Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Rio de Janeiro’

foto Rio de Janeiro

Encontrei esta imagem no jornal inglês The Telegraph.

Enviei a foto para alguns amigos, e houve quem se ofendesse:
– Deram mais destaque ao urubu do que à estátua!

Por que terá sido?
A culpa é de qual imagem?

 

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro é uma cidade curiosa.

Até algum tempo, chique era morar no Leblon ou na Barra.

Hoje em dia, estão todos de mudança para Bangu.

 

Pena de morte – Califórnia

Encontrei no Los Angeles Times a notícia de que a mesma Califórnia, que votou pela hilária, também votou pela aceleração da pena de morte.

Curioso, porque no estado de tão gente “cabeça”, cheio duzartista “liberais”, preferem matar logo quem está no corredor da morte, que por acaso é constituído principalmente de “latinos” e de negros.
Só que isso o jornal preferiu omitir.

No Brasil sequer temos prisão perpétua.
Embora a maioria dos condenados sejam os “mais frágeis”, o que é um fator que serve para todos os que são contra a pena de morte,
temos de lembrar que, se Maria Antonieta foi guilhotinada, bem que as famílias de certos políticos fluminenses poderiam ter destino parecido…

 

Propagandas de turismo

O Brasil está indignado  com a atitude de há-trêtas e de turistas, que ab-usam do clichê de turismo sexual no Rio de Janeiro, agora durante as piadas de 2016.

Bem, quem foi que durante décadas, décadas e décadas exibia como cartazes de propaganda paisagens de bundas, bundas e mais bundas, desfilando nas praias ou no carnaval, ou nas ruas? Rio de Janeiro e Nordeste eram sinônimos de turismo sexual.

Certamente não foi a Noruega, nem a Índia, nem o Níger.

Bastava entrar em uma agência de turismo, de passagens aéreas, em uma embaixada ou um consulado brasileiro, e o que se via era a “exuberância” da “paisagem natural”.

O turismo colhe o que plantou. Prostituição, pedofilia, tráfico de pessoas…

Obrigado, dona Embratur, por ter colocado o Brasil na mira dos tarados.

Difícil é agora convencê-los de que os valores do país evoluíram.

 

 

 

obras…

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A imagem é realmente muito feia.

Só que, em se tratando das empreiteiras e da corrupção política, associadas com a pressa de entregar “cartões postais” em época de festas, já não causa mais surpresa.

Isso nem pode mais pode ser chamado de desastre, pois se espalha por todos os Estados.

braziuziuziuziuziu!!!!!

Onde você gostaria de ter estado?

No fim de semana, estava à mesa de uma adega conversando com outros freqüentadores conhecidos, e surgiu a conversa “História”.

Onde você gostaria de ter estado, quando ocorreu determinado fato histórico?

 

Não é quem você gostaria de ter sido.

É que cena gostaria de ter presenciado.

Pode ter aconselhado o personagem principal, ou apenas assistido.

Respostas que surgiram à mesa (em ordem cronológica):

  1. com Cleópatra, em seu último dia;
  2. quando Constantino decretou o cristianismo a religião oficial do Império Romano;
  3. com Gêngis Khan;
  4. com a Princesa Isabel, nos dias que antecederam a assinatura da Lei Áurea;
  5. na execução dos Romanofs, em abril de 1918;
  6. com Hitler, naquela reunião com os líderes nazistas, quando se viu que não dava para mais nada – alles war kaput – a cena do filme “A Queda” que foi repetida em um montão de paródias.

 

Repassei a pergunta às pessoas de minha lista de contatos por internet, e também a outras, pessoalmente.

Já pensou que grande fato histórico gostaria de ter assistido, ao vivo ,em cores e com som original?

Como no livro Ao Vivo do Calvário, de Gore Vidal, o personagem principal é um repórter que se transporte no tempo e no espaço, e transmite pela televisão a crucificação de Jesus, essa resposta não seria aceita.

Reproduzo abaixo as muitas respostas obtidas – ordenadas por ordem alfabética.

Com Alexandre Magno (três respostas!) – na Macedônia, saindo para mais uma aventura de conquistador – quando atravessou da  Grécia para a Ásia – quando foi ungido faraó e filho de Amon.

Na arca de Noé.

Na primeira apresentação da Nona Sinfonia de Beethoven.

Nas ruas e cabarés de Paris da Belle Époque (1871-1914). (duas respostas)

Na morte de Bin Laden.

Na decisão sobre o lançamento da bomba atômica sobre Hiroxima e Nagasaki.

Um rital de bruxas antes da Idade Média.

Quando Sidarta Gautama se tornou Buda, o Iluminado.

Na chegada de Colombo às “Índias”, para dizer a ele o erro que tinha cometido.

Nos vestiários e bastidores da final da Copa de 1998.

Na escolha do Brasil para sediar a Copa de 2012.

Na decisão de escolher o Itaquerão como estádio paulista para a Copa de 2012.

No impeachment da Dilma e na prisão de Lula (eu acrescentaria o funeral de Sarney e o de Maluf, já que são desejos).

Andando pelas ruas de Paris, entre 1920 e 1930, ouvindo Django Reinhardt tocando na Gare du Nord.

Na omissão de socorro a Elis Regina.

Quando Francisco de Assis se apresentou ao papa Inocêncio III para apresentar a candidatura para a nova ordem – segundo consta, Francisco de Assis fez isso para não ser acusado de herege – mas queria ver a cara do Papa ao receber aqueles mulambentos!

No suicídio de Getúlio Vargas.

Na Grécia Antiga, convivendo com filósofos e matemáticos.

No Rio de Janeiro, quando da invasão dos franceses, e lutando a favor do domínio francês.

No embarque da família real de Portugal, deixando o povo apavorado ao ver D. João VI fugir e deixar tudo para os invasores, e depois sair correndo para ver a confusão da chegada da corte no Rio de Janeiro.

No assassinato de John Kennedy.

Ao lado de Júlio César, quando ele atravessou o Rubicão e mudou tudo.

Na chegada do homem à Lua. (duas respostas)

No julgamento de Joana d’Arc.

Na queda do Muro de Berlim.

Em Nova York na década de 40.

Nas reuniões do PTrolão.

Na queda de Constantinopla.

Ver Santos Dumont no vôo do 14 Bis.

No envenenamento de Tancredo Neves.

Na execução de Tiradentes.

Na viagem do Titanic.

Na erupção do Vesúvio (ou do Cracatoa).

Em Waterloo.

Como se observa, muita gente se interessa pelos fatos mal esclarecidos.
Ou grandes fatos do mundo das idéias – filosofia, religião, ciências e artes.

Algumas pessoas se inspiraram em respostas já dadas anteirormente e manifestaram outros aspectos de um mesmo tema.

Muitos outros, porém, tiveram preguiça de pensar, e preferiram continuar assistindo BBB,
ou ficaram no eterno papel de Hardy, dos desenhos animados – oh vida, oh azar.

Demora um pouco, mas sempre encontramos uma ou duas respostas sobre o tema.

Quer contribuir?

Preencha aí embaixo o quadro deixe um comentário, em azulzinho, no canto direito do post.

 

 

Bondes e Uber

Ontem, ouvindo a BandNews Fluminense, um professor de História contou que quando ocorreu a inauguração, no Rio, dos bondes puxados por burros, o “sindicato” dos donos de carruagens e tílburis veio com uma papelada para impedir a viagem.
Pedro II, que ia viajar no bonde, simplesmente pegou os papéis, pôs no bolso do casaco, e literalmente mandou tocar o bonde.
Hoje em dia nossos governantes colocam outras coisas em seus bolsos (meias, cuecas, …), e além de colocarem também outras coisas em nós, pagadores de impostos.
Maldita quartelada de 1889.

Ah, o professor também contou que os bondes eram americanos, e os burros vinham de Sorocaba, pois os burros cariocas eram preguiçosos demais para puxar a máquina.

Mais tarde, quando os burros começaram a ser substituídos por bondes elétricos, houve de novo protestos, inclusive com Machado de Assis do lado dos que queriam a manutenção dos animais na frente e dentro dos veículos.

Qualquer semelhança com a briga Uber e táxis, hoje em dia, não é mera coincidência.

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