foram dadas para pagar o empréstimo que lhe foi concedido, de tratar agora, com tal desprezo, arrogância e prepotência aqueles que lhe deram a mão no momento em que esteve de rastos? Não se esqueçam que o pagamento da dívida da Alemanha era paga em função do que exportava, nunca lhe tendo sido negadas as verbas necessárias ao seu desenvolvimento, o que a fez vir a ser um país altamente exportador vindo mais tarde a tornar-se na grande potência económica da Europa. Que bom seria se os empréstimos que tivemos de solicitar, pelos desgovernos que tivemos, tivessem tido as mesmas condições de amortização e pagamento.
Ela adora falar de “ajuste das contas” para o “crescimento econômico”, mas não gosta de rever o custo dos “irmãozinhos” nos outros países europeus.
Se isso é “demo-cracia cristã”, realmente há motivos de sobra para a escolha de partidos radicais.
O pensamento de Lebensraum alemão vai acabar a unidade européia, outra vez… Essa conversa de “Deutschland über alles”…

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