Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Todos Chapecoenses

img-20161129-wa0007Recebi por whatsapp esta mensagem.
A autora que era mencionada, porém, não tem nada sobre o texto em seu perfil de rede social.
Portanto, não me parece que deva receber os créditos.
Fica apenas aí reproduzido o que recebi, logo no início.

Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado.

Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião. A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém que tanto sonhamos estar junto.

Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também neste trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores.

Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, morrem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.

Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.

Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta.

Bombona

Leiam as matérias:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/01/1571356-praia-de-santa-catarina-vai-cobrar-taxa-de-turistas.shtml

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/verao/2015/noticia/2015/01/cobranca-de-taxa-ambiental-comeca-nesta-terca-feira-em-bombinhas.html

Agora, vou colocar o que me escreveu um primo que MORA em Bombinhas, desde o ano passado, tendo-se mudado do interior de São Paulo com mulher e dois filhos.

Essa taxa é uma mina de ouro….. Agora, essa semana do réveillon a cidade ficou nojenta…..
O prefeito daqui fez umas obras q nem a mais porca imaginação consegue imaginar….. Tinha até esgoto brotando na rua e indo pro mar……
Bizarro ……..

Isso aqui é uma loucura…… Tem um monte de turistas pra pouco espaço, a cidade não tem estrutura nenhuma….
A ganância está destruindo tudo !!!!!
Agora, realmente, o país está se afundando….. Se eu pudesse eu mudava daqui…
Eu estou assustado com a rapidez com que está país está apodrecendo
pior do que filme de zumbi!

Repito: ele MORA em Bombinhas, não está lá passeando.

Comentei com outras pessoas, e meu sobrinho senior, mais paulistano do que o Índio Tibiriçá, escreveu:

Tio
Passei o ano novo 2013/2014 em Bombinhas
Insuportável
Intransitável
Inacreditável
10x pior que guarujá

Em 2002, visitei a Chapada dos Guimarães, e tinha gostado de lá.
Quando voltei, oito anos depois, o lugar era “interditado” para turistas pelo Ibama, por conta da morte de uma gente alucinada e alienada que tinha estado orando durante uma tempestade e morreu (que milagre!) com uma tromba d’água.

No ano passado, um amigo foi com a mulher passar férias em Morro de São Paulo.
Ela frisa que foi um presente oferecido pela sogra. Claro.
Voltou xingando cada minuto que passou lá. (Isabela concordou com as reclamações.)
Tudo ruim. Desde a travessia marítima, a comida, a hospedagem, os passeios. Tudo.
E claro, com o tal pagamento da taxa eco-terrorista de preservação ambiental.

Por acaso, esse mesmo casal está agora na Praia do Pipa, que foi um dos lugares de que eu mais gostei no Rio Grande do Norte, no longínquo ano de 2000.
Ele ainda não teve tempo de me contar o que está vendo lá.
Certamente não será coisa boa.
Tudo “evolui”.

Enfim,
o melhor lugar para fazer turismo com os ecochatos à solta, é ficar na sala do apartamento.
Pelo menos lá você terá liberdade para um monte de coisas que prefeituras, porkiticamente corretas, e outros mais te impedem em outros lugares.

Não se preocupe.
Daqui a pouco piora mais…

Já ouviu falar em Malthus?
Pois é…

Procure ler sobre os lemingues.
Pode ser útil.

la forza del destino

Encontrei um link para uma matéria de tv sobre as dunas de Genipabu invadirem as casas.

Na mesma hora me lembrei de uma casa que vi, em Santa Catarina, no final da década de 1990, que tinha sido “varrida” de cima abaixo pelo mar. Só havia ruínas.
Sabe como é, esse povo constrói onde não pode e depois faz cara de coitadinho.

No Espírito Santo há uma vila que foi coberta pela areia na década de 60 – Itaúnas, em Conceição da Barra. O lugar é deprimente.

Genipabu, além disso, com aqueles buggeiros chatos, foi o que eu menos gostei de Natal, quando visitei a cidade.

Repassei o link para alguns amigos, e um deles logo respondeu:

Dessa história conheço muito bem.
Vou te dar um relato que aconteceu comigo.

Estive em Natal em duas oportunidades: 1998 e 2010, todas no mês de julho.

Em 1998,  fiz o passeio em Genipabu. Naquela época não havia a ponte ligando o local a Natal. A travessia deveria ser feita por balsa. Quando cheguei para
atravessar, deixei o carro que estava no estacionamento que existia junto à balsa. E ali mesmo no pátio contratei um bugueiro muito bom e conhecedor
do local. Fiz um passei muito bom pois as dunas eram bem altas e realmente davam arrepios. E não haviam ainda os camelos.

Doze anos depois voltei. A ponte já existia e os bugueiros já ficavam em pontos específicos. Muita modernidade e pouca aventura pois as dunas não eram iguais
além de ter que aguentar o fedor das merdas dos camelos que tinham trazido para Genipabu.

Saí frustrado, pois não era mais a mesma coisa. Daí consegui contratar um guia do local, para me levar em outras praias. Era um cara mais ou menos da minha idade e começou a me esclarecer o porque das dunas não serem mais as mesmas.

Tudo se passa pela especulação imobiliária. Antigamente era proibido a construção de imóveis junto a orla em frente a Genipabu. O vento e o mar é que proporcionavam os movimentos das dunas. Em cada período elas modificavam de altura e local.

Aí apareceram as figuras políticas querendo ganhar uma grana fácil aprovando leis que legalizavam as construções, contra a vontade dos moradores da região que
cansaram de avisar que não daria certo as construções entre as dunas e a praia.
Moral da história: esqueceram de avisar o sr. Vento e a dona Mar para pararem de jogar areia, e as construções começaram a impedir o movimento das dunas.
Portanto adeus as dunas e casas impossibilitadas de se morar.
Aliás o Ronaldo Gorducho possui um Resort gigante inacabado no local.
Solução: demolição e prender os FDP’s que inventaram de ganhar uma graninha fácil.

Isso é antigo e a reportagem requentada. Coisa de jornalista preguiçoso.

Quando quiserem fazer um hotel à beira de um vulcão, não esqueçam de antes combinar com Hefesto para ele não derreter a construção, pois os vereadores da cidade, e os donos de construtoras, certamente não conseguirão mudar as leis da natureza.

A Lei Rouanet

A Folha publicou uma matéria sobre uso da Lei Rouanet.

O jornalista desanca o uso de recursos da desoneração fiscal para reforma de igrejas, pontes, sedes de governo, uma Oktoberfest e até celebração de torcida organizada.

Ponte? É a Ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis.

Sedes de governo? Campo das Princesas, em Recife, e Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Igrejas? igrejas e catedrais em Goiana (PE), Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Campinas.

Certamente o jornalista deve ter tido aulas de história apenas no cursinho pré-vestibular, com um desses professores que leciona (mal) o ateísmo comunistóide.

Será que o empregado da Folha nunca ouviu falar dos milhões de turistas que visitam Roma, Granada, Colônia ou tantas outras cidades?
Será que os turistas vão procurar apreciar a arquitetura das igrejas e templos, com pinturas, e esculturas, ou fazem as visitas para conhecer os prédios das redações dos jornais locais?

Não importa qual seja a religião dos grandes templos – Angkor, Taj Mahal, ruínas maias, pirâmides, templos gregos, catedrais católicas, etc. – essas grandes construções têm sim de receber apoio financeiro especial para continuarem a ser os grandes marcos referenciais da arquitetura de todas as épocas e de todos os lugares.

Se obras que envolvem religião não merecem apoio para conservação e restauro, então a Casa de Portinari, em Brodowski, tem de ficar abandonada. Os murais de Benedito Calixto ou de Aldo Locatelli podem despencar das paredes. Etc. e tal. Provàvelmente, também,  o autor da matéria no jornal não sabe o valor histórico da igreja de Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo.

Vale o mesmo para grandes palácios. Se fosse um dos caixotes de concreto armado, construídos pela “arquitetura moderna”, certamente o autor da matéria na Folha daria opinião diferente.

Se o jornalista acha que as construções brasileiras não merecem respeito, melhor mudar-se, por exemplo, para Havana, e tentar salvar os sobradões em ruínas da cidade.

Em tempo: sou contra, isso sim, o uso de dinheiro, através da Lei Rouanet, para espetàculozinhos de jazz ou de funk, com artistazinhos de 18a. categoria.

Uma comparação entre Lula e Dilma

Acabei de ouvir no rádio um comentário, em razão do incêndio na boate em Santa Maria:

  • Dilma cancelou os compromissos e imediatamente voou a Santa Maria, para ver a extensão da tragédia.

“Parecidinho” com aquele outro, que:

  1. quando caiu o avião da TAM só recebeu os parentes passado mais de um ano do acidente; ainda por cima, tivemos o desprazer de ver um de seus assessores (ou acessórios, penduricalhos) fazer o sinal de toptop para o caso;
  2. quando houve as enchentes em Santa Catarina, demorou para que ele sobrevoasse o local, de Helicóptero, sem pôr os pés naquelas terras alagadiças. Ficou de longe, e só foi mesmo porque eram muitos os protestos pela omissão evidente de sua majestade;
  3. quando houve os deslizamentos em Angra dos Reis, el-rei continuou a passar o ano novo em Aratu, e não se envergonhou de ser fotografado carregando isopor de bebidas.

Depois a esquerda festiva tem coragem de falar mal de Bushinho, que não foi a Nova Orleans. Não olha para a sujeira do próprio rabo.
Dilma pelo menos soube imitar o Obaobama, que suspendeu a campanha eleitoral quando houve outro desastre natural na Costa Leste dos EUA, em 2012.

Além de colocar a trabalhar todo o governo federal, repassando os recursos materiais e humanos que sejam necessários em Santa Maria, a presença física de um governante, quando ocorre uma tragédia, é uma imposição do cargo. Exceto para autocratas do século XVII. Esses costumavam se esconder em seus palácios alternativos.

regiões metropolitanas de araque

Por conta da notícia de que a ANATEL decidiu cobrar as ligações telefônicas dentro de regiões metropolitanas como ligações locais, descobri mais uma (três!!) aberrações que nossos queridos de-putados e executáveis fizeram: a criação das regiões metropolitanas da Capital, do Centro e do Sul……………………. de Roraima.

isso mesmo! Roraima, aquele poderoso estado que ainda não atingiu meio milhão de habitantes, conta oficialmente com TRÊS regiões metropolitanas!!! A da Capital ainda não chegou a 300 mil habitantes, mas as outras são de fazer chorar qualquer pessoa que tenha um mínimo de discernimento, de crítica, de vergonha na cara: a do Centro, cujo intenso centro urbano é Caracaraí, tem 27 mil habitantes, distribuídos em dois municípios, cujas sedes (não ouso chamar sedes municipais de cidades, embora seja isso o que a lei republicana inventou) distam 47 km entre si!!! A outra, a do Sul, é ainda muito pior: pouco mais de 21 mil habitantes, distribuídos em três municípios (São João da Baliza, São Luiz com Z, o menor município do estado, e Caroebe), em uma distância de mais de 50km de estrada na Amazônia.

É mais um fruto da constituição demagógica de 1988, que outorgou aos estados o direito de legislar sobre as regiões metropolitanas. Desde 1988 o IBGE apenas “acata” as decisões de nossos entes foederados (como se escrevia em latim).

Alguns estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul, têm critérios bem fundamentados e estudados, para a classificação de uma área urbana em região metropolitana ou uma aglomeração urbana. Afinal de contas, EMPLASA e METROPLAN têm gente séria e capacitada, com uma maioria de arquitetos e geógrafos para dar opiniões sobre temas referentes ao planejamento regional. Por isso mesmo, são estados “tímidos”, na hora de conceder honrarias a lugarejos que se arrogam a fama de metrópoles. Em São Paulo, apenas a própria vila de São Paulo de Piratininga, Campinas e a Baixada Santista são, até hoje, consideradas regiões metropolitanas (muito embora a assembléia de-putados estaduais tenha incluído Itatiba na região de Campinas, por questões meramente eleitoreiras). No Rio Grande do Sul, há apenas a região metropolitana de Porto Alegre, e reconhece, por sua vez, a existência de três aglomerações urbanas: a do Nordeste do estado (Caxias do Sul), a do Litoral Norte (Osório – Tramandaí – Torres), e a do Sul, no binômio Pelotas – Rio Grande.

Mas outros estados adoram inovar, e confundir para ganhar repasses de dinheiro: Santa Catarina é o melhor exemplo, com regiões metropolitanas que nem mesmo formam conurbações mínimas. Lages, Chapecó, e Tubarão, por exemplo. Seriam, na verdade, regiões de planejamento integrado, mas a vaidade barriga-verde falou mais alto. A confusão lá é tanta, que um pouco mais da metade dos 320 municípios do estado estão em alguma região metropolitana. Dá para acreditar?

Se é para inovar, Amapá criou sua região metropolitana, o Amazonas também (mesmo que cada município fique a horas de viagem do outro). Arapiraca, Imperatriz e outros lugares do interior, por mais importantes que sejam na esfera meso-regional, também passaram a ostentar o pomposo nome de metrópoles. Já que é assim, por que Roraima não seguiria os maus exemplos?

Enquanto isso, Sorocaba, Ribeirão Preto e São José dos Campos continuam a ser cidades de interior, mesmo que figurem entre os 50 mais populosos municípios de todo o Brasil, já que a demagogia ainda não feriu o oportunismo de legisladores de araque.

Como faz falta uma limpeza, que acabasse com municípios sangue-sugas, que só vivem do FPM para sustentar a própria burrocracia de vereadores e secretariados. Na hora em que é preciso administrar, e equipar as cidades com melhores recursos, nessa hora os municípios nada fazem – mas em casos de necessidade, pedem ajuda aos outros.

Aziz Ab’Sáber

Dá gosto ler a matéria do Professor Aziz Nacib Ab’Sáber no suplemento Aliás, do Estadão de ontem, 9 de janeiro.

Vai aí o link para a matéria Como morreram as casas, que se inicia no recente desastre de São Luís do Paraitinga, justamente a cidade-natal do Professor, mas que também aproveita e fala de uma porção outros assuntos de Geografia, hoje em dia invadidos por esses babaquinhas do eco-terrorismo.

Vale a pena conhecer a opinião do Professor sobre a candidata Marina Silva, do Partido Verde (aquele partido de Zèquinha Sarnento), sobre o IBAMA, a Conferência de Copenhague, o aquecimento global, os fatos que se repetem no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Angra dos Reis, sobre a culpa das prefeituras, etc..

Com isso, espero não falar mais de chuvas, enchentes e deslizamentos. Chega de dar atenção a políticos corruptos e a jornalistas mal-intencionados.

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