Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Reino Unido’

Ex-cócia, Br-Exit, Carla Camurati e afins

Recebi um e-mail de velha parente  (parenta soa horrìvelmente!) que reproduzo:

Primeiro vamos lembrar que a Escócia  só foi “juntada” ao Reino Unido há mais ou menos uns 250 anos. Batalha de Culloden, Lembra ? Vencida pelo “açougueiro” Lorde Cameron com a destruição total da língua, costumes, etc. Não me parece que  eles
tenham algum motivo para amar os ingleses. Acho apenas que é a volta do nacionalismo de um povo de origens diferentes, língua diferente e costumes diferentes. Lembra que o Sean Connery sempre disse que era escocês. E meu pai tinha um amigo, o Aidan, que dizia a mesma coisa.

A resposta que lhe enviei foi:

Quando houve a batalha de Culloden a Inglaterra já tinha estado sob os pés dos reis escoceses Stuart, desde 1603.
O que eles queriam era colocar de volta os Stuarts católicos, e depor os Hanovers, que tinham ascendido por falta de herdeiros diretos dos Stuarts que atendessem os requisitos das leis de sucessão.
A briga entre Stuarts e Hanovers tinha motivação porque um ramo católico queria assumir o trono, quando a reforma anglicana (Inglaterra) / prebisteriana (Escócia) já estava bem instalada na ilha.

Escoceses adoram distorcer os fatos para se fingir de vítimas.
Como aquele filme horroroso do Coração Valente, que narra fatos do século XIV como se fossem os últimos ocorridos.

Vítimas foram os ingleses, que viram o filho de uma fofoqueira profissional (Maria Stuart) virar rei da Inglaterra (1603 – Jaime VI Jaime I)
Maria Stuart viajava por tudo quanto era lugar tentando depor Elizabeth I, só que esta foi mais esperta e prendeu a prima.
Os Tudor tinham de buscar parentes remotos no País de Gales, que seriam menos chatos.

Além disso, Elizabeth Bowles-Lyon, mãe da atual rainha, tinha origem escocesa.
Não dá para Elizabeth II deixar de ser rainha da Escócia.

Os escoceses votaram em 2014 pela manutenção da ligação com o Reino Unido.
Quem votou contra foram os sindicalistas de Glasgow, que ainda vivem no século XIX.
Esses são os escrotos, não os escoceses.

E quase ninguém mais fala a língua gaélica (exceto os moradores do extremo-norte, justamente onde o Sim ganhou em 2014).
São muito menos numerosos (menos de cem mil pessoas) do que galeses falando galês em  Cymru (600 mil).
Escoceses usam sim o scots, que é um dialeto do inglês, uma língua germânica, e não uma língua celta.

Eu tinha um amigo escocês, que sempre brincava que Elizabeth de Windsor era a primeira, pois a outra, a Tudor, tinha sido antes da união e não entrava na numeração da Escócia (0 que não é verdadeiro).
Mas ele era o mais ardoroso monarquista que já conheci, filho de diplomata britânico que se radicou em Petrópolis após aposentar-se.

Existem dois filmes sobre a tal batalha de Culloden, um da década de 1964 (que lembro de ter assisti na televisão em preto e branco) e outro de 2003.
Minha parente deve ter fundamentado a opinião nos filmes.
Ou terá sido em algum romance? Alguma matéria de jornal brasileiro, mal traduzida e baseada em uma única fonte?
Muita gente confunde arte com História, e acredita nas versões vitimistas ou pastelões. Seja com aquele canastrão do Mel Gibson ou com aquela “comedianta” da esquerda caviar chamada Carla Camuflatti.

Quanto a Sean Connery ser escocês, devo dizer que nasci em São Paulo, mas nem por isso nunca deixei de ser brasileiro, assim como o ator nunca deixará de ser britânico.

Infelizmente, a lavagem cerebral decorrente da imprensa pode mudar opiniões.

a eleição do Trump, a imprensa, os analistas, etc e tal

Enviaram-me este texto:

Recado para a imprensa em geral:
Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol do Reino Unido se manter atrelado ao monstro burocrático que se tornou a União Europeia. Chamaram milhões de trabalhadores e pobres de xenófobos, disseram que era um absurdo o interior decidir algo tão importante, avisaram que seria o apocalipse na terra se o Brexit vencesse.
Perderam. O Reino Unido – se o establishment deixar – sairá da União Europeia. E está melhor do que nunca com isso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol de um acordo do estado da Colômbia com as FARC, um grupo marxista terrorista que sequestrou e matou milhares de pessoas, acordo este que incluía cotas para terroristas na Câmara e no Senado colombianos, e taxaram aqueles contrários a esse acordo de intolerantes e contrários a paz.
Perderam. A Colômbia não quer terroristas no Congresso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer uma campanha ainda mais declarada e totalmente tendenciosa em prol de Hillary Clinton, apostando todas as fichas na eleição de uma das políticas mais corruptas da história dos Estados Unidos. Chamaram milhões de trabalhadores de brancos ignorantes, caipiras, burros, xenófobos, racistas, homofóbicos, machistas e toda sorte de invenção possível para elevar Hillary Clinton a um pedestal de santa enquanto Donald Trump era o demônio.
Perderam. Trump será o presidente, os republicanos terão a Câmara e o Senado. E elegerão a nova Suprema Corte.

Deixa eu contar algo pra vocês: a grande maioria das pessoas está pouco se lixando pra esse mimimi politicamente correto que vocês estampam a cada mínima coisa que alguém – que não seja de esquerda – faz que seja politicamente “incorreta”. As pessoas querem trabalhar, ter sua casa, seu carro, viajar, ver os filhos vivendo bem, envelhecer bem, enfim, ter uma boa vida. Mas fica difícil enxergar isso quando vocês só estão preocupados em procurar racismo, machismo, homofobia, xenofobia e similares em qualquer mínima coisa do dia a dia.

O resultado disso? Jornais fechando ou com queda nas tiragens por todo o mundo, mídia sendo cada vez mais contestada – graças às redes sociais, que vocês não controlam – e o povo fazendo nas urnas exatamente o contrário do que vocês passam meses defendendo de forma tão acintosa que chega a ser ridícula. Como disse um comentarista da americana NBC, fazendo um mea culpa ao vivo, vocês não estão ouvindo o que as pessoas estão falando, vocês estão tentando impor a elas o que elas devem falar.

A era da grande mídia como quarto poder está chegando ao fim. E se vocês não mudarem, jogando no lixo esse esquerdismo militante e entendendo que há liberais, conservadores e diversos outros pontos de vista na sociedade que devem ser ouvidos, serão extintos juntos com essa era.

THE NEWS WILL BE GREAT AGAIN. E cada vez dependerão menos de vocês.

Resumindo: O povo cansou de mentiras de políticos . Dizer que gosta de pobre, não convence mais.  Vale dizer a verdade

Hoje de manhã, ouvindo rádio na estrada, na Jovem Pan estavam entrevistando dois professores de Relações Internacionais. Não pude anotar seus nomes. Um deles disse, se houver guerra não será Trump que começará, mas os líderes que vão querer colocar manguinhas de fora porque os americanos estarão cuidando deles e não dos outros.

No caso do Brasil, mencionou que considera uma tremenda mentira o discursinho batido de que “é preciso inserir o Brasil no cenário internacional. Inserir não depende da ” boa vontade” dos outros, mas da competência do país em ocupar espaço. E Nunca um país que tem vergonha de ter forças armadas será digno de fazer parte do conselho de segurança da ONU.” E é claro, que no Brasil pós-88 é vergonhoso falar em forças armadas.

O Brasil quer cuidar do quintal dos outros? Com dois presidentes dos poderes retirados quase ao mesmo tempo, e ainda um outro em vias de ir pelo mesmo caminho? Quantos países tiveram DOIS impeachments de presidentes em menos de 30 anos?

Parece que os “analistas” que tanto fizeram propaganda pela campanha de Hillary, lá e cá, deveriam se preocupar em ser mais precisos, e menos partidários. Afinal de contas, -ista é sufixo de “seguidor” (dentre outras características),  e no caso parece que os “analistas” apenas seguem o ânus dos líderes.

Es-panha-cócia

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/novo-referendo-na-escocia-e-muito-provavel-diz-premie.html

Um monte de gente, que acredita em filmes que vê na televisão, comenta que a iskóssia (terra dos escrotos) nunca esquecerá William Wallace (vulgo Mel Gibson), que viveu entre 1270 e 1305, no filme coração covarde.
E
ssa gente inteligente diz que a terra dos escrotos de saias nunca se renderá à anexação a que foram obrigados pelos malvados ingleses.
SÓ que essas antas nunca estudaram que foi a Escócia que “invadiu” a Ingrataterra, quando Elizabeth I Tudor, a virgem, morreu sem herdeiros e o parente mais próximo a herdar o trono foi Jaime VI Stuart, rei dos escrotos de saias.
Sabe quando? 1603.  Só 300 anos depois da história do filme daquele chato ostralhano.
FOI a ingrataterra que foi anexada aos domínios de Stuart Little, e não versa-vice.
Portanto, são os ingleses que têm de pedir para os homens de saia para se retirarem de seu país.

Por sua vez, gente do “seculovinteum” apóia a independência da cataunhas, sem levar em consideração que foi Fernando de Aragão (reino que incluía a cataunhas) que em 1475 se casou com a tosca da Isabel de Castela, e se mudou de Saragoça para Toledo (então capital castelhana).
Foi o pessoal que fala francês com sotaque lusitano (os moradores de cataunhas) que preferiu se unir aos castelhanos e criar um reino chamado Espanta.
Não foi o contrário.
Portanto, são os galegos, os castelhanos e os andaluzes que devem pedir aos catadores de lã para se retirarem de seus territórios, e, outra vez, não versa-vice.

Ah, quanto as adoráveis bascos, que até há pouco tempo tinham como passatempo atirar bombas, nada mais são do que navarros que se revoltaram contra a ida de Henrique IV para Paris, onde se tornou rei Bourbon (aquele uísque americano).
Como me explicou um espanhol galego, os bascos, no século XIX descobriram que as minas de carvão geravam dinheiro, implantaram uma indústria metalúrgica, e começaram a acreditar que eles eram çerizumanu, por representar metade de toda a produção da parte ibérica que não aprendeu a falar Português.
Os navarros a sudoeste dos Pirenéus inventaram até de recriar uma língua que estava em desuso, complicando sua gramática e o vocabulário.
Algo que mais tarde foi copiado pelos israelenses, que não conseguiam aprender aramaico (a língua falada há milênios na região) e ressuscitaram uma língua que estava morta e só era usada em parte da liturgia de sósias do Edir Macedo.
Vascos (como bem dizem os lusos) deveriam atravessar os montes a pé e se unir com seus irmãozinhos oprimidos pela francofonia (ou melhor, fracofonia).
Eterno vice.

E os catadores de lã da cataunhas que se mudem para a Sardenha (sardinha), onde eles, no passado, tinham encravadas as unhas e os pés, como bons invasores de terras alheias. 

Ah, para concluir, quando a Espanha reivindica Gibraltar, e apóia a invasão arghgentinha nas Falkland Islands, sem respeitar a opinião dos kelpers, eles que saiam de Ceuta e Melilla, e devolvam também as Canárias para o Marrocos. Saiam da África, europeuzinhos de terceira categoria, na verdade moradores da África do Norte que vivem pendurados em uma ponta da Europa.

 A História é sempre diferente do que dizem as lendas e os filmes.

Pena que jornalista pensa que pode ser historiador.

parcialidade

A enpreimça brasileira é tão parcial, que noticia que algumas pessoas protestaram em Glasgow, pedindo novo plebiscito pró-separação da Escócia, mas não conta que, no mesmo dia, alguns milhares protestaram em Berlim contra a Führerin da desunião européia (aquela alemoa da Stasi).

O mais grave é que muitos brasileiro só se baseiam em uma fonte de deformação, e se acham informadas…

O mesmo comentário vale para quase tudo o que lemos sobre a eleição nos Estados Unidos, disputada entre a reencarnação de Catarina da Rússia e o clone de Hitler (ou seria de Mussolini?).

É sempre bom tentar ler os opostos… nem que seja só para poder comparar a auto-censura que jornalistas impõem, de acordo com sua ideologia.

 

BREXIT

Ainda bem que os britânicos tiveram o bom senso de optar pelo fim do casamento multilateral (suruba) chamado des-união européia.

Até que houve pessoas que reverteram o voto, por conta da martirização de uma deputada trabalhista. Uma maioria de 52% preferiu afastar-se de fato daqueles seres que vivem em Bruxelas, ditando regras burocráticas para valer sobre todas as decisões nacionais.

Frau(de)  Angela Merkel, a alemoa que promoveu durante anos a política teutônica do “espaço vital”, e fez a expansão exagerada e sem lastro, da União Européia para o Leste, que fique com seus filhotinhos que acolheu, da Polônia, Hungria, Bulgária, Romênia, … e que continue a abençoar os muçulmanos que ela tanto aprecia, para dar coerência ao bom-mocismo do multiculturalismo, mesmo que a longo prazo isso signifique o fim da cultura ocidental européia.

Essas gigantescas máquinas burocráticas de entidades multilaterais nunca atingem seus objetivos. Há décadas que o sistema ONU tem apenas usado viseiras para não ver a realidade. Ótimas perdulárias.

Espero que outros países retirem suas vendas dos olhos e seguiram os britânicos.
Cabe a nós, aqui, dar um gigantesco pontapé do traseiro desses trambolhos chamados merdocul, unacul, oea, e outros antros de parasitismo diplomático.

Ah, quanto aos “analistas”, foi curioso ver que as previsões de resultados, tão enfàticamente divulgadas pela “enpreimça livre”, furaram. Assim como as previsões de “economistas” que sempre fazem alardes catrastofistas (ou seriam castratofistas?).  A Grécia não está pior do que há um ano. Itália, França e Bélgica, porém, estão bem piores do que os palpites que deram aos outros.
Economistas são mais ou menos, no que se refere a fazer análises para o passado. São sempre ruins para prever o futuro. Jogos de tarô costumam acertar mais.

 

Quanto custa um deputado?

O site Swissinfo fez uma matéria sobre o custo de parlamentares em diferentes países.

Quanto ganham os parlamentares?

Adivinhem.

A Itália tem o mais caro (apesar das famosas “mãos limpas”) e a Tupinambalândia está, na lista, acima de Reino Unido, França, Rússia, Suíça, Portugal…

A Terra Onde Se Plantando Tudo Dá também é o campeão na classificação comparada com os salários médios de cada país. Por exemplo, três vezes mais do que em países de “salários baixos”, como os Estados Unidos.

Isso, é claro, sem contar as mordomias paralelas e o famoso Caixa 2…

 

90. aniversário

Parabéns, Tia Beth.

38-Queen-Elizabeth-get

Quando eu nasci, você reinava há alguns meses. E só conheço o mundo com você fazendo reinações.
Bem mais saudáveis para você mesma e para todos os britânicos do que outras reinações que uns e outras aprontam.

 

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