Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Rio Grande do Sul’

A farra do dinheiro público

O site do Globo tem uma matéria sobre a farra dos salários pagos na cama de veadores de São Paulo.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/chaveiro-e-garcom-ganham-salario-acima-de-r-14-mil-na-camara-de-sp.ghtml

Não faz muitos dias, tinha lido uma matéria semelhante sobre farra na cama de veadores de Guarulhos. Não encontro agora o link.

Em setembro, os veadores de Santo António da Platina, no Norte do Paraná, foram obrigados pela população a baixar os próprios salários. E depois, em outras cidades houve (houve, não houveram) manifestações semelhantes. Logo depois, o número de cãesdidatos ao cargo caiu abruptamente. Por que seria?
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/eleicoes/2016/cidades-baixam-salarios-dos-vereadores-e-maioria-desiste-de-disputar-reeleicao-6px1roaz93guex5yv3ykg7czx

Já nem sei quantas vezes escrevi a respeito dessa excrescência perdulária, verdadeiras escolas do crime, que são as camas de veadores, em geral servindo de trampolim para pulos mais altos, como putados estaduais ou fedemmais.

Alguns estados, como Rio de Janeiro ou Rio Grande do Sul, reclamam da quebradeira, e cortam salários de servidores públicos.
O governo fedemal tenta contornar e lhes dá ajuda.
Vai ajudar também os mais de 5600 municípios que desperdiçam dinheiro com essa parasitagem toda? Sendo que a maioria sequer tem um minimo minimorum de população, e muito menos de arrecadação para se manter, e dependem de repasses das tetas fedemmais do Fundo de Participação dos Municípios – FPM ! (em todas cinco regiões geográficas – Rio Grande do Sul com um número impressionante de casos)
Mais de 1500 municípios não têm sequer 5 mil habitantes.

Já escrevi uma vez sobre a Suíça, país pobre de Terceiro Mundo, como sabemos, que fez uma redução no número dessas entidades perdulárias.
Pois casualmente encontrei na Wikipédia em francês um artigo sobre a redução do número de municípios (communes) naquela país. Depois, em 2015, com aquele çossialista Chicô de Hollande (esquerda caviar, como outros de mesmo sobrenome), houve um ligeiro aumento, outra vez, afinal de contas o dinheiro púbico é para servir de boquinha para amigos e correligionários.
Se bem que lá reduziram o número de regiões administrativas.

Outros países, como Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca e até Itália, fizeram a mesma política de redução do número de unidades municipais.
Ou por incapacidade financeira de se manterem, ou pela descaracterização de onde começava uma e terminava outra.
No passado (década de 1930), tivemos no Brasil o caso de Santo Amaro, que foi incorporado a São Paulo.
No entanto, quantos outros casos poderiam ser feitos? Niterói e São Gonçalo, por exemplo.

As regiões metropolitanas, no Brasil, desde a CF 88 ter concedido aos Estados a legislação sobre sua criação, viraram verdadeiros circos. Há casos de regiões metropolitanas em que cada cidade fica a 60 km da mais próxima, ou em que a soma de todos os municípios sequer atinge 200 mil habitantes, ou em que as regiões metropolitanas são maiores do que certos países.
Alto Alegre dista 100km de Boa Vista, sede da região metropolitana (e capital do estado). Rorainópolis e São Luiz (com Z), distam entre si 120 km – e ficam na RM do Sul de Roraima, com espetaculares 52.000 habitantes.
Vale do Paraíba e Litoral Norte, Ribeirão Preto, por exemplo – criadas durante a indi-gestão de Geraldo Alquimista, cada uma com cerca de 15.000 km2, comparáveis com Timor Leste – 14.000km2 e Israel e Eslovênia – 20.000km2, cada.
Sem contar que Jacareí e Bananal, cada uma no extremo oeste e leste da RM do VPLN, distam “apenas” 250 km de Via Dutra.
A RM do Vale do Cuiabá tem “apenas” 75.000 km2, o equivalente à superfície do Panamá. Manaus é “um pouco maior”- sua região metropolitana se expande por 127.000 km2, o mesmo que a Coréia do Norte – isso porque uma decisão judicial retirou dois municípios de sua composição.
Na Paraíba, a região metropolitana de Araruna, tem “gigantescos” 70.000 habitantes, a de Esperança 140.000 habitantes, e a de Cajazeiras 175.000 habitantes (e talvez o dobro de eleitores, não seria de se duvidar).

Resumindo: no Brasil estamos fú e mal pagos. Desde que a pródiga CF 88 inventou que
veador merece salário, assessores, penduricalhos, carros oficiais (com placas pretas), e
que região metropolitana pode ser criada para agradar putados estaduais, independentemente do que diz a geografia da região.

A demo-cracia (o governo do demon) não é linda, no papel?
O contribuinte banca a conta dessa farra com o dinheiro púbico.

 

 

Jabuticabas, açaí, cachorros e feijoada

Já escrevi mais de uma vez e repito:

Jabuticaba não é fruta exclusiva du braziu.
Existe como  yvapurú no Paraguai e também guapurú na Bolívia.

Açaí é encontrável em todos os países do norte da América do Sul, inclusive no Panamá (que é istmo, e não parte da América Central).

Por que?
Simples. plantas não sabem onde existem fronteiras desenhadas por bípedes desplumados.

Tampouco outros animais conhecem essas linhas.
Por isso, por exemplo, no Rio Grande do Sul as campanhas de vacinação de cachorros têm de ser combinadas com os uruguaios (e não com os russos).
Cachorros não sabem ler as placas de fronteiras (mesmo que façam o Pronatec).

Antes que me esqueça: a feijoada não foi inventada nu braziu, pois desde a Idade Média já era registrada a existência do cassoulet no Languedoc,
que é mais antigo do que o encontro de portugueses e africanos no litoral da Guiné.
Ou o prato “tìpicamente” brasileiro necessàriamente tem de ser com feijão preto, apesar de todos os outros ingredientes coincidirem com a “nóça fejuada” ?

Lendas urbanas ufanistas cansam.

Direita, volver

Deputados federais mais votados em alguns Estados:
Ceará – Moroni Torgan – delegado da Polícia Federal que lutou contra o tráfico de drogas – DEM – 277 mil votos (6,36%)

DF – Fraga – policial militar, que comandou a campanha contra o desarmamento proposto pelos que não desarmam bandidos – acabou com a máfia das vans no DF – tem como propostas mudar as leis contra os dimenó e fazer presos serem obrigados a trabalhar – DEM – 155 mil votos (10,66%)

Goiás – Delegado Waldir – policial civil, conhecido por prender também grávidas e cadeirantes envolvidos no tráfico de drogas; projetos semelhantes ao de Fraga (DF) – PSDB – 274 mil votos (9,06%)

Goiás – senador Caiado – chefe dos ruralistas de todo o país – contra os baderneiros do MST – DEM – 1,283 milhão votos (47,57%)

Pará – Delegado Eder Mauro – chefe do grupo de polícia da região metropolitana de Belém – PSD – 265 mil votos (7,08%)

Rio de Janeiro – Jair Bolsonaro – militar – 464 mil votos – PP – 464 mil votos (6,10%)

Rio Grande do Sul – Luiz Carlos Heinze – chefe dos ruralistas do RS – PP – 162 mil votos (2,76%)

São Paulo – que vergonha – primeiro Ruimssomano, Tiririca, e depois, em terceiro, Marco Feliciano, o hiper-conservador – PSC – 398 mil votos (1,90%) (tinha tido 212 mil em 2010)

Resumindo: existe um desejo de boa parte do eleitorado em votar em candidatos conservadores, que não venham com essa conversa mole de “direitos humanos” e de passar a mão na cabeça dos traficantes, dos assassinos e dos baderneiros em geral.

O que falta, na verdade, é um autêntico partido de direita.

DEM do mensalão do Arruda e PP do Maluf estão muito longe disso.
E outros que se auto-denominam de direita são apenas liberalistas que querem pagar menos impostos, e isso é apenas uma postura econômica, mas não social.
Chega dessa conversa mole de que “minoria” é maioria.

E o ex-presidente THC que vá fumar seu fuminho.
Ele ainda não descobriu que o Brasil é maior do que o Sudeste. (e que não foi ele o presidente do Plano Real, mas Itamar – ociólogo não é economista – THC era apenas o político que coordenava os economistas do Ministério da Fazenda)
Nota curiosa: o único município paulista onde Alckmin não ganhou para governador foi Hortolândia, onde fica o presídio que comanda a bandidagem no interior do Estado. Sabem como é, as mulheres que carregam celulares para os maridos ainda não estão presas.

Enquanto isso, a “esquerda” só fala de casamento gay (ué, casamento não era uma instituição falida, deixar / receber herança não é coisa do capitalismo decadente?), fala de direitos de cotas, de minorias, de indenizações a bandidos, em “ressocialização” e coisa e tal.

Por sua vez, a população tem de conviver com incêndios de ônibus (e creches!) em Santa Catarina, com arrastões no clube da USP, onde todo sábado de manhã as pessoas vão treinar vôlei, basquete, etc. Assalto realizado por 10 “dimenó”e só 2 “dimaió”.
Quem lideravam todo o bando, era o mais agressivo e bateu em duas moças com tênis e coronhadas?
Um menino de 8 anos, SIM 8 ANOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! que liderava!!!!!!!!!!!!! o grupo. Todos tinham medo dele. Até os dois dimaió de mais de 20 anos bateram em todo mundo, machucaram
levaram tudo que podiam com ele no comando.

Também em São Paulo, na “comunidade” de Paraísópolis, tem um lugar que o PCC treina os meninos a partir de 10 anos com aulas de tiro, pistola automática e vários tipos de armas. Eles até reclam que são muito pesadas !!!! E está difícil para “mirar”!!!!!. Os arrastões são todo dia, no escadão, e no ladeirão, em frente à Paraisópolis, Pegam ônibus no horário do rush e deixam de atravessado na avenida Giovanni Gronchi. Fazem arrastão em carros, tiram mulheres dos veículos, espancam, levam tudo, atravessam a rua calmamente e vão para Paraísópolis levar as encomendas para os bandidões e recebem novas ordens, dos irmãos. Isto há menos de 1 km do Palácio do Governo.

Realmente, não há o que comentar. Nosso país está afundando… na nossa frente. Não sei o que será disso tudo. Em Pedrinhas, o famoso presídio no Maranhão, os presos votaram com escolta de guerra do exército. Quem forçou a barra para isso foram deputados federais ligados ao PCC. Eles votam em quem o “grande irmão” manda.

Há ou não motivos para parte da população se voltar para os candidatos de “direita”?

Nepotismo e “trabalho voluntário”

Há uns dias, li uma matéria sobre com apenas um voto suplente assume vaga – o dela mesma – que foi empossada no cargo, em um municìpiozinho de 1700 habitantes (com prefeitura, secretários, vereadores, carros oficiais, etc. e tal, tudo pago pelo FPM).
A começar que ela tinha se candidatado a pedido do marido, presidente local de um partido de aluguel, para preencher a “cota” de mulheres. Começa daí o absurdo.
Receberá o salário, enquanto o titular também o recebe, durante licença médica. Será que estava mesmo tão doente? Ou era um acordo com o presidente do partido? Isso é tão comum no senado – ficar doente para o suplente financiador da campanha assumir o cargo.

Uns dias depois, li um artigo sobre municípios na “pura e imaculada Suíça”, que dizia que, no país alpino, o governo municipal é composto por cinco membros, dos quais um é o prefeito. Fazia parte do texto as afirmações de

Como é tradição na Suíça, eles exercem seus cargos eletivos no sistema de milícia, ou seja, não são remunerados por isso. Comissões formadas por moradores regulam áreas como a de construção, administração, cultura e lazer ou política. A administração fica a encargo de um administrador profissional, responsável pela coordenação dos funcionários.

Nossa, fiquei arrepiado.
Até parece.
Um amigo que vive atualmente na Suíça (país que sedia a FIFA) já havia anteriormente comentado que é preciso ver comentários elogiosos àquele país com lupa, pois o que se vê não é nada tão voluntário assim, bem o contrário.

Conheci uma estrangeira que vivia em Zurique, há vários anos, que comentou sobre o nepotismo cruzado no país.
Um político arruma um empreguinho público para a filha de um outro político, e esse garante uma vaga para a mulher do primeiro.
Assim se garante a “coesão” entre alemães, franceses e italianos (dizem coesão, mas podem chamar de cumplicidade) .
Suíços têm o dinheiro no coração e a alma no banco.

Que belo exemplo.
Não difere muito do que temos na Tupiniquinlândia. Um deputado de partido de direita do Sul emprega a filha do deputado esquerdista do Nordeste.
Fora isso, uma ou outra “contribuição” de uma empresa para o “trabalho” do político.
Sem contar que sabemos como operam “milícias” em diversos municípios brasileiros.
Assim caminha a humanidade…

Pedro Simon, coitadinho, quer mais oito aninhos

Depois de ter anunciado que iria deixar a política para cuidar dos bisnetos (os filhos já estão empregados), Pedro Simon, o impoluto senador histrião, decidiu voltar atrás e anunciar que irá ser novamente candidato, para mais oito aninhos de mamata no Senado, afinal de contas, como só tem 85, pode muito bem contribuir até os 160 na política, onde ainda está aprendendo, já que só entrou nela em 1958…

Para quem não lembra, é o mesmo político que disse, em 2009, que “temos de debater se as coisas acontecem pelas nossas ações ou pelas nossas omissões. Se votamos atos sem ninguém ter conhecimento do que se tratava, somos todos responsáveis”, em defesa do colega e amigo do peito José Sarney, o que desdisse logo em seguida.

De que adianta haver eleições no país, se os que dizem combater “o coronelismo, a corrupção, e o nepotismo” são os que se eternizaram no repetido discurso?

Amigos gaúchos: dêem a aposentadoria a esse senhor! Basta!

Por essas e muitas outras, temos de tomar cuidado quando apoiamos idéias parlamentaristas no Brasil…

 

Dinossauros do Oiapoque ao Chuí

Inacreditável!!!!

Na mesma semana dois tiranossauros rex da política brasileira anunciaram que vão retirar-se da política após o término do qüingentésimo mandato, em janeiro de 2015: José Sarney e Pedro Simon, justamente senadores que representam o Amapá – Oiapoque, e o Rio Grande do Sul – Chuí.

Isso mesmo. Brinquem com os bisnetos e os tataranetos!

Já brincaram demais com os brasileiros.

Espero que outras mudanças ocorram ao longo de todo o litoral e do interior do país.

Basta de Suplícios, de Calheiros, e de tantos outros pterodáctilos até mesmo pré-Cabralinos.

Se eles não saem por bem, que decretemos nós o fim do político profissional.

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biografia

Dicionário gauchês-inglês

O jornal “Meia-Noite” publicou uma matéria curiosa, a respeito de expressões típicas do gauchês, traduzidas para inglês.

Não vou reproduzir as figuras, para não sobrecarregar minha cota no wordpress.
Faço, porém, a lista das expressões, no original gauchês, no brasileirês coloquial, e no inglês para turistas.

Clique no link para visualização do arquivo .docx.

dic gauchês inglês

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