Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘reforma ortográfica’

o desacordo ortographico, aguêin

Enviaram-me este link, e dei muitas risadas.

https://youtu.be/JVyKCStHMHc

Infelizmente o herro qontinúa.
E há livros que se orgulham de dizer que adoptaram a rephórma do desacordo.

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Testamentos

Mais um aspecto sobre a fôrça de alguns países: testamentos.
Falei de fazer testamento, e as reações dos conhecidos foi a mais pior de ruim. Quanta besteira…
Está doente? Vai se matar?
Se pelo menos fosse para pilotar um avião nuclear que destruísse a Praça dos Três Poderes em dia de festa…
Depois de 60 e tantos anos, matemàticamente estou muito mais perto da morte do que no nascimento.
Parece, porém, que as pessoas se recusam a ver o óbvio.

Concluí que um dos grandes sinais de identificação de um país atrasado, feito o Brasil, é o medo de falar em testamento.
Deixar herança para alguém em inglês é simplesmente chamado “desejo” (will). No Brasil é sinônimo de tragédia, fora as leis bem questionáveis sobre o assunto.
Paìsinho subdesenvolvido que acha que quanto mais leis mais melhor de bom.
Em outros países, as pessoas podem deixar os bens para instituições de caridade ou para gatinhos, cachorros, plantas de jardim, etc e tal.
No Brasil, os herdeiros são pessoas que têm relação com o defunteiro.
Qualquer coisa fora desse roteiro causa espanto.

Acho muito curioso, mas hoje em dia virou “obrigação” ser a favor do casamento gay, justamente casamento, “aquela instituição falida” que a esquerda chique repugnava nos anos ’60, ao mesmo tempo em que perseguia homossexuais.
Justamente a mesma esquerda caviar hoje em dia é favorável ao casamento gay, pasmem: por uma questão de herança.
Herança, é, aquela coisa burguesa de deixar bens para outros, que na velha União Soviética não existia. A esquerda não gosta de aulas de História.
Pode-se deixar herança para quem compartilhou a cama, mas não para alguém que compartilhou o dia a dia?

Não tenho pais vivos, nem nunca tive filhos.
Todos os outros parentes estão com a vida feita, bem estruturados, com profissões e seus outros bens, com recursos para viver de forma digna.
Por que deixar meus bens materiais e financeiros para eles? Para repetirem o famoso “vem fácil vai fácil”?
Por que não deixar para pessoas que estão em meu dia a dia, e que nunca terão as mesmas oportunidades que esses parentes tiveram?
Para que gente que paga de mensalidade em uma faculdade particular um valor quase tão alto quanto o que recebe de salário em trabalho sem especialização?
Ou para gente que trabalha desde bem jovem, e que por mais esforço que faça nunca consegue ter a famosa casa própria, pois isso só é facilitado para apadrinhados, e não para o proletariado (mesmo que proletariado no serviço público, que paga mal exceto para ascensoristas do Senado e deuses que dão voz de prisão a aviões e a carros sem placas).
Os beneficiários podem ser alterados ao longo do tempo, conforme eles ou o testamenteiro mudem suas vidas.

Sei que não deixarei dinheiro para nem uma ONG ou para instituições como algum partido político, religião dos loucos e dos maus-caracteres.
Meu avô não tinha bens, mas deixou dinheiro para pagar o enterro dele. Deixou enquanto estava lúcido, o que não acontecia mais nos últimos anos dos 93 de vida.
Algumas pessoas, porém, acham que a “medicina” vai avançar e que todos nós viveremos 180 anos.
Já repararam que quanto mais “progressos” a medicina apresenta, mais doenças novas aparecem? É a natureza dando risadas da arrogância humana.
Tudo tem de morrer, é o recado que uçerizumanu não percebem.

Realmente fiquei tremendamente decepcionado com a reação dos brasileiros à palavra testamento.
Sinal de subdesenvolvimento mental e, sobretudo, moral.
Já que o voto é obrigatório, a declaração de imposto de renda, idem, acho que deveria ser obrigatório a existência de testamento para todos os brasileiros.
Não é obrigatório o seguro de saúde para viagens internacionais?
Então, também o comprovante de testamento, e, importante, o depósito de dinheiro para o traslado do corpo, porque acho uma tremenda cara-de-pau achar que o governo tem obrigação de trazer defunto que foi fazer turismo (ou se prostituir e/ou traficar) para ser enterrado próximo dos parentes.
Meu dinheiro de impostos servir para isso? Nada feito. Morreu, manda cremar onde está o cadáver. Ele não vai mesmo ver o que acontece.

Ou será que devemos deixar todos os bens para o grande e generoso governo, como nos tempos “velha e saudosa” União Soviética?

Ah, só um apêndice: deixar livros para biblioteca pública é quase impossível, pois as leis e regulamentos criam mil e duzentos obstáculos, sem contar a má vontade das bibliotecárias que não gostam de ter de classificar livros antigos, e a burrice dos “pedagogos” que não gostam de livros que não venham no modelo do desacordo ortográfico em vigor. Sabe como é, pode surgir algum questionamento sobre as “verdades absolutas” que o Brasil venera.
Um codicilo resolve esse assunto e outros parecidos.

Sebos

Escrevi no post “Como um romance” um “procure em um sebo”, mas não sou muito fã desse tipo de lojas.

Aqui perto, por conta da proximidade da UnB, há uns tantos sebos. Seis, em uma conta rápida pelas quadras vizinhas.

Pequenos, grandes, organizados, bagunçados, limpos, sujos, onde somos bem atendidos, onde somos ignorados. Entro neles, dou uma espiada básica, mas raramente encontro algo de meu interesse, embora já tenham me servido para a busca de um título específico que queria dar a duas diferentes pessoas.

Em São Paulo, perto do antigo endereço de minha amiga Irene, há um bom sebo, mas com um abominável cheiro de ácaros que corrobora inteiramente minha tese de que livros não são feitos para ficar em prateleiras, depois de usados. Melhor serem dados a outra pessoa ou “esquecidos” em uma parada de ônibus.

Uma amiga minha, mão de vaca feito o mais duro dos pães, resolveu vender algumas centenas de livros do pai. Reclamou que lhe pagaram muito pouco por isso. Eu bem que alertei que não compensava e que seria muito mais “inteligente” dispor essas obras em diferentes lugares da cidade, conforme o assunto. Perto de hospital livros sobre saúde; livros de cIências sociais perto de escolas de segundo grau, etc.. Não, preguiçosa, acabou carregando uma malona com aquilo que o pai havia juntado durante anos, e se sentiu depois “roubada”. Não duvido que ela tenha precisado de um analgésico para dor lombar mais caro do que o que recebeu pelos livros…

Já ocorreu mais de uma vez de eu “ludibriar” o negociante. Uma pessoa interessada em vender livros fez cara de que não tinha gostado do preço oferecido pelo sebo, e eu, parado ao lado, perguntei quanto queria por aquela obra, pela qual eu tinha algum interesse. Paguei mais do que o sebo, menos do que eles depois venderiam, e tanto eu quanto o ex-proprietários ficamos satisfeitos.

Por falar em sebos, tenho de terminar a leitura de muitos que estão aqui nas prateleiras. Após minha morte, parentes que bem conheço não se intimidarão em lançar ao lixo reciclado o que tenho hoje. Dará a eles menos trabalho do que sair vendendo aos sebos.
Escolas “modernas” não gostam de livros fora do “desacordo ortográfico” que emburrece a população. Li muitos livros de meus pais escritos com PH e TH, uma das quatro ortografias com que convivi, e não apenas nunca me confundiram com o que eu estudava, que ainda era conforme a ortografia de 1943, como foram muito úteis quando aprendi outras línguas. Coisas da “pedagogice contemporânea”.

ele também esteve em uma faculdade

OMS estima em mais de 200 número de mortos pelo víros Ebola na Guiné

De Genebra

04/06/2014 21h29

Já que é para comentar, vamos lá:
Li, levei um susto, fechei o computador e fui à cozinha lavar louça, para arejar a cabeça.
É manchete do UOL.
víros déve sê aquéla baquitéria piquininha, qi víra duênsa.
Uso errado de letra maiúscula, grafia errada, acentuação errada, falta de artigo definido. Suficiente para uma única linha. Herár he umanu.
Apóia incondicionalmente o des-acordo ortográfico.

Estudar um pouco nossa língua (adequar, haver, fachada, decente, … )

Estudar um pouco, só um pouquinho, nossa língua deveria ser obrigação de todas as pessoas com nível de escolaridade superior.
Sobretudo quando se trata de um curso de de-formadores de opinião, como é o caso do jornalismo.

Nesta semana, em um site regional do G1 (não me lembro qual), “alguém” que se intitula jornalista, que defendeu com unhas e dentes a reforma orthographica sarnenta, e coisas do tipo, escreveu que era preciso que “se adéque” tal coisa.

Isso mesmo “se adéque”…  Como, por puro capricho de uns idiotas, já não existe o trema, a pessoinha decidiu que uma palavra paroxítona, terminada em -e, teria acento agudo.
Ficou só nisso?
Claro que não. Esse de-formador de opinião intitulado jornalista do G-1 não teve tempo para estudar e aprender que ADEQUAR é um verbo defectivo.

O que? Defeituoso?

É, quase isso. Verbos que não são conjugados em todas as pessoas, ou em todos os tempos.
Adequar é um verbo que só pode ser conjugado nas formas arrizotônicas.
Arroz com água tônica? Como assim?
Quase isso, ilustre animal protegido pelo IBAMA.

Rizotônico refere-se à raiz, e arrizotônicas ao que está fora dela.
No caso do verbo adequar, a raiz adeq-.

Não existe adeqúo, nem adéquo, nem adeqüo, nem nada disso. Non ecziste!
Existe apenas adequado, adequar-se, adequamos, etc.
Conseguiu perceber onde está a sílaba tônica do verbo?
É depois do Q, aquela letra que sempre vem seguida de U. Depois da raiz do verbo.

Outro verbo que causa uma certa dor de cabeça para os ilustres de-formadores de opinião, é HAVER.
Haver (existir, fazer)  escreve-se com H, sempre (não como em italiano, mas é melhor não confundir as cabecinhas de alfinete dos senhores jornalistas).

HÁ tempo isso tem sido repetido. Com H, mas os jornalistas (e os internautas) “çisqéssi” disso. Não é A, artigo, preposição ou nada disso.
Faz uma pá de tempo em que isso tem se repetido.
Sacou? Então é verbo – e verbo haver tem H.

Não fica por aí, contudo, minha bronca da semana.
No site do Correio Braziliense encontrei um estapafúrdio:

“a faixada do prédio foi danificada”.

Faixada?
Não seria FACHADA?

Ou tentaram colocar alguma faixa na fachada do prédio?
É. Fachada, aquela palavra que vem de FACE. Que a língua francesa emprestou para muitas línguas, inclusive para o inglês, que usa o Cê Cedilha para escrever a Façade original.
Inglês não tem cedilha? Tem, viu só. Também acentos usa, quando de palavra importada, como fiancée.

Bem, não precisa saber a origem da palavra Fachada. Seria des-Caramento de minha parte pensar que alguém se preocuparia com a etimologia, quer dizer, com a origem das palavras. Esses desavisados sequer tiveram aula de português entre os 6 e os 26 aninhos.

Por falar em faixa, considero aconselhável ter em mente que, depois de um ditongo, usa-se sempre X, nunca CH.
Peixe, feixe, ameixa, faixa, queixa, queixo.

Como se observa, estudar um pouco de português não é tão “defíssiu” como insistem alunos preguiçosos, e, mais ainda, professores que não tiveram base escolar para a graduação docente.

Xii, agora sim complicou. Docente? Não seria “d0scente”? O contrário de discente? Algo a ver com “indescente”?
Não, pois decência e indecência não são parentes de descer. Só o que tem descido, há 40 anos, é o nível do ensino no Brasil, por conta dos discípulos da “enguinoranssa qui astravanca u pogréçio du Braziu”.

Imaginem se tivessem de falar e escrever em coreano, japonês, finlandês, árabe, alemão, …

Uma lástima que o ensino da língua do país tenha se tornado um estorvo para as “novas gerações”.
Estorvo? É, o nome de um dos livros de Chico Buarque. Procure no dicionário para ver o significado.
Sabia, caro estudante e caro de-formador de opinião, que existem até mesmo dicionários on-line? É, dicionários disponíveis na mesma “infernet”, onde esse erros se multiplicam.

Pobre Machado de Assis, se pudesse ver o que fazem seus atuais colegas de profissão, certamente deixaria de lado o jornalismo e partiria para outra atividade.
Não duvido que propusesse a extinção da Academia Brasileira de Letras, dada sua inutilidade pavonina.

 

os abomináveis theatros

Alguns jornais têm como regra escrever “Theatro Municipal”, para se referir aos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Quais jornais?

Aqueles que fizeram campanha pelo extermínio truculento do trema, e de outros acentos.

Se está escrito Theatro na fachada, não significa que ele não seja um TEATRO.

Mas claro que não, é chiquetérrimo escrever com TH, assim como aqueles nomes cheios de HH e YY inexistentes, além de consoantes dobradas onde isso nunca existiu.

Se êsses jornaes querem escrever Theatro, por favor, utilizem integralmente a orthographia de 1911, e não essa bobageira apregoada desde 1990, que tanta rejeição provoca.

Quando derem notícias, por favor, escrevam Avenida Princeza Izabel, Campos Elyseos, Santa Ephigenia, Grajahú, etc.. Sejam mìnimamente coherentes. Isso, porém, é pedir demais para êles (ou elles).

O acento na língua

Há uns dias, recebi uma mensagem por correio eletrônico que veio vazia.

Devolvi ao remetente com o comentário:

“Veio em branco.”

Meu amigo pouco depois encaminhou o que havia faltado, não sem antes incluir um comentário muito oportuno:

“Véio em branco é o próprio Papa!”

Pois é, os defensores de uma reforma ortográfica que suprima os acentos na língua portuguesa escrita (como o desacordo que nunca entrará em vigor) esquecem que a sonoridade de certos sons em português é salientada nos acentos. Ouvintes de muitas línguas têm dificuldades impressionantes para conseguir distinguir nossas palavras avô e avó, inclusive “aqueles” vizinhos. Muitas outras línguas, também, não sabem distinguir O aberto e O fechado.

Fôrma ou fórma? O bolo tem a fórma da fôrma em que foi assado.

Outras línguas têm seus sons específicos, que oferecem dificuldade para pessoas não nativas os reproduzirem.

Por exemplo, U francês e Ü alemão (que alguns ignorantes atualmente pronunciam como U inglês = â;  über = âber!!).  Y eslavo.  RRs e HHs árabes.

Em inglês, I,  EE e  EA são sons distintos. Vamos querer que ingleses e amerianos façam uma reforma ortográfica para adequar essas palavras à nossa maneira de escrever?

Isso tudo para ficar no mais óbvio, sem entrar em especificidades de tantas outras línguas.

Apesar disso, nossos “sábios” decidiram que os acentos vão contra o aprendizado. Eliminaram o imprescindível Trema, e não permitem a distinção entre EIA e ÉIA. Será que um dia vão querer suprimir também Cedilha e Til?

Temos de ter nossa própria maneira de demonstrar isso na linguagem escrita. Não vamos perder nossos sons próprios para satisfazer o “egozinho” demagógico de pseudo-pedagogos que deram notas altas a redações que incluíram trechos de receita culinária ou hino de um time de futebol da oitava divisão.

Poderia me alongar por muito tempo, mas prefiro apenas manter minha própria ortografia, e não haverá qualquer editora que um dia me convença do contrário. Não lucro com os erros que são impostos para vender mais obras de pseudo-gramática (do tipo herrar naum he herrado) e dicionários “atualizados”. Esses aí não podem corrigir o Véio – faz parte da língua mais popular.

Obrigado, cardeal Bargoglio, pela oportunidade dessa breve reflexão. O véio justificou sua eleição.

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