Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘prefeitura’

grandes caloteiros

Nenhuma surpresa ao ver a lista divulgada com a relaçåo dos maiores caloteiros do FGTS, publicada no jornal Gazeta do Povo.

Dela constam as empresas aéreas que quebraram (e outras ainda por quebrar), as demonîacas casas de misericórdia, os clubes de futebol, faculdades particulares, e aquele câncer que corrói as entranhas do país, os chamados municípios.

Esporte, o ópio do povo. Basta ver essas dívidas e a canalhice da construçåo de estádios para a copa do imundo.
Prefeituras, a escola de gângsters que apodrece as demais instituiçøes federativas.
Santas casas de administradores preocupados com o enriquecimento, e a saúde financeira de suas famílias, gerindo as entidades pilantrópicas.
Izkolas que vendem canudos no país dos dotôs.

Realmente, quem me conhece, sabe há quantos anos venho falando dessas máfias…

Interessante é ver que a caixa econômica fedemal patrocina essas entidades såo os grandes caloteiros.

 

Anúncios

Fusão de municípios

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná apresentou um relatório que aponta a inviabilidade dos municípios que vivem pendurados nas tetas do Fundo de Participação dos Municípios, que opinou que seria melhor a extinção – por fusão – desses entes federativos que não têm gente – só despesas com câmaras de vereadores, secretarias municipais, veículos oficiais e o penduricalho de empregados. A renda do município é o próprio salário, em muitos casos.

O TCE-PR mostrou que municípios com população inferior a 5.000 habitantes podem não apresentar condições de receber significantes responsabilidades públicas. E concluiu que que os municípios paranaenses na faixa entre 50 mil e 250 mil habitantes são os que apresentam os melhores índices de desenvolvimento e de qualidade de vida da sua população.

Em sites de jornais e blogues locais, a gritaria foi geral.
Afinal de contas, a turma não quer perder a boquinha do emprego público.

Enquanto isso, leitores de outras localidades, que não seriam atingidas, manifestaram-se a favor da proposta, para que fosse estendida a todos os Estados, e para que o mínimo populacional fosse elevado a 10.000 habitantes.

Já escrevi algumas vezes sobre esse assunto, e refazendo contas e atualizando-as, considero que o mínimo populacional teria de ser de 10.000 habitantes (0,00005 da população de 200 milhões de brasileiros – 5 centésimos de milésimos). Teriam de ter também uma superfície mínima de 50 km2 (área mínima que equivale a uma caminhada normal, a 7 km/h, em linha reta). Menos do que isso é claro que é “prestidigitação” para obter resultados favoráveis (como os minúsculos Águas de São Pedro, São Caetano do Sul, ou Veranópolis), e bazófia de “bons indicadores econômicos e sociais, comparados com os de outros milhares de municípios.

Vou mais longe, nas regiões metropolitanas, esses mínimos deveriam ser muito mais elevados – afinal de contas tratam-se de metrópoles, e não de bairros. Cada município teria de ter no mínimo 50.000 habitantes em 100 km2. Adeus Paracambi, Nilópolis e São João de Meriti, no Rio de Janeiro; adeus Biritiba-Mirim, Juquitiba, São Caetano do Sul e Diadema, em São Paulo. Voltem a ser distritos (bairros) de quem lhes envolve em pràticamente tudo – não só territorialmente.

Sem esquecer de um detalhe: basta dessa “eleitorice”  de criar regiões metropolitanas onde não há sequer 500 mil seres habitando-as.

Sem cargos, sem vereadores, sem secretarias, sem veículos oficias.  Integrados ao mundo real que os cerca, e não mais ilhas de fantasia.

Afinal de contas, se outros países vêm há décadas trabalhando no sentido de reduzir a máquina burocrática das divisões territoriais, por que estamos sempre insistindo em criar novos “entes federativos”.  Dá até medo dessa palavra. Sugere algo como entidades fantasmagóricas.

Como eu sou bonzinho, acho razoável que seja pago uma remuneração aos vereadores dos municípios maiores – aqueles com mais de 500 mil habitantes. Três salários-mínimos são mais do que suficientes. Claro, sem qualquer outro adicional ou vantagem. Afinal de contas, eles escolheram dedicar-se ao trabalho pela  sociedade. São pessoas de espírito elevado.

Com menos células cancerosas, talvez a metástase da corrupção pudesse espraiar-se mais lentamente no país…

 P.S. Novo post: Fusão de municípios – parte 2.   (18 de janeiro)

Bombona

Leiam as matérias:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/01/1571356-praia-de-santa-catarina-vai-cobrar-taxa-de-turistas.shtml

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/verao/2015/noticia/2015/01/cobranca-de-taxa-ambiental-comeca-nesta-terca-feira-em-bombinhas.html

Agora, vou colocar o que me escreveu um primo que MORA em Bombinhas, desde o ano passado, tendo-se mudado do interior de São Paulo com mulher e dois filhos.

Essa taxa é uma mina de ouro….. Agora, essa semana do réveillon a cidade ficou nojenta…..
O prefeito daqui fez umas obras q nem a mais porca imaginação consegue imaginar….. Tinha até esgoto brotando na rua e indo pro mar……
Bizarro ……..

Isso aqui é uma loucura…… Tem um monte de turistas pra pouco espaço, a cidade não tem estrutura nenhuma….
A ganância está destruindo tudo !!!!!
Agora, realmente, o país está se afundando….. Se eu pudesse eu mudava daqui…
Eu estou assustado com a rapidez com que está país está apodrecendo
pior do que filme de zumbi!

Repito: ele MORA em Bombinhas, não está lá passeando.

Comentei com outras pessoas, e meu sobrinho senior, mais paulistano do que o Índio Tibiriçá, escreveu:

Tio
Passei o ano novo 2013/2014 em Bombinhas
Insuportável
Intransitável
Inacreditável
10x pior que guarujá

Em 2002, visitei a Chapada dos Guimarães, e tinha gostado de lá.
Quando voltei, oito anos depois, o lugar era “interditado” para turistas pelo Ibama, por conta da morte de uma gente alucinada e alienada que tinha estado orando durante uma tempestade e morreu (que milagre!) com uma tromba d’água.

No ano passado, um amigo foi com a mulher passar férias em Morro de São Paulo.
Ela frisa que foi um presente oferecido pela sogra. Claro.
Voltou xingando cada minuto que passou lá. (Isabela concordou com as reclamações.)
Tudo ruim. Desde a travessia marítima, a comida, a hospedagem, os passeios. Tudo.
E claro, com o tal pagamento da taxa eco-terrorista de preservação ambiental.

Por acaso, esse mesmo casal está agora na Praia do Pipa, que foi um dos lugares de que eu mais gostei no Rio Grande do Norte, no longínquo ano de 2000.
Ele ainda não teve tempo de me contar o que está vendo lá.
Certamente não será coisa boa.
Tudo “evolui”.

Enfim,
o melhor lugar para fazer turismo com os ecochatos à solta, é ficar na sala do apartamento.
Pelo menos lá você terá liberdade para um monte de coisas que prefeituras, porkiticamente corretas, e outros mais te impedem em outros lugares.

Não se preocupe.
Daqui a pouco piora mais…

Já ouviu falar em Malthus?
Pois é…

Procure ler sobre os lemingues.
Pode ser útil.

Desmatamento na Amazônia e as secas no Sudeste

Para aquelas pessoas todas que fizeram parte da escandalocracia da seca em São Paulo, durante 2014…

Aquelas que fizeram manifestações xamânicas no Tietê e no Piracicaba, e que agora absolvem as corruptas prefeituras que nunca limparam bueiros durante os meses de seca… e os governos estaduais nunca lembraram de desassorear os rios. Afinal de contas, quando voltam as chuvas elas se encarregam de fazer o serviço que os desgovernos preferem não realizar, porque podem sujar as mãozinhas.

Sem contar aqueles “generosos políticos” que, em troca de apoio político, permitem que margens de represas sejam ocupadas por milhares de pessoas que não têm saneamento básico.

A Grande Farsa do Aquecimento Global

A afirmação de que as secas da Região Sudeste estão sendo causadas pelo desmatamento da Amazônia é leviana, não tem base científica, pois não sobrevive a uma análise de dados climáticos, além de ser contrária ao bom senso. A anomalia climática pela qual São Paulo está passando é decorrente da variabilidade natural do clima e já ocorreu, até com intensidade maior, no passado. O gráfico abaixo representa a variação dos desvios de precipitação padronizados para a Estação da Luz, no centro da capital paulista, que tem dados observados de chuva desde 1888. Nesse gráfico, notam-se desvios fortemente negativos em anos como 1933 e 1936, e na década dos anos 1960, como 1963, 1968 e 1969. Séries de precipitação mais curtas, a partir dos anos 1950, também registram as secas da década de 1960 que afetou a Região Sudeste. Ou seja, a Região já esteve submetida a secas severas no passado…

Ver o post original 1.080 mais palavras

Ah, mas tinha alvará…

Ontem uma academia de ginástica explodiu e provocou umas tantas mortes e uns tantos feridos em São Bernardo do Campo.

A prefeitura já informou: ah, mas tinha alvará

Bem, vale tudo o que escrevi, há um ano e tanto, quando houve o incêndio da boate em Santa Maria.

Este país de corruptos e “dotôs” prefere acreditar mais nos poderes mágicos da papelada burocrática e jurídica, do que nas leis da física, como as de resistência de materiais,  e da ineficácia das gambiarras, e outras tantas.

Como esses leis da física, que não foram votadas pelos ilustres edis e deputados, ousam contrariar a indústria de impostos e de taxas?
Ou será que o alvará foi concedido após alguma liminar?

 

municípios, o câncer – outra vez

O IBGE publicou outro levantamento sobre essa célula cancerosa da federação, o município, que vivem de sugar recursos  para sustentar a própria máquina des-administrativa e suas mordomias.

Vamos lá:

  • só no Brasil que qualquer lugarejo, sede municipal, recebe o pomposo título de cidade. Cidade é aquele lugar com atividade econômica urbana, e não vilas rurais, com 800 pessoas.
  • a esmagadora maioria dos municípios tem menos de 50 mil habitantes. 50 mil é um número razoàvelemente elevado, concordo, mas em países muito menores, como a Dinamarca, município precisa ter no mínimo 20 mil habitantes. A Suíça fez uma “limpa” em seus municípios, nos últimos anos – claro, é um país “pobre”. Outros exemplos existem, mas estou agora com preguiça de sair pesquisando. No Brasil, há municípios que sequer superfície têm.
  • município não precisa de câmara de “roedores” remunerados. Isso não existe em quase nenhum lugar do mundo. Vereador é como um membro do conselho de um condomínio. Nem salário, nem gabinete com assessores, nem, muito menos, carro oficial. Transporte coletivo é bom para saber a quantas vai a realidade do lugar.
  • em alguns estados, mais de 20% das células federativas cancerosas tiveram diminuição da população, ou seja, seus habitantes mudaram-se nos últimos 13 anos para viver em centros urbanos maiores – AL, BA, GO, MG, MT, PB, PR, RO, RS, SC, sendo que média brasileira ficou em 1175 municípios “encolhidos” no total de 5570 “cidades”. Todo o Sul está com excesso de municípios, basta dar uma olhada no mapa e ver quantos fragmentos quase invisíveis há por lá. Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul têm, cada um, mais de 100 municípios em estágio de retração – populacional e econômica.
  • a maioria dessas células cancerosas foi emancipada após 1980, ou seja, depois da implantação da constituição demagógica imposta pelo congresso travestido dos políticos amigos do poeta maranhense;
  • lógico que suas excremências recorreram ao judiciário para não perder a mamadeira proporcionada pelo Fundo de Participação dos Municípios. Nenhuma ótóridade lembrou-se de cortar os próprios gastos para se adequar aos recursos disponíveis.

E assim vamos indo.

Lógico que poderia ser pior: poderíamos ter o voto distrital e os famosos burgos podres.

 

Município, a célula cancerosa da metástase brasileira da corrupção

Já escrevi aqui nem sei quantas vezes: Município, a célula cancerosa da metástase brasileira da corrupção.

Pois há alguns dias vimos a movimentação daquele partido que é aliado ao governo desde o tempo em que os antepassados de Ararigbóia (não importa qual o governo – hay gobierno? soy su aliado) para derrubar o veto que a presidente, em um surto de lucidez, teve contra o projeto de emancipação de distritos que só viriam a se somar na lista dos mamantes do Fundo de Participação dos Municípios.

Agora o Globo publicou uma matéria sobre centenas de municípios onde não existem dependências bancárias.

A principal função dos municípios, como sabemos, é dar emprego aos vereadores, carros oficiais aos secretários municipais, e cargos comissionados aos cupinchas do prefeito.

Como li em um comentário da matéria, é provável que os salários desses sangue-sugas seja depositado diretamente na Suíça ou em Cayman.

Vamos fazer uma limpeza e eliminar alguns tantos milhares dessas células? É isso o que tem sido feito em países ricos, que não desperdiçam dinheiro com obras inúteis nem com instituções autófagas. Suíça, França, Canadá, Alemanha, por exemplo. Quimioterapia e radioterapia nas prefeituras JÁ!

-=-=-

(entre parênteses) – Eu era vizinho de um senhor, prefeito de um lugarejo por aí. Ele é prefeito lá, mas morava aqui em Brasília, no mesmo prédio em que eu. A prefeitura fica a mais de 400 km da casa do prefeito. Que aliás nunca se enrubesceu em exibir a placa de automóvel preta, que significa que é de um “ótóridade”. Há algum tempo ele se mudou para uma cobertura em outro prédio. Deve ter um bom salário. Ou melhor, nem tanto assim, pois o técnico de computador aqui da rua comentou que a primeira-dama tinha pedido ajuda para a instalação dos novos Macs, cuja nota fiscal, estranhamente, estava em nome da prefeitura, e não no de uma pessoa física.

Bem, mas isso é só uma històrinha mal-intencionada que o técnico deve ter inventado. Claro.

Nuvem de tags