Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘senador’

suplentes

Alguma vez sei que já escrevi sobre essa coisa maluca que temos no Brasil, chamado suplente de senador (dois!), e o site Globo.com fez uma matéria sobre os que não tiveram votos, e que constituem agora 20% do total.

Como comentei anteriormente, sou a favor da extinção pura e simples dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições.

Pior ainda quando esses seres ruins de votos assumem porque houve um acordão entre o financiador da campanha e o dondoco que recebeu os votos.

Existe, porém, na cabeça do brasileiro uma lavagem cerebral de que “é normal” que quem está no legislativo ocupe cargo no executivo. E assim se perpetua a troca de favores entre partidos e políticos…

Há países onde a regra é oposta: quem está em um poder não pode assumir cargo em outro.
Se isso é regra no sistema parlamentarista, é sempre bom lembrar que no famoso plebiscito de 1993 a população repetiu o mesmo resultado que havia dado em 1963: a maioria do eleitorado prefere o presidencialismo – apesar dos filósofos, dos cientistas políticos, e de todos os assessores de políticos.
E, em alguns países é simplesmente vedado que quem ocupa cargo em um podRer vá para outro.

Tenho nove mil novecentas e noventa e nove razões para objetar contra o parlamentarismo – inclusive nos chamados países desenvolvidos. Prefiro o sistema semi-presidencialista (ou semi-parlamentarista)  francês e português, em que presidente e primeiro-ministro dividem as atribuições do pHoder executivo.

Como já disse em 1993 a famosa Danuza Leão: parlamentarismo com esses deputados? Inocêncio de Oliveira como primeiro-ministro?
Pois é, hoje em dia teríamos tido Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha e Waldir Maranhão na chefia do governo. Sem falar do que temos atualmente e das opções que nos foram apresentadas para o próximo biênio. Ou quem sabe Sarney e Calheiros, se a preferência fosse pelo senado.

Não dá. Não dá mesmo para mantermos os suplentes e tampouco para devaneios de sistema parlamentarismo.

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O semipresidencialismo

Embora tenha sido publicada em abril, só em outubro os demais meios jornalísticos perceberam que o ministro do STF Luís Roberto Barroso defende o semi-presidencialismo como sistema de governo para o Brasil.

Não é devaneio de advogado. É a constatação de que termos copiado, com a república, o presidencialismo “imperial” do modelo dos Estados Unidos, gera mais instabilidade do que governabilidade nos outros países da América.

E para quem defende o parlamentarismo, que tentamos (em golpe) implantar em 1961 (com o contra-golpe que o eliminou em 1963), basta lembrar quem seriam nossos primeiros-ministros.
Severino Cavalcanti, Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia, Michel Temer, Marco Maia, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha – se prevalecerem os deputados, ou
Edison Lobão, Ramez Tabet, José Sarney, Renan Calheiros, Tião Viana, Garibaldi Alves Filho, José Sarney (de novo), Renan Calheiros (de novo), no caso de senadores prevalecerem.
É esse o parlamento que teríamos para exercer também as funções do Poder Executivo.

Cabe agora um parêntese – o jornalista que fez a matéria confundiu “ligeiramente” o parlamentarismo com o semi-presidencialismo. Normal… – nem sempre gosta de pesquisar.

Bem, de toda modo, não dá mais para o Brasil insistir em copiar o modelo hiper-presidencialista, ainda mais quando, desde 1889, sempre vivemos crises entre o presidente e o vice. O que se dirá entre os poderes?…

Precisamos de todo tipo de reforma. Eleitoral, política, tributária, da federação (e nossos perdulários municípios), e tantas outras.

Tantas reformas, que tornam evidente que precisamos de uma futura constituição, com o “pequeno enorme detalhe” de seja feita por pessoas que não sejam os próprios beneficiários dela, como ocorreu no golpe de 1987-1988.

 Atenção:  este post foi escrito em outubro de 2015.  Antes da tentativa espúria do PMDB de querer “sugerir” essa reforma, em março de 2016.

últimas notícias

As últimas notícias, que “pipocaram” durante a semana, são mais velhas do que a Sé de Braga, como diria uma professora que tive.

Obaminha “reconheceu” que já deveria ter fechado Guantánamo, promessa de campanha na primeira eleição. Como diriam Burt Bacharah e Hal David: “promises, promises”…

A Tunísia não é mais um país “estável”, depois que a “primavera hilária” derrubou um ditador e deixou à vontade “o trabalho” dos grupos religiosos radicais.

Políticos brasileiros brigaram na base dos xingamentos de Vossa Excelência. Seria muito mais preferível, para todos nós, que Suas Excremências usassem as práticas de pugilato que são comuns nos parlamentos de países da Ásia amarela.
Acho que poderiam liberar o porte de armas no recinto, como era na época em que Arnon de Mello matou José Kairalla, porque errou o tiro que era dirigido a Silvestre Péricles, todos os três senadores em 1963.
A “sociedade civil” agradeceria, já que em ano de corte de gastos, e aumento de impostos, o legislativo teve o desplante de aumentar suas despesas, mordomias e mamatas (como a farra das passagens aéreas para tutti quanti) , inclusive no “repasse” para o tal Fundo Partidário.

Bibi Netanyahu ganhou as eleições legislativas em Israël, apesar dos prognósticos de “analistas” e “cientistas” políticos (os famosos palpiteiros).

Na Tupiniquinlândia, um famoso instituto de pesquisa, o Babafalha, errou em algumas centenas de milhares o número de pessoas que foram às manifestações na Avenida Paulista, no último domingo. Sem contar que, nas distorções que a enpreimça faz contra a língua portuguesa, a manifestação chapa-branca de R$ 35,00 da sexta-feira 13, pró-governo, foram chamadas de “protestos”. Hoje em dia protesta-se a favor. Lutero que o saiba.

“Descobriram” que o programa “menos médicos”, que se instalou em vários municípios, era apenas uma forma de desviar dinheiro público para Cuba reverter o mesmo no treinamento de “companheiros” para o proselitismo político (ou será religioso, tal a lavagem cerebral?) .

“Descobriram”, também, que as empreiteiras emprestavam dinheiro para campanhas eleitorais, já que dinheiro que seria devolvido na forma de contratos públicos, com a ajuda de um ex-ministro que, condenado e preso, virou “consultor”.

Isso é só a “ponta do iceberg”, já que todas as “notícias fresquinhas” eu, um reles pessimista incrédulo, já “desconfiava” há tanto tempo, que havia anteriormente registrado no blog esses furos da enpreimça (furos no sentido normal – de erro, e não de motorista apressadinho que faz barbeiragens no trânsito para chegar primeiro).

Despedida da vida política

“Eu tenho um arrependimento, até fazendo um mea-culpa. Penso que é preciso proibir que os ex-presidentes ocupem qualquer cargo público, mesmo que seja cargo eletivo. Nos Estados Unidos é assim, e eles passam a ter uma função que serve ao país. Então, eu me arrependo. Acho que foi um erro que eu cometi ter voltado, depois de presidente, à vida pública.”

José Sarney, despedindo-se do Senado.

Acho que o exemplo dos Estados Unidos é pouco.
No caso do Brasil, políticos deveriam ser enterrados vivos – com todos os assessores e parentes, é claro.
Ou seria mais interessante estabelecer guilhotinas em praças das capitais?
Fuzilamentos em estádios acho pouco emocionantes.

Nepotismo e “trabalho voluntário”

Há uns dias, li uma matéria sobre com apenas um voto suplente assume vaga – o dela mesma – que foi empossada no cargo, em um municìpiozinho de 1700 habitantes (com prefeitura, secretários, vereadores, carros oficiais, etc. e tal, tudo pago pelo FPM).
A começar que ela tinha se candidatado a pedido do marido, presidente local de um partido de aluguel, para preencher a “cota” de mulheres. Começa daí o absurdo.
Receberá o salário, enquanto o titular também o recebe, durante licença médica. Será que estava mesmo tão doente? Ou era um acordo com o presidente do partido? Isso é tão comum no senado – ficar doente para o suplente financiador da campanha assumir o cargo.

Uns dias depois, li um artigo sobre municípios na “pura e imaculada Suíça”, que dizia que, no país alpino, o governo municipal é composto por cinco membros, dos quais um é o prefeito. Fazia parte do texto as afirmações de

Como é tradição na Suíça, eles exercem seus cargos eletivos no sistema de milícia, ou seja, não são remunerados por isso. Comissões formadas por moradores regulam áreas como a de construção, administração, cultura e lazer ou política. A administração fica a encargo de um administrador profissional, responsável pela coordenação dos funcionários.

Nossa, fiquei arrepiado.
Até parece.
Um amigo que vive atualmente na Suíça (país que sedia a FIFA) já havia anteriormente comentado que é preciso ver comentários elogiosos àquele país com lupa, pois o que se vê não é nada tão voluntário assim, bem o contrário.

Conheci uma estrangeira que vivia em Zurique, há vários anos, que comentou sobre o nepotismo cruzado no país.
Um político arruma um empreguinho público para a filha de um outro político, e esse garante uma vaga para a mulher do primeiro.
Assim se garante a “coesão” entre alemães, franceses e italianos (dizem coesão, mas podem chamar de cumplicidade) .
Suíços têm o dinheiro no coração e a alma no banco.

Que belo exemplo.
Não difere muito do que temos na Tupiniquinlândia. Um deputado de partido de direita do Sul emprega a filha do deputado esquerdista do Nordeste.
Fora isso, uma ou outra “contribuição” de uma empresa para o “trabalho” do político.
Sem contar que sabemos como operam “milícias” em diversos municípios brasileiros.
Assim caminha a humanidade…

Pedro Simon, coitadinho, quer mais oito aninhos

Depois de ter anunciado que iria deixar a política para cuidar dos bisnetos (os filhos já estão empregados), Pedro Simon, o impoluto senador histrião, decidiu voltar atrás e anunciar que irá ser novamente candidato, para mais oito aninhos de mamata no Senado, afinal de contas, como só tem 85, pode muito bem contribuir até os 160 na política, onde ainda está aprendendo, já que só entrou nela em 1958…

Para quem não lembra, é o mesmo político que disse, em 2009, que “temos de debater se as coisas acontecem pelas nossas ações ou pelas nossas omissões. Se votamos atos sem ninguém ter conhecimento do que se tratava, somos todos responsáveis”, em defesa do colega e amigo do peito José Sarney, o que desdisse logo em seguida.

De que adianta haver eleições no país, se os que dizem combater “o coronelismo, a corrupção, e o nepotismo” são os que se eternizaram no repetido discurso?

Amigos gaúchos: dêem a aposentadoria a esse senhor! Basta!

Por essas e muitas outras, temos de tomar cuidado quando apoiamos idéias parlamentaristas no Brasil…

 

Dinossauros do Oiapoque ao Chuí

Inacreditável!!!!

Na mesma semana dois tiranossauros rex da política brasileira anunciaram que vão retirar-se da política após o término do qüingentésimo mandato, em janeiro de 2015: José Sarney e Pedro Simon, justamente senadores que representam o Amapá – Oiapoque, e o Rio Grande do Sul – Chuí.

Isso mesmo. Brinquem com os bisnetos e os tataranetos!

Já brincaram demais com os brasileiros.

Espero que outras mudanças ocorram ao longo de todo o litoral e do interior do país.

Basta de Suplícios, de Calheiros, e de tantos outros pterodáctilos até mesmo pré-Cabralinos.

Se eles não saem por bem, que decretemos nós o fim do político profissional.

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