Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘PROCON’

propagandas em sites de notícias

O site especializado Reclame Aqui divulga, periòdicamente, as empresas com maior número de reclamações, por categoria.

O curioso é que a maior parte delas são as campeãs em pop-ups e outros tipos de propagandas nos sites de notícias.

Além de serem quase sempre as mesmas empresas, em cada listagem, são as que mais gastam com propagandas, com stands de promoções em shopping centers, e coisa e tal.

Acho estranho esse código de defesa do consumidor, os tais procons (que tanto se preocupam em multar empresas que não pintam em suas fachadas o número do telefone 151, como é lei aqui no DF), o tal ministério público (mistério), e tudo mais, dizerem que “a liberdade de expressão não pode censurar, cercear, etceterar a propaganda”.

Mais ainda, acho absurda a falta de ética das empresas de jornalismo (sim, são empresas, preocupadas com o lucro, e não com a informação), que aceita de muito bom grado as propagandas, mesmo que publiquem, em pequenas notas,  que tal e tal firma costuma dar calote nos consumidores.

Afinal de contas, um imóvel é algo “muito barato“, claro, e se alguém não gostar dele, pode trocar, como um sorvete.
Se há milhares de pessoas que não conseguem a escritura, por conta das irregularidades nas obras, isso não é culpa dos divulgadores de propagandas.
Cai no conto do vigário quem quer, na visão de quem divulga os anúncios.
Para essas empresas de jornalismo, pouco importa se a falta de ética do comércio de anúncios (e dos anunciantes) se aproveita da falta de informação do público.

Consumidor existe para consumir, até mesmo na cabecinha dessas jornalistas que falam tanto em “socialismo”, e “distribuição da renda”, de “desigualdades sociais”.

Direitos? Ora, o direito do anunciante é maior do que o direito do consumidor, sempre foi assim…
O anunciante faz circular dinheiro no mundo da publicidade.
Aquele mundo tão especial, que faz girar dindim no mundo dos Caixas Dois…

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Prazo de validade

A partir de certo tempo, as pessoas dão-se conta de que não são eternas, que a “máquina” começa a falhar, algumas “peças” não funcionam direito, e nem sempre há conserto para toda a engrenagem.

Dizem que as pessoas nascem já com um prazo de validade pré-definido, mas que não sabemos qual é esse prazo, que varia de um indivíduo a outro.

Certa vez comentei isso com um médico, e ele me respondeu:

É verdade, todos nascemos com um prazo de validade pré-determinado.

O problema é que no primeiro banho jogam fora a etiqueta que estava no bebê.

Aí não dá mais para reclamar no PROCON.

Cadê o PROCON?

Há umas coisas que parecem ser apenas “brincadeiras” no Brasil.

Uma delas é o CADÊ, que deveria impedir a formação de oligopólios e de monopólios. Chocolates, empresas de aviação, telefonia, etc..

Outra é a tal coisa de Defesa do Consumidor. Há um mês, as apresentações daquela coisa chamada Lady Gagá tiveram ingressos reduzidérrimos, depois que só uns bobalhões tinham comprado aquele encalhe. A “egípcia” Rita Lee (outra Gagá) achou que alguém estivesse interessado em ver aquele traseiro velho e magro, e como resultado perdeu um patrocinador. Logo ela que já tinha feito uma apresentação de despedida, em Aracaju, com briga, processo e multa contra a Polícia Militar de Sergipe. Ontem, a periguete Madonna Mia atrasou “apenas” três horas, no Rio de Janeiro. Coisa de artista que não se enxerga, em terra de quem só usa relógios como adornos para braços. Alguém definiu indenizações para os ludibriados consumidores mais sérios?

Artista que faz propaganda enganosa também tinha de ser penalizado. Inclusive os teatros que “acham” que atraso de uma hora e meia para o espetáculo é “normal”.

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