Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘restaurante’

tripa aí vai, sô

Gostei da matéria sobre o restaurante que nunca existiu.

http://www1.folha.uol.com.br/turismo/2017/12/1943141-restaurante-que-nao-existe-chega-ao-topo-do-tripadvisor-em-londres.shtml

Já perdi meu tempo postando comentários e avaliações nesse de-formador de opiniões chamado tripa aí vai sô.
Até perceber que a política da empresa é um engodo maior do que o universo.

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/tag/tripadvisor/

Depois perdi também o interesse em continuar a publicar, no próprio blogue que eu havia montado, comentários sobre restaurantes e bares que tenho freqüentado.
O mundo das comidas e bebidas flutua como uma velocidade superior à da luz.
Atendimento, qualidade e preços podem mudar conforme o cliente e conforme o funcionário. Ou permanecer iguais durante décadas…
A inundação de informações como a relatada pelo freelancer Butler (por acaso mordomo, em inglês) já me havia sido mostrada por amigos que eram donos de restaurante em Brasília.
Muitas vezes eles sabiam quem era o comentarista favorável, e quem era o comentador enviado por concorrente.
Empresários sérios não precisam sair correndo atrás de estrelinhas.

Existem milhões de pessoinhas que fazem questão de ir ao restaurante X e ao bar Y porque estão na moda.
Mesmo que o restaurante seja na verdade uma conhecida “lavanderia”, no mais puro estilo de filmes de máfia ou de restaurantes chineses.
Existem também muitas pessoas que fazem turismo nos lugares que são indicados pelos jornalistas contratados por agências e redes de hotéis.
Mesmo que aquela praia ou museu não seja estilo do viajante.
Existem pessoas que vão religiosamente ao mesmo lugar, enquanto outros gostam de desbravar o mundo.

Passar tempo em filas ou aguardando a reserva para outro mês NÃO são parte de meu lazer.
Prefiro viajar sem muitos roteiros pré-definidos, e conhecer a vida nas ruas da cidade que estou visitando.

as mentiras que jorram na internet

Duas matérias no G1 mostram que mentiras jorram na internet mais do que petróleo no Oriente Médio.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/seu-frango-e-grande-brasileiros-travam-guerra-virtual-contra-cafe-em-dublin-apos-piada-com-erro-de-ingles.html

 

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/02/perfil-falso-na-wikipedia-e-citado-em-decisao-judicial-e-trabalho-academico.html

 

Se eu disser que dá vergonha, vão dizer que eu sou um vira-lata do “filósofo” Nelson Rodrigues.

Porém, é necessário observar que:

  1. a uiquipédia em português tem um comitê (coisa de partido esquerdopata de fundo de quintal) encarregado de manter a “pureza” (ideológica) dos artigos – mesmo que os textos na língua de uéslei safadão sejam diametralmente opostos ao que encontraremos nas versões da wikipedia em inglês, francês ou alemão;

2. a BBC é uma agênciazinha de notícias de trigésima oitava categoria, preocupada em manter empreguinhos para jornalistazinhos de quadringentésimo sexagésimo quinto grau, formados naziskolas da correção política, que pararam de lavar pratos em pubs londrinos e conseguiram outra ocupação, depois de os trabalhistas terem “aparelhado” aquela estrutura (que foi honrada e gloriosa no passado);

3. caradelivro é ponto de encontro de gente desocupada, que acredita que clicar em láiquis ou curtidas é útil;

4. tripaaívaissô, no Brasil, é um site de avaliações que, dominado por um grupo de hanauffábetickas alojadas no conforto do ar condicionado de prédio na Marginal Pinheiros, nos últimos dois anos, passou a selecionar os piores comentários para publicação, bem no estilo fútil das supervisoras, e sequer checa a existência ou não de um estabelecimento (já dei de cara com uma loja de roupa para bebês, no endereço onde as tripeiras diziam existir um restaurante – nunca tinha havido outro tipo de comércio naquele local!) – não tem e não merece credibilidade.

Resumindo:  que saudade de dona Sílvia, dona Celeste e outros que professores que anteriormente mencionei.

A Erde está tomada por gente com microcefalia funcional!
E a Tupinambalândia impulsiona o desastre planetário a passos de Hermes.

Como diz meu amigo Paulo, citando Cyperus Rotundus: não se preocupe, VAI PIORAR!

Cabra duma figa

Sabe o que é isso?

2015-02-19 20h16m50 cabra duma figa

Simples, uma redução de aceto balsamico com açúcar, com creme de queijo de cabra, figo fresco salteado na manteiga e lâminas crocantes de batata doce fritas.

Pode chamar de “cabra duma figa”.

É uma entrada que comi em um bistrô aqui perto do apartamento, que antecedeu um filé ao molho do porto, com ratatouille e purê de mandioquinha (ou, como dizem alguns, batata baroa).
Se eu disser o quanto paguei pela refeição, vocês ficarão ofendidos com os preços baratos, abaixo de R$ 50,00 no total!
Aliás, não direito baratos, mas JUSTOS.
O chef-proprietário do bistrô tem uma característica raríssima: cobra o preço justo, e não os preços abusivos que caracterizam a maior partes dos estabelecimentos do tipo, preocupados com o “lucro brasil”, para enriquecerem logo e caírem fora do país que naufraga por conta desses “empresários” e por conta do público que adora pagar preços escorchantes, pois “fica bem com a galera” da ostentação.
Resumindo: não é explorador, como uns e outros restauranteiros que querem ficar ricos com a fome dos clientes.
Questão de comportamento.
Depois, alguns concorrentes vão lá para saber porque a “clientela cativa” deixou de freqüentá-los e passou a comer no botequistrô (boteco bistrô), já que, com sua equipe, também vende o melhor hambúrguer de todo o Cerrado.
Ser Classe A é saber pagar pouco, não “uzói da cara” para fingir que dinheiro lavado torna alguém mais rico.

O mais interessante dessa entrada, o “cabra duma figa”, é que contém os cinco sabores: amargo, ácido, salgado, doce, e umami, que, para quem não sabe, é o quinto sabor.
O crocante da batata apresenta os sabores salgado e amargo, que resulta da queima do carboidrato.
O figo é a porção doce do prato.
O queijo de cabra é amargo, salgado, contém intensidade e pungência no sabor.
O aceto balsamico é ao mesmo tempo doce e ácido.
Eles se complementam e casam, elevando o sabor de cada um.
Na confluência desses quatro sabores, estes elevam-se do prato a ponto de culminar em um prazer gastronômico e desmascara o quinto sabor, o umami.
O umami, mais conhecido por nosso familiar glutamato monossódico, é sentido nas papilas do fundo da língua, e concentrações desse sabor podem ser obtidas em alimentos como queijão parmesão envelhecido, algas marinhas, tomate e alguns tipos de carne.

O proprietário-chef trabalha com a ficha técnica de preparação, que é ensinada nas escolas de gastronomia para se avaliar o custo de cada prato, mas que é solenemente ignorado pelos empresários do lucro-brasil.
A ficha técnica calcula direitinho os preços cobrados. Falarei mais sobre esse assunto em outros post aqui no blogue.
Justamente porque, como já antecipei acima, a maioria dos restaurantes acredita que cliente não tem noção alguma dos preços dos elementos que compõem um prato. Ledo engano. Temos de explorar esse “calcanhar de aquiles” dos “chefs” que, por exemplo, usam e abusam do tal “menu degustação”, para subsidiar suas (deles) viagens de turismo em que copiam o que vêem, e fazem compras de roupas e bebidas para revender aos incautos. Salafrários em todos os sentidos – tentam também enganar no paladar.

o lucro Brasil – parte 3

Enquanto estive fora, fui com um amigo almoçar em um restaurante alemão.
Aqueles que servem chopinho, batatinha, repolhinho, e salsichinha de boi e de porco.

Tudo produto sofisticado, claro, difícilimos de serem produzidos e encontrados.

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Comemos 4 salsichas (duas de cada cor), não havia mostarda escura (só aquela mais vagabunda que se encontra no super-mercado de bairro de periferia).
Eu tomei uma cerveja importada – Paulaner Erdinger 500ml – 20 reais – preço normal de cerveja importada, até mesmo em bra3ylha.
Meu amigo tomou uma água mineral.
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Sabem o preço do lanche (que podia ter sido feito em um carrinho de cachorro quente)?
R$ 177,00!
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Isso mesmo – CENTO E SETENTA E SETE REAIS – sem apfelstrudel (que subira a conta para uns 300 reais) nem cafèzinho..
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A sensação que tenho é de que o país já acabou e está em estado de putrefação.
Mas a turminha do instagram e das cumunidadjis çossiau ainda não percebeu isso.
Ninguém reclamou do restaurante nos sites de viagens e turismo Ao contrário, todos os deslumbrados estavam satisfeitos.
Afinal de contas, dinheiro sujo não precisa ser guardado na carteira porque pode sujar a roupa.
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À noite compensei: fiz um lanche de 13 reais numa cadeia que tem nome de metrô. Foi muito mais saboroso do que aquelas salsichas e aquela batata chocha. Só mesmo o sauerkraut (que os framssezis deformaram para chucrute) estava bom.
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o lucro-Brasil – parte 2

Domingo fui almoçar em um lugar que tinham me indicado.
Paguei reles 103 reáu por um armôsso de dois pedaços de carne enrolados no toicinho  (bêico, sem cedilha),
no molho de uísque paraguaio, servidos com risoto (arroz sujo de tomate), em um prato branco quadrado (comme il faut).
Até que não foi aí o mais caro – reles 50 reáu, (dá para comprar um boi, e fazer os tais medalhões
(medalhões são os que freqüentam esses lugares chiquetérrimos).

Vinhos, todos na faixa de cem reáu a trocentos reáu.
Eu compro aqui na loja ao lado por 30 os mesmos.

Tomei um treco qualquer, que não descobri que gosto tinha, em teoria feito com cachaça.

A água caxambü (com biquinhô) até que estava boa, no ponto, e a R$ 4,00 a garrafa de meio-quarto de litro.

O pior mesmo foi a sobremesa – dois pedaços de chocolate multi-raciais  – gelados,
mais doces do que rapadura.
Desde quando a cozinha “contemporânea”  aceita essas coisas arqui-meladas?

O ambiente é bonitinho,
tem uma piriguete de preto para te receber (a famosa hostess, que empesteia todos os restaurantes, para lhes dar status),
e um monte de garçons rodando no lugar feito barata tonta.
Um pior do que o outro.
É para pagar o salário desses aí que o “empreendedor” arranca o dinheiro dos clientes.

Não pedi café, porque a conta provavelmente subiria para $ 180.

Um bando de gente besta se endividando para exibir para os outros, no instagram,
que foi passar o domingo em um lugar “renomado”.

açougue para vegetarianos

Uma prima disse que vai a Montevidéu nos próximos dias
e eu me lembrei do Mercado del Puerto.

Bem, fui ao tripas-aí-vai-sô, e encontrei comentários de gente pobre metida a,
imagine só,
“jêntchi!”

Podem checar
http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294323-d314229-Reviews-Mercado_del_Puerto-Montevideo_Montevideo_Department.html

um bando de babacas da pior categoria opinando sobre os restaurantes do mercado, com coisas do tipo:

vegetarianos, fujam!
desagradável e muito perigoso (não há UPPs em Montevidéu!)
cheiro de fumaça (ele pensava que fosse fumaça de maconha, e ficou decepcionado com a fumaça de carne assada)
não tinha pizza (típico comentário de paulistano)

bem, como eu queria dizer a esses comentaristas:
procure sua raçãozinha de purina e pare de rosnar.

O mundo é um lugar muito chato, quando há vegetarianos por perto defecando seus cocôs de vista!

Lembrei de uma matéria que saiu uma vez em jornal europeu, em que algumas pessoas reclamavam que “the beach was too sandy“.
Quem não quer carne, que vá fazer turismo em um restaurante indiano.
Quem quer comer feijoada, não a procure em restaurante japonês.
Difícil é ensinar essas obviedades para quem se julga “jêntchi”.

Pior ainda é o trip-advisor não selecionar os comentários desses hanaufábétykqos da classe M-.
Perde a credibilidade, como aquela que foi atirada no lixo pelo mais conhecido guia de viagens do Brasil.

Esses pseudo-turistas querem ser respeitados? Pois então que respeitem as características dos lugares que visitam.

Não sejam inúteis “ativistas” como as mulheres feias do femen, que só sabem tirar os peitos para fora em igrejas cristãs, mas nunca têm coragem para fazer protestos nos “países muçulmanos amigos”.

 

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