Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘presidente’

Lista de mortos

Descobri por acaso que existe uma lista de prováveis mortos, atualizada anualmente.

DeathList.net

Uma coisa de uma vigarice espetacular.
De 50 nomes, acertam a cada ano 10 ou 15, e ficam se vangloriando.

Todos os acertos são de gente com mais de 80 anos de vida.
Em geral doentes.

Para 2017, incluem
Elizabeth II (90 anos) e o marido (95);
Bento XVI  (89 quase 90);
Kirk Douglas (100);
Jimmy  Carter (92);
Bush pai (92);
Akihito, que está tão doente que pediu alteração na constituição do país para lhe ser permitido abdicar (83 anos);
etc. e tal.
Nomes fáceis de pôr na lista!

Isso aí, qualquer um que chutar tem 50% de chance de acertar.
Porque, segundo a teoria das probabilidades, toda chance é de 50%:
ou você acerta ou erra.
Não existe meio termo.

Nesta primeira semana do ano já morreram os colegas Jorge Sanguinetti, Mário Soares, e Ali Rafsanjani, por isso
tenho certeza de que nosso heróico escritor maranhense, autor de Marinádegas de Pileque, em breve os encontrará.

Até aí, qualquer um pode chutar.

Os caras do site são tão rheddhykkwlws
que na lista de 2016 não incluíram David Bowie, Prince, George Michael e Carrie Fisher.
Ah, daí seria muito difícil, para eles acertarem, né?

Na minha lista de previsões, coloco:
Príncipe Charles de Gales (para evitar que vire Rei – Tia Beth e Tio Felipe morrem só depois, em 2018);
Merkel (engasgada com a batata quente que levou para a Europa);
Barracka Hussein Obanana e Myxèlli (comendo cachorro quente estragado no dia 4 de julho);
Pato Donald Trump (assassinado pela CIA);
Nicolás Imaturo (linchado pelos venezuelanos);
Lima Duarte (86 para 87 anos);
Sílvio Santos (mesma idade que Lima Duarte);
João de Deus, o médium de Abadiânia;
Rafael Greca, e seus 800 kg;
Paulo Maledettuf (85 anos);
pelo menos uns três ex-jogadores de futebol que jogaram com Charles Miller;
uns quatro diretores de cinema do cinema italiano, da nouvellle vague, e da fase das pornochanchadas;
um ou dois corredores de automobilismo e motociclismo;
e também
uns tantos “cantores” sertanejos, de baianês, e de “cóspel” brazuca (possìvelmente em acidente de carro ou overdose).

Fora umas tantas crianças palestinas que servirão de escudo humano para guerrilheiros;
umas outras tantas crianças com cintos de explosivos amarrados em mercados;
uns tantos soldados israelenses esfaqueados ou atropelados por caminhão em Jerusalém;
e uma dúzia de idiotas tirando selfie na beira de precipício ou nos trilhos da linha de metrô.

Sua lista é muito diferente?

 

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sarkoma

Coitadinho do Sarkoma greco-húngaro-francês casado com “artista” i-tralhana.
De novo aparece envolvido em corrupção.

Ele queria voltar a presidir aquela republiqueta hipócrita…

Essa notícia deveria ter maior repercussão.
Só que poucos jornais brazucas deram o devido destaque à notícia. Vai contra os valore$ e princípio$.
Melhor se dedicar a enxugar as lágrimas da corrupta de Arkansas.

http://oglobo.globo.com/mundo/sarkozy-acusado-de-ter-recebido-5-milhoes-em-especie-da-libia-20469623

Não encontrei nada nos sites paulistas.

A notícia estava na versão impressa de um pasquim candango de antes de ontem, mas não na versão em-cima-da-linha…

 

 

a “democracia” sul-africana

O fato de ter sido rejeitado o pedido de impeachment do presidente “berlusconi” Jacob Zuma, por ter desviado reles US$ 16 milhões para a reforma da casa, deve também evocar um fato:

a África do Sul é uma ditadura, governada desde o fim do apartheid pelo mesmo partido, o Congresso Nacional Africano, que desde 1994 abrigou os quatro presidentes que o país teve (Mandela, Mbeki, o interino Motlanthe e Zuma), detém o controle de dois terços da câmara de deputados e de dois terços do senado do país.

renovação? que é isso…

e a mesma observação vale para a “democrática” Namíbia, onde o SWAPO controla quase 90% do parlamento, desde a independência do país, em 1990;
e também para Botsuana, “exemplo de democracia”, que desde a independência em 1966 sempre foi governada pelo mesmo BDP – Botswana Democratic Party – inclusive o atual presidente é filho do primeiro da lista, e, como costuma ser a regra por lá, era vice do anterior.

Sempre se comenta da ditadura “eletiva” do Robert Mugabe, no Zimbábue, mas as “democracias” da África austral não diferem muito.

Não sei por que, mas onde um partido de “eterniza” a corrupção torna-se endêmica.
A rotatividade sempre faz.
A máquina eleitoral, porém, nem sempre permite a alternância.

A Inconfidência Paranaense

Recebi este texto de um amigo que trabalhou comigo.

Quando, no futuro, forem examinados os ricos autos da devassa das escandalosas operações de assalto aos cofres públicos, conhecidas pelo apelido de “Petrolão”, os pesquisadores poderão talvez encontrar algumas semelhanças com uma outra devassa, duzentos e dezesseis anos mais antiga, a Inconfidência Mineira. Em ambas há episódios de divulgação do que seria confidencial, donde o termo “inconfidência. Numa, a quebra do sigilo foi a perdição do herói e da nobre causa pública. Noutra, o fim do segredo foi o ardil astucioso encontrado pelos vários heróis verdadeiros para evitar que a Justiça fosse obstada em sua intervenção contra interesses inconfessáveis.

Naquela primeira Inconfidência, o herói era um homem do povo, um alferes e boticário, sobre quem recaiu o peso da mão da Coroa, o Tiradentes, figura posteriormente trabalhada pela ditadura republicana, diga-se, por absoluta falta de heróis republicanos um século depois. A incumbente do Governo, antagonista do herói no enredo, era a Rainha Dona Maria I, injustamente conhecida como Dona Maria a Louca. Os inconfidentes se sublevavam contra a sanha fiscal do poder colonizador português. Propunham algo que poderíamos aproximadamente chamar de uma independência política para parte do que hoje é o Brasil. A Justiça do país colonizador agiu com rigor e coibiu a sanha libertária dos nossos proto-para-pseudo-jacobinos das Alterosas. Resumindo, contaríamos então no enredo com um herói popular (o Tiradentes), uma Justiça malvada e cruel, e uma Rainha louca.

Na nossa nova inconfidência paranaense, os personagens poderiam ser identificados aos da mineira. O herói popular: o eterno operário quintessencial que chegou pela via democrática ao mais alto cargo do país. Querem também apresentar a Justiça como malvada e cruel, como se nada houvesse mudado no Brasil nos últimos 216 anos… Como se não estivéssemos sob regime democrático e em Estado de Direito. Suprema diferença: se o Tiradentes era um cidadão que jamais ocupou nenhum cargo importante e nem tinha qualquer vínculo com o Governo de então, o nosso novo “herói popular” foi, por dois mandatos, Presidente da República, e é o maior líder do Partido dos Trabalhadores, que é o partido do Governo, ao qual pertence a atual Presidente da República.

Por fim, a terceira personagem do enredo: a Rainha louca. Necessário dizer que não vai aqui nenhuma referência velada à política do Estado do Paraná, que parece ter a sua própria Dona Maria a Louca…Voltando ao plano nacional, se Dona Maria I foi injustiçada com tal apodo, havendo mesmo sido uma boa Rainha, antes que sucumbisse à arteriosclerose, a atual governanta bem merece ser chamada de Presidenta louca. Suas tristemente célebres pedaladas, sua inconsequência, sua ignorância arrogante e temerária, para não mencionar sua proverbial falta de bons modos, têm levado o País para o abismo.

Quanto ao desfecho, bem sabemos que o da Inconfidência Mineira foi trágico, com a execução e esquartejamento do Tiradentes e o degredo de seus correligionários. Cumpriu-se a decisão da Justiça, surgiu o germe do herói, posteriormente fantasiado e amplificado pelo marketing da república nascente. Na inconfidência curitibana, creio haver uma tentativa de total inversão dos papéis. O “herói popular” operário-presidente, suspeito de haver-se beneficiado de um assalto colossal aos cofres públicos, certamente não irá ao patíbulo, já que a pena de morte não é prevista na legislação brasileira. Espera-se que a justiça se faça, mesmo a pesar de toda a pressão contrária de altos interesses envolvidos, até mesmo no Poder Judiciário. A Justiça, que esses mesmos interesses querem apresentar como a vilã do enredo, surge, na verdade, como a real heroína. É a ela que o pseudo-herói e a nova Rainha louca querem trucidar. Esquartejá-la-iam, se pudessem…

Quanto à Rainha louca, espera-se que seja devidamente apeada do trono e submeta-se a um bom tratamento psiquiátrico e possa viver feliz para sempre, mas bem longe de todos nós, ou, ao menos, sem nenhum poder de berrar e ofender os que a cercam nem de infernizar o país com seu incrível arsenal de péssimas ideias.

Parlamentarismo? Com eles?

Ouvi hoje um comentário de um “analista” dizendo que estamos vivendo um “parlamentarismo branco”.
Ué, mas os “inteligentes” não dizem que o parlamentarismo é a solução “prus pobrêma du braziu”?
Não esqueço que, em 1993, em coluna que mantinha no jornal O Globo, logo após a “crise collorida de caras-pintados” (hoje em dia ilustres caras-de-pau), Danusa Leão escreveu:

“A Câmara que votou no Inocêncio de Oliveira é a mesma que vai escolher o primeiro-ministro? Não quero o parlamentarismo.”

O comentário vale em gênero, número e grau para hoje em dia, 22 anos depois, com câmara e senado.

De lá para cá tem piorado bastante.

 -=-
Mas vá dizer isso à “situação” e à “oposição”…
Uns e outros repetem mantras como parlamentarismo e voto “detrital” como dogmas absolutos.
O que tem de fazer é acabar com os cargos de vice, copiados em 1891 da constituição americana.
Só que lá só há 2 grandes partidos (há séculos), e a chapa presidente-vice é definida bem antes de outros conchavos.
Une toute petite énorme différence com a Tupiniquinlândia.
Ah, só para lembrar: o parlamentarismo italiano é a fonte de todas as corrupções e fracassos políticos naquela “bota” –
Aliás, foi do parlamentarismo italiano que a CF 88 copiou as tais medidas provisórias, pois depois de ter sido preparado o texto parlamentarista pelos deputados travestidos, o patrono Sarney reclamou, já que ele não queria dividir “u pudê” – o presidencialismo tinha de ser mantido. Acabou-se o parlamentarismo mas ficaram as MPs. E manteve-se por todo o tempo uma crise ética e política.
O presidencialismo à americana é o modelo de grandes “democracias” como arghgentinha, braziu, países africanos de partidos únicos (de jure ou de facto), e outros.
Çináu dus pogréçios há tingidos.”

Democracia na África

Encontrei no The Guardian (aquele jornal inglês sustentado por sindicatos, venerado pela esquerda festiva brasileira) uma matéria sobre demo-cracia na África.

http://www.theguardian.com/global-development-professionals-network/ng-interactive/2015/feb/25/democracy-africa-maps-data-visualisation

Não sequer um comentário sobre países que demo-craticamente estão sempre sob o mesmo partido…
tão demo-cráticos como o demo, coitadinhos…

Em Botsuana, um único partido – o BDP, Partido Democrático de Botsuana – tem estado no poder desde a independência, em 1966, e domina também o Legislativo.
Copio da wikipedia (editada por todos e por ninguém):

Desde sua independência, o país teve governos democráticos e eleições ininterruptas, sem sofrer qualquer golpe de estado.

O primeiro presidente, sir Seretse Khama, governou até a morte, em 1980, e foi substituído por seu vice Quett Ketumile Masire, que, após quatro mandatos sucessivos, foi substituído em 1988 por seu vice, Festus Mogae. Depois de 10 anos, Mogae deixou o poder para seu vice, Ian Khama – filho de Seretse!

Na “pluripartidária” Namíbia, o SWAPO, que faz parte da Internacional Socialista, mas na prática é tão partido único como o mencionado na “pluripartidária Botsuana”,  permanece no poder desde a independência, em 1990.

Na conhecida África do Sul (parceira do Brasil nos míticos BRICS e IBSA), o conhecido ANC (Congresso Nacional Africano), partido também filiado à Internacional Socialista, está no poder desde 1994, quando houve o fim do apartheid que era conduzido pelo Partido Nacional que governou o país desde 1948.

Esses três países, contudo, são retratados nos mapas como “mais democráticos” do que o Quênia, onde eleições têm provocado alternância possível dos partidos. O terceiro presidente do país, Mwai Kibai, era de um partido de direita, ao contrário dos anteriores e do atual.
Porém talvez a análise não deve gostar do fato de que o atual presidente Uhuru Kenyatta (desde 2013), filho do primeiro presidente, o notório pró-soviético Jomo Kenyatta (1963-1978), conviva com um vice de outro partido, de direita!

Bem, trata-se do The Guardian

Quanto a outros países da África Ocidental, já lemos bastante sobre eles, por conta do carnaval, e das matérias a respeito da corrupção das empreiteiras brasileiras. Não vou comentar sobre eles para não estender este post.

Os analistas políticos

Ai, os jornalistas e os “analistas políticos” reclamam que a re-possuída presidente não deixa os sinistros trabalharem como eles querem.

Eles – jornalistas e ministros – ainda não aprenderam que quem escolhe, nomeia e demite sinistros é o presidente, no sistema político daqui.
São eles que têm de se adequar às idéias da dona do cargo, no caso,
e não o contrário.

Não estão contentes com isso?
Mudem para o Canadá.
Lá a monarquia parlamentarista funciona de outro modo.
E mesmo assim a legislação permite fraudes, como eleger quem não ganhou.

Ah, enquanto estiverem vivos os políticos que temos,
sou contra o parlamentarismo. E contra o voto distrital puro.
Só depois que as guilhotinas forem recuperadas dá para se pensar no assunto no Brasil.

Aos sinistros ministros, vai um recado:
vocês não vão mudar o penteado da dona do pedaço,
nem vão dar receitas de moda para aquele monte de carne flácida.
Contenham-se em seu papel de empregadinho da patroa.
Ou procurem outra ocupação,
pois este é o sistema político que vivemos desde 1889.

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