Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Rede Globo’

A bleque fraude e o comportamento inadequado

Nesta semana da bleque fraude, vale a pena ler o artigo de Samy Dana no G1:

Quem nunca gastou e achou que estava economizando?

Afinal de contas, você pode aproveitar e comprar aquele produto de que não estava precisando com desconto de 30% do dobro do preço.

 

 

 

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boatos e fake news

Duas “notícias” internacionais ocupam a infernet, movida por jornalismo que não checa, APENAS busca cliques e audiência, que agrada anunciantes.

Uma foi a busca da menina Frida Sofía, que nunca existiu, e ocupou o tempo de pessoas e de voluntários nos escombros de escola atingida pelo terremoto no México desta semana.

Outra foram os vários jornais que, seguindo o site de O Bobo, noticiaram que uma milionária britânica havia sido encontrada vivendo como moradora de rua em Milão, Itália.

Dê um google no nome da milionária. Só haverá respostas em sites tupinambás.
Em jornais italianos, Corriere della Sera e La Repubblica, nem vestígio de tal mentira.

Será que as pessoas não nada mais interessante com que ocupar o tempo – deles e dos outros?

A infernet tem prejudicado demais a veracidade dos fatos.
No jornais de papel essas aberrações eram bem menos freqüentes, e quando surgiam eram nos Notícias Populares e similares. Hoje em dia, tudo se nivelou por baixo.

 

o prêmio nobel da paz

Encontrei essa matéria sobre a desqualificação da premiada nobelizada Aung San Suu Kyi, devido às lutas étnicas e religiosas entre budistas e muçulmanos na Birmânia (duas das religiões da paz, como elas se proclamam…). Agora ela não serve mais aos objetivos dos “formadores de opinião” da “civilização ocidental”.

Ai, que tédio, já comentei várias vezes sobre essa farsa do prêmios ignóbeis da paz.
É só checar na tag.
https://boppe.wordpress.com/tag/premio-nobel/

 

Turistas go home

Escrevi há uns dias sobre a praga dos turistas, e parece que o assunto tem rendido em outras paragens.

Turistas? Não, obrigado

Destinos turísticos querem menos visitantes

Pois é, parece que certos conceitos começam a mudar.

Dinheiro (economia) não seria tudo.
Conforto (e sossego) começam a ser mais importantes, para algumas pessoas.

 

 

a enpreimça

Sempre reclamei aqui da chamada enpreimça brasileira.

Só que ela tem piorado.

Os principais jornais e revistas eståo em um nível nunca antes imaginado.
A maioria das manchetes contêm apenas fofoquinhas de pseudo-famosos da televisåo e seus namoros.

A parte política é um amontoado de clichês de estudantes em assembléia.

A falta de revisåo e as incoerências encontráveis em cada artigo superam boa parte dos leitores.
Traduçøes muitas vezes nåo fazem sentido.

A cada dia encontro menos prazer em algo que até alguns anos (uns 30, a bem dizer) ainda tinha significado.

Stanislaw Ponte Preta havia escrito, em 1966, o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Se estivesse vivo agora, sem dúvida ele choraria ao constatar que tudo o que é ruim sempre pode piorar.
Hoje em dia, a enpreimça brasileira é o caminho mais rápido para o emburrecimento.

 

 

televisão e transatlântico

Nada pior do que se ir durante a manhã a algum lugar (padaria, consultório médico, laboratório, oficina, … ) e, enquanto se espera, ser invadido pelos ruídos da tv sintonizada no programa de uma certa fátima.
Meu sonho de consumo é saber que ela foi atropelada por um transatlântico, enquanto dava braçadas na piscina com aquela outra que a precede.

Nada mais brega do que ambas.

Se bem que, para dizer a verdade, a breguice começa com aquele noticiário “despojado” e “light”.

Não dá para esses estabelecimentos respeitarem o silêncio!

 

suplentes

Alguma vez sei que já escrevi sobre essa coisa maluca que temos no Brasil, chamado suplente de senador (dois!), e o site Globo.com fez uma matéria sobre os que não tiveram votos, e que constituem agora 20% do total.

Como comentei anteriormente, sou a favor da extinção pura e simples dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições.

Pior ainda quando esses seres ruins de votos assumem porque houve um acordão entre o financiador da campanha e o dondoco que recebeu os votos.

Existe, porém, na cabeça do brasileiro uma lavagem cerebral de que “é normal” que quem está no legislativo ocupe cargo no executivo. E assim se perpetua a troca de favores entre partidos e políticos…

Há países onde a regra é oposta: quem está em um poder não pode assumir cargo em outro.
Se isso é regra no sistema parlamentarista, é sempre bom lembrar que no famoso plebiscito de 1993 a população repetiu o mesmo resultado que havia dado em 1963: a maioria do eleitorado prefere o presidencialismo – apesar dos filósofos, dos cientistas políticos, e de todos os assessores de políticos.
E, em alguns países é simplesmente vedado que quem ocupa cargo em um podRer vá para outro.

Tenho nove mil novecentas e noventa e nove razões para objetar contra o parlamentarismo – inclusive nos chamados países desenvolvidos. Prefiro o sistema semi-presidencialista (ou semi-parlamentarista)  francês e português, em que presidente e primeiro-ministro dividem as atribuições do pHoder executivo.

Como já disse em 1993 a famosa Danuza Leão: parlamentarismo com esses deputados? Inocêncio de Oliveira como primeiro-ministro?
Pois é, hoje em dia teríamos tido Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Waldir Maranhão na chefia do governo. Sem falar do que temos atualmente e das opções que nos foram apresentadas para o próximo biênio. Ou quem sabe Sarney e Calheiros, se a preferência fosse pelo senado.

Não dá. Não dá mesmo para mantermos os suplentes e tampouco para devaneios de sistema parlamentarismo.

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