Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘professor’

Professores de escolas particulares

Recebi este texto por e-mail, e faz referência a um post de caradelivro de 2014, ainda disponível.

“Olha que interessante, fui conhecer uma escola aqui de Campo Grande – MS, para matricular minha filha. Enquanto a diretora mostrava empolgadíssima sua estrutura (carteiras bonitas, biblioteca infantil, área disso… área daquilo…) viro pra mulher e pergunto: “Quanto é a hora/aula do professor que vai dar aula pra minha filha aqui na sua escola?”

A diretora empacou. Perguntou se eu estava querendo matricular ou procurando emprego. Eu prossegui: “Quero matricular, mas quero saber quanto sua escola investe em quem vai ensinar minha filha”. Empacamento 2. Ela parou, ficou me olhando e disse: “Pagamos o que está determinado no sindicato, ou seja, R$ 8,19 por hora/aula”.

Eu sorri e já disse a conta pronta: “Como são 4 horas por dia e 5 dias por semana, temos 20 aulas x 4 semanas = 80 aulas. Vezes 8,19… Uns 650,00 reais por mês? É isso que a pessoa que ensinará minha filha ganha? Se trabalhar dois períodos 1300,00?” Que professores a Sra. tem aqui? Quem aceita trabalhar por isso?”

A mulher me fuzilou com os olhos… Dane-se… Transporte esse salário para o comércio e chegará em ocupações que não exigem preparação. Se você pensar pelo lado do livre mercado (trabalho no melhor salário para minha capacidade) , chegamos facilmente à conclusão de que eu devo me preocupar com a “fessora” da minha filha.
Aí falei pra espumante Diretora: “A Sra. paga pouco, e com isso não se contrata boa mão de obra e é essa mão de obra que me interessa, não sua biblioteca, sua área disso… área daquilo… Devemos matricular nossos filhos na escola que pagar a melhor hora/aula, porque a TENDÊNCIA é que lá estejam os melhores professores”.

Tem tanta coisa que eu penso diferente. Quer defender a educação? Comece agora. Estamos na melhor época. Garanto que nunca havia visto a escola por esse lado, mas fica aí concordando que professor ganha pouco.”

Vinicius Siqueira tem 38 anos, é pai de uma menina de 4 anos e trabalha como oficial da justiça.
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Pai faz “sucesso” ao falar sobre salário baixo de professor da rede privada
Aline dos Santos e Ricardo Campos Jr.

Causou espanto e quase 25 mil compartilhamentos, mas o desabafo  (veja também em https://goo.gl/bAVugK) feito em uma rede social pelo oficial de Justiça Vinícius Siqueira, 38 anos, preocupado com a raquítica remuneração dos professores que dariam aula para sua filha é realidade para grande parcela dos mestres na rede particular de ensino. O valor da hora/aula foi determinante na escolha do estabelecimento de ensino.

Guiado pelos diretores, o pai era convidado e acompanhado em um tour pelas estruturas de laboratórios, salas multimídia, espaços recreativos, etc. Mas, nada disso impressionava Vinícius que, ao fim, questionava: “Qual o valor do salário pago aos professores?”.

“Muitos ficavam bravos comigo, diziam que não era um assunto da alçada dos pais. Teve algumas escolas que recusaram. Acho que nunca tinham perguntado isso antes. Em uma das escolas acharam que eu estava pedindo emprego. As reações foram as piores possíveis”, contou Siqueira.

O valor girava sempre em torno de R$ 8 a hora/aula. Na escola em que, depois de muita procura, o oficial acabou efetivando a matrícula, são pagos R$ 15 a hora/aula. “Eu ainda acho pouco, mas não achei uma que pagasse mais”, afirmou.

“Eu acho que a partir do momento que a escola perceber que está tendo recusa de matrícula por causa do valor da hora aula dela, as coisas melhoram”, comenta.

Sobre a quantidade de compartilhamentos que a postagem teve, “todo mundo ficou assustado”, diz. “Essa repercussão, eu achei foi pouca em Campo Grande. As pessoas que compartilharam são do Brasil inteiro. Muita gente de fora. Eu queria que essa ideia se disseminasse, que os pais tivessem isso em mente. A gente fica reclamando e falando que professor ganha pouco, mas quando indiretamente você vai contratar um professor, não se preocupa com isso”.

Basta uma atitude para começar a mudar o mundo e Vinícius deixa um recado: “que os pais se preocupem não só com seus filhos, mas com os professores que vão ensiná-los”.

Indignante – “Tem professor que ganha menos de um salário mínimo por causa da hora-aula. Acontece que hoje, os profissionais trabalham de manhã, tarde e noite. Não têm tempo para preparar aula, não têm tempo para a família”, afirma o presidente do Sintrae (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Setor Privado), Eduardo Botelho. O sindicato tem 2.300 filiados, mas representa oito mil profissionais distribuídos em 34 municípios.

Segundo ele, o valor de R$ 8,19 é para o ensino infantil e ensino fundamental 1 (que vai do primeiro ao sexto ano). Apesar de, especialmente no segmento infantil, a mensalidade ser alta, Eduardo Botelho afirma que a maioria paga esse piso. “Poucas pagam acima, só as maiores escolas”, salienta. Nessas modalidades de ensino, a melhor remuneração chega a R$ 15 por hora-aula.

Com data-base no mês de março, a categoria quer reajuste de 20% no valor de R$ 8,19. Segundo Botelho, a rede pública vem melhorando, com definição de piso salarial e aplicação de um terço de hora-atividade, benefícios que não chegam à rede particular.

“A rede privada não tem nada, tentamos duas vezes no Tribunal Superior do Trabalho ter um terço de hora-atividade. As escolas alegam que estão quebrando, que não tem condições de aumentar. Aí nos vamos só para baixo”, diz o presidente do Sintrae. O sindicato fará assembleia no dia 31 de janeiro para discutir o reajuste salarial.

Presidente do Sinepe (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul), Maria da Glória Paim Barcellos, afirma que vai se manifestar sobre o pedido de reajuste quando receber a pauta. Quanto às críticas postadas na rede social, ela disse somente que o valor é de conhecimento público e que é muito relativo pai falar de hora-aula.

Gostaram dos textos?

Detalhe: professores de escolas particulares não fazem greves semestrais, para “repor” as férias, como nas escolas públicas.
Se o fizerem, recebem um pontapé no traseiro.

E dá-lhes “deretchus” garantidos pela CF 88…

Depois reclamam que professor no Brasil não é valorizado como no Japão ou na Finlândia.

Cristo e os mestres

Recebi pelo whatsapp esta mensagem, que há algum tempo tinha lido em e-mail:

Nem Cristo aguentaria ser professor!

Nem o Senhor Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje….
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e,
sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.

Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.

Tomando a palavra, disse-lhes:
– Em verdade, em verdade vos digo:

– Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
– Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
– Felizes os misericordiosos, porque eles…

Pedro o interrompeu:
– Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou:
– É pra copiar?

Filipe lamentou-se:
– Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber:
– Vai cair na prova?

João levantou a mão:
– Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou:
– O que é que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se:
– Foi o outro Judas que perguntou!

Tomé questionou:
– Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?

Tiago Maior indagou:
– Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou:
– Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou, nervoso:
– Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?

Mateus queixou-se:
– Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
– Isso que o senhor está fazendo é uma aula?
– Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?
– Quais são os objetivos gerais e específicos?
– Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?

Caifás emendou:
– Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas?
– E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais?
– Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
– Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade.
– Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto.
– E vê lá se não vai reprovar alguém!

E, foi nesse momento que Jesus disse: “Senhor, por que me abandonastes….”

 

diferenças entre Brasil e Coréia do Sul

Recebi pelo whatsapp este vídeo (disponível no youtube), João e Kim, de autoria do economista e consultor Ricardo Amorim, sobre diferenças entre Brasil e Coréia do Sul.

 

Só que são necessários alguns comentários adicionais, para tanto simplismo:

Quantas semanas paradas ficam os professores coreanos?

Quantas pessoas se formam como bacharéis em deretchu, na Coréia, só para poder virar concurseiros e depois se encostar em um emprego do serviço público?

Quantos coreanos cursam faculdade educação física, para depois serem chamados de fessores nas academias de malhação?

Mais uma coisa: quanto vale um sindicalista na Coréia?

Quanto dinheiro a Coréia e os Estados Unidos gastam com Forças armadas? Quanto o Brasil pode gastar? Despesa que necessàriamente implica gastos com engenharia (e adicionalmente químicos, físicos, biólogos, matemáticos) e não com tribunais, bancas de devogadus, etc..

A diferença não é a escola: é a mentalidade de cabide de empregos.

Lembrei de um detalhezinho: na Coréia (como tampouco no Japão ou na China) vagabundo não pode bloquear as ruas com pneus queimados para defender bandidos.

Ou seja, diferenças entre Brasil e Coréia do Sul são um tema um pouco mais complexo do que o mostrado pelo consultor.

palavras, de novo

Será que dá para as “peçonhas” descobrirem palavras diferentes de “incluso”, “diferenciado’, …  … ?

E que não se diz “protocolizar”?

Meus ouvidos estão cansados desse lixo cultural, tão disseminado naziskola.

Para quem não está acostumado com o blogue, pode clicar nessas etiquetas palavras e dicionário, que aparecem no final deste texto, para verem alguns dos vários artigos que já incluí ao longo destes últimos 6.300 anos em que tenho reclamado.

Cada dia sinto mais saudade de dona Sílvia, a professora de Francês, de dona Irene e de “seo” Reinaldo, professores de Português, de “seo” Hernani, professor de Latim (fraco como professor de Inglês), de dona Celeste, professora de Literatura. Professores do tempo em que nas escolas públicas (onde estudei) sabiam dar aulas, e ao mesmo tempo desconheciam as greves. E, olhem só que aberração: os alunos que não estudassem tinham de repetir o ano letivo! Uma verdadeira afronta aos direitos humanos dos animais irracionais que hoje em dia infestam o planeta.

Por favor, deus Hélio, deixe logo o Sol cair sobre a Terra. Nos últimos 40 anos, o planeta tem se tornado um lugar execrável, insuportável!

Charles of Wales & Hillary of Clinton

Muito curioso como a enpreimça é uma coisa (coisa mesmo) tendenciosa e que não deve ser levada muito a sério.

Jornais publicaram com algum destaque que o Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico, teria comparado Putin a Hitler, em razão da crise na Ucrânia.
Na Folha de São Paulo, um leitor inseriu um comentário, com assinatura de quem não sabe de nada sobre o funcionamento de instituições fora do Brasil, e afirmou que

O comentário desse cara e o de um leão de chácara de boate falida tem o mesmo peso!

Curiosamente, hoje encontrei uma matéria assinada no Estadão, em que o professor da USP e da PUC Oliveiros Ferreira trata da geopolítica, e inicia com

Muitos, como Hillary Clinton, compararam a crise na Ucrânia e a incorporação da Crimeia ao Estado russo à crise de 1938, quando Hitler avançou sobre a Checoslováquia. Esqueceram-se de que a Grande Política então se fazia por pactos e alianças e, sobretudo, de que não havia a arma nuclear.

Bem, a pré-candidata ao trono americano afirmou isso, e não vi o mesmo destaque na imprensa, e muito menos palavras de gozação contra a afirmação clintoniana.

Por que ela deve ser levada a sério, enquanto que o “par” do outro lado do Atlântico é motivo de chacota?

Ah, por que ela é de uma república, e ele representa uma monarquia atrasada…

Algumas pessoas insistem em ignorar que as monarquias européias (exceto aquela coisa sem tradição na Espanha, cheia de corrupção; mas Espanha, como sabemos, é um país do Norte da África) são muito, mas muito mais democráticas, do que republiquetas na América Latrina ou na África. (incluir na primeira categoria os países que algumas pessoas jocosamente chamam de “colônias”- Canadá, Austrália e Nova Zelândia).

Rei é apenas enfeite? Sei… é enfeite mas de muito significado na opinião pública.

Ninguém reparou, mas a seqüência de atos contra a ditadura da primeira-ministra na Tailândia (irmão de um político exilado, por corrupção) – primeiro sua destituição e agora o lei marcial, toque de recolher e tudo mais, veio depois de demonstrado, durante o 60º aniversário da coroação do rei, que há muito apoio do povo à monarquia – os amarelos -, capaz de se contrapor ao peso da turma populista dos depostos – os vermelhos.

Do mesmo modo, a enpreimça rotula como extrema-direita os partidos eurocéticos. Certamente são jornalistas vesgos, que não sabem o que significa direita e esquerda. Ser eurocético não é ser de extrema-direita. Ou será que não pode haver vozes dissonantes na União Européia, como ocorre no “super-bem-sucedido” Mercosul.

Só como apêndice e curiosidade: sabiam que a família real sueca vai à fila de embarque nos aeroportos como qualquer passageiro? Que paga multas de trânsito?
Sabiam que Harry foi em vôo de linha aérea barata para participar de cerimônia oficial na Estônia? Do mesmo modo em que, quando uma semana antes foi à festa de um amigo em Miami, viajou também em avião comercial, a contragosto da então namorada.
Enquanto isso, na república popular democrática do Brasil, um senador usou avião da FAB para fazer implante de cabelos, um governador já pagou com verba pública jatinho para levar a sogra a passear em Paris, um candidato “socialista” ficou zangadinho por terem mostrado foto dele em um jatinho “amigo”, o governador de um outro estado usava helicóptero oficial para levar babás e cachorros à praia, ministros e deputados utilizaram (não raras vezes) avião da FAB para ir a jogo de futebol, …..  Desse tipo de democracia estamos cansados..
Não são necessários mais exemplos para vermos quem são parasitas.

Vamos emburrecer a nação brasileira!

Uma figura, que não sei como qualificar, decidiu que uzalunu naum teim qi studá palavra defíssis nus dissionaru.

É, a senhora Patrícia Secco vai reescrever clássicos da literatura brasileira, para torná-los acessíveis a todos os burros e, sobretudo, aos preguiçosos que não sabem consultar dicionário (em papel ou na internet). Como aparece na matéria da Folha de São Paulo, “sagacidade” virou “esperteza”, por exemplo.
Não, minha senhora, não é ischpérto emburrecer a população!

Como talvez não tenha se interessado em estudar outras línguas, dona Patricinha nunca observou que, em outros países, livros de escritores considerados clássicos, editados para estudantes, são publicados com notas de rodapé que dão o significado de palavras menos usuais, e com explicações sobre fatos e/ou personagens menos conhecidos desse público a que se dirige esse tipo de trabalho didático.

A tal “escritora” não sabe que cultura adquire-se com experiência, com leitura, com visitas a centros de estudo. Ou será que é nas ruas, em festas funks? Nem sei mais, confundi-me.

Nada como a inversão de valores para chegar aos resultados desejados por certos grupos:

VAMOS EMBURRECER A NAÇÃO BRASILEIRA!

VAMOS NIVELAR TUDO POR BAIXO!

Sem essa, não vai dar certo.

Se já perdemos o bonde da história com relação a outros países que, em 1960, eram mais atrasados do que nós, como Coréia do Sul, Índia, e outros mais, que investiram em educação, daqui a 20 anos teremos sido convertidos, com projetos como o dessa inqualificável, em algo no nível do Tchad ou do Haiti. Esse projeto político pode interessar a alguns grupos.

A filosofia do beijinho no ombro

Já disse que o mundo acabou e não nos avisaram.

Uma questão da prova de filosofia de uma escola pública do Distrito Federal provocou polêmica. No teste para alunos do terceiro ano do Ensino Médio, o professor refere-se à funkeira Valesca Popozuda como uma grande pensadora contemporânea e pede para os estudantes completarem um dos trechos da música ‘Beijinho no Ombro’.

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Vi o clipe da música e até achei engraçado (o clipe, não tanto a música), mas dizer que isso é “pensamento”, para ser objeto de questão em prova de filosofia, é tripudiar da cara de todos os brasileiros.

Ainda há gente que insiste no discurso batido e surrado de que “a educação vai melhorar o país”.
Não enquanto tivermos esses educadores com segundas, terceiras e quartas intenções, que só lêem cartilhas doutrinárias e orelhas de livros. Os professores dogmáticos e preguiçosos. Os que preferem nivelar por baixo a população.

Pois é, Aristóteles ganhou uma companheira “de peso” .

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