Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Sarney’

Parlamentarismo? Com eles?

Ouvi hoje um comentário de um “analista” dizendo que estamos vivendo um “parlamentarismo branco”.
Ué, mas os “inteligentes” não dizem que o parlamentarismo é a solução “prus pobrêma du braziu”?
Não esqueço que, em 1993, em coluna que mantinha no jornal O Globo, logo após a “crise collorida de caras-pintados” (hoje em dia ilustres caras-de-pau), Danusa Leão escreveu:

“A Câmara que votou no Inocêncio de Oliveira é a mesma que vai escolher o primeiro-ministro? Não quero o parlamentarismo.”

O comentário vale em gênero, número e grau para hoje em dia, 22 anos depois, com câmara e senado.

De lá para cá tem piorado bastante.

 -=-
Mas vá dizer isso à “situação” e à “oposição”…
Uns e outros repetem mantras como parlamentarismo e voto “detrital” como dogmas absolutos.
O que tem de fazer é acabar com os cargos de vice, copiados em 1891 da constituição americana.
Só que lá só há 2 grandes partidos (há séculos), e a chapa presidente-vice é definida bem antes de outros conchavos.
Une toute petite énorme différence com a Tupiniquinlândia.
Ah, só para lembrar: o parlamentarismo italiano é a fonte de todas as corrupções e fracassos políticos naquela “bota” –
Aliás, foi do parlamentarismo italiano que a CF 88 copiou as tais medidas provisórias, pois depois de ter sido preparado o texto parlamentarista pelos deputados travestidos, o patrono Sarney reclamou, já que ele não queria dividir “u pudê” – o presidencialismo tinha de ser mantido. Acabou-se o parlamentarismo mas ficaram as MPs. E manteve-se por todo o tempo uma crise ética e política.
O presidencialismo à americana é o modelo de grandes “democracias” como arghgentinha, braziu, países africanos de partidos únicos (de jure ou de facto), e outros.
Çináu dus pogréçios há tingidos.”

Entrevista, o filminho da sony

Essa lenga-lenga do filminho da çôni que foi “hackeado” pelos malvados norte-coreanos é mais uma prova de que o filme deve ser MUITO RUIM.

Tanto que até o maior escritor brasileiro vivo, depois do autor de Marinádegas Inflamadas, prontificou-se a exibi-lo.

Lembro de um pastelão da série James Bond que mostrava norte-coreanos plantando arroz, e nem por isso o filme foi “proibido”.

Ou seja, que jeitão de caô tem essa notícia…

A Sony deve estar – outra vez – mal das pernas.

 

P.S. – não durou nem uma semana e despencou a máscara de falsidade dos marqueteiros da Sony.
O filme pode ser visto sem o risco de cair uma ogiva nuclear norte-coreano nos espectadores.

Pedro Simon, coitadinho, quer mais oito aninhos

Depois de ter anunciado que iria deixar a política para cuidar dos bisnetos (os filhos já estão empregados), Pedro Simon, o impoluto senador histrião, decidiu voltar atrás e anunciar que irá ser novamente candidato, para mais oito aninhos de mamata no Senado, afinal de contas, como só tem 85, pode muito bem contribuir até os 160 na política, onde ainda está aprendendo, já que só entrou nela em 1958…

Para quem não lembra, é o mesmo político que disse, em 2009, que “temos de debater se as coisas acontecem pelas nossas ações ou pelas nossas omissões. Se votamos atos sem ninguém ter conhecimento do que se tratava, somos todos responsáveis”, em defesa do colega e amigo do peito José Sarney, o que desdisse logo em seguida.

De que adianta haver eleições no país, se os que dizem combater “o coronelismo, a corrupção, e o nepotismo” são os que se eternizaram no repetido discurso?

Amigos gaúchos: dêem a aposentadoria a esse senhor! Basta!

Por essas e muitas outras, temos de tomar cuidado quando apoiamos idéias parlamentaristas no Brasil…

 

Dinossauros do Oiapoque ao Chuí

Inacreditável!!!!

Na mesma semana dois tiranossauros rex da política brasileira anunciaram que vão retirar-se da política após o término do qüingentésimo mandato, em janeiro de 2015: José Sarney e Pedro Simon, justamente senadores que representam o Amapá – Oiapoque, e o Rio Grande do Sul – Chuí.

Isso mesmo. Brinquem com os bisnetos e os tataranetos!

Já brincaram demais com os brasileiros.

Espero que outras mudanças ocorram ao longo de todo o litoral e do interior do país.

Basta de Suplícios, de Calheiros, e de tantos outros pterodáctilos até mesmo pré-Cabralinos.

Se eles não saem por bem, que decretemos nós o fim do político profissional.

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biografia

as bancadas dos estados na câmara dos deputados

A O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442maioria dos ministros do ínfimo tribunal fedemal julgou inconstitucional a resolução do superior tribunal eleitoral que havia redefinido o tamanho das bancadas dos Estados e do detrito fedemal na cama de putados para as eleições de 2014, e a lei complementar que definiu a côrte eleitoral a definir os cortes (e acréscimos) dos quantitativos.

Argumento: o parágrafo 1º do artigo 45 da constituição de 1988 (aquela que a cidadania nunca teve a oportunidade de referendar) prevê que o quantitativo das representações seja definido em lei complementar, e não em decisão de tribunal.

Entendeu?

Eis:

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
§ 1º – O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.

LEI COMPLEMENTAR Nº 78, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1993

Art. 1º Proporcional à população dos Estados e do Distrito Federal, o número de deputados federais não ultrapassará quinhentos e treze representantes, fornecida, pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano anterior às eleições, a atualização estatística demográfica das unidades da Federação.

Parágrafo único. Feitos os cálculos da representação dos Estados e do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fornecerá aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas.

Art. 2º Nenhum dos Estados membros da Federação terá menos de oito deputados federais.

Parágrafo único. Cada Território Federal será representado por quatro deputados federais.

Art. 3º O Estado mais populoso será representado por setenta deputados federais.

Art. 4º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 30 de dezembro de 1993

Bem, a comédia de erros é grotesca. Existe lei complementar, que não foi cumprida.
O IBGE é o órgão que deve fornecer os elementos para a re-definição das bancadas.
A revisão do tamanho das bancadas deveria estar regulamentada no ano anterior às eleições.
Contudo, o STF entende que a Lei Complementar 78/93, na qual se baseou a resolução do TSE, é omissa quanto ao tamanho das bancadas, e deixou de fixar os critérios de cálculo (!!) que legitimaram a atuação do TSE.

Tudo é feito “nas coxas”. Leis mal redigidas, pois suas excremências não querem perder tempo com textos que possam ser incisivos. Nada como contar com “dúvidas” que serão “dirimidas” por “interpretações” convenientes a cada situação, por sinistros nomeados pelo podre executivo.

Sabe como se chama isso tudo: o maldito conluio dos três podreres baseados nas teorias de um barão francês (baixa nobreza), que na verdade estava preocupado em garantir a ascensão política do grupo em que estava incluído.

No caso brazuca, o pior: quem vai querer contrariar os amigos políticos dos Estados que seriam prejudicados?
Que sejam pois prejudicados os brasileiros de todo o país, que não é representada, de fato, no tal poder indigestivo, encarregado de redigir leis para todos (menos para eles).

Não tenho dúvidas de que se a CF tivesse sido redigida pela comissão das costureiras das escolas de samba haveria mais objetividade e menos dubiedade.
O que tivemos, porém, no festival de demagogias de 1987/1988, promovida por “aquele presidente”, foi uma constituição escrita pela OAB e outros lobistas (*) , repleta de aberrações (como os já revogados juros de 12% ao ano), de “interpretações” e de “complementos esclarecedores”.
Sem contar que, no cãogresso nacional, tudo é votado à noite, escondido da população.
Há que se garantir “umas tantas boquinhas”…
-=-=-

(*) lobista = grupo que pratica lobotomia em grandes setores da população

 

municípios, o câncer – outra vez

O IBGE publicou outro levantamento sobre essa célula cancerosa da federação, o município, que vivem de sugar recursos  para sustentar a própria máquina des-administrativa e suas mordomias.

Vamos lá:

  • só no Brasil que qualquer lugarejo, sede municipal, recebe o pomposo título de cidade. Cidade é aquele lugar com atividade econômica urbana, e não vilas rurais, com 800 pessoas.
  • a esmagadora maioria dos municípios tem menos de 50 mil habitantes. 50 mil é um número razoàvelemente elevado, concordo, mas em países muito menores, como a Dinamarca, município precisa ter no mínimo 20 mil habitantes. A Suíça fez uma “limpa” em seus municípios, nos últimos anos – claro, é um país “pobre”. Outros exemplos existem, mas estou agora com preguiça de sair pesquisando. No Brasil, há municípios que sequer superfície têm.
  • município não precisa de câmara de “roedores” remunerados. Isso não existe em quase nenhum lugar do mundo. Vereador é como um membro do conselho de um condomínio. Nem salário, nem gabinete com assessores, nem, muito menos, carro oficial. Transporte coletivo é bom para saber a quantas vai a realidade do lugar.
  • em alguns estados, mais de 20% das células federativas cancerosas tiveram diminuição da população, ou seja, seus habitantes mudaram-se nos últimos 13 anos para viver em centros urbanos maiores – AL, BA, GO, MG, MT, PB, PR, RO, RS, SC, sendo que média brasileira ficou em 1175 municípios “encolhidos” no total de 5570 “cidades”. Todo o Sul está com excesso de municípios, basta dar uma olhada no mapa e ver quantos fragmentos quase invisíveis há por lá. Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul têm, cada um, mais de 100 municípios em estágio de retração – populacional e econômica.
  • a maioria dessas células cancerosas foi emancipada após 1980, ou seja, depois da implantação da constituição demagógica imposta pelo congresso travestido dos políticos amigos do poeta maranhense;
  • lógico que suas excremências recorreram ao judiciário para não perder a mamadeira proporcionada pelo Fundo de Participação dos Municípios. Nenhuma ótóridade lembrou-se de cortar os próprios gastos para se adequar aos recursos disponíveis.

E assim vamos indo.

Lógico que poderia ser pior: poderíamos ter o voto distrital e os famosos burgos podres.

 

Nossa língua

É comum algumas “peçôas inguinorantes” usarem como desculpa para a linguagem ruim o chavão de que “português é uma língua muito difícil”.

Claro, temos 15 casos de declinações, como o finlandês;
temos verbos “separáveis”, como o alemão;
substantivos concordam com o possuidor, como em árabe (“meu caso” no masculino e “minha casa” no feminino, se fôssemos comparar);
verbos são conjugados de acordo com o sexo e a idade da pessoa que fala E da que ouve, como nas línguas do Extremo Oriente;
a letra U tem várias pronúncias diferentes, como em inglês;
o som de F pode ser escrito F, PH ou GH, também como em inglês;
temos masculino, feminino e neutro, como em dúzias de línguas;
temos singular, plural e dual (grego e árabe, por exemplo); e tantas outras especificidades “complicadíssimas”.

O mais difícil em nossa língua é a vontade de aprendê-la, dificuldade que só tem aumentado com o número de “professores” que acham que “phallar herado he serto”.
Por isso, camisetas de uma escola aqui no DF, que apareceram com “Centro de Encino”. Mas que barbaridade, qualquer piá sabe que o correto é “sentro de incino”.

Bem, há alguns dias um aluno de oito anos atirou uma cadeira em uma professora, em Santos, e a secretária municipal de des-educação afirmou que o menino era uma “vítima”.
Nada mais natural que predomine a tendência comodista à inversão de valores.

Pior ainda, temos de tolerar (até quando?) as demagogias de alguns senadores (e ex-senadores), com seus discursos desgastados e mentirosos sobre o tema “educação”.
Por aí caminhamos com passos decisivos em direção ao precipício.

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