Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘shopping centers’

A Copa e a economia

Uma das muitas mentiras que se dizia a favor da copa do mundo no Brasil é que ela serviria para alavancar a economia do país.

Ontem, comentei por e-mail com amigos que Brasília, por conta de jogos na cidade, e de jogos do Brasil, virou uma cidade fantasma.

Restaurantes comuns fechados (nem quero imaginar aqueles usados pelos políticos, que só devem reabrir em fevereiro de 2014, depois das campanhas e das eleições).
Sorveterias às moscas.
Cafés sem clientes.
Ruas sem ônibus.
O edifício onde moro semi-vazio: muitos moradores foram para hotéis-fazendas, e outros passeios de poucos dias, como Pirinópolis.
Escolas fechadas.
Creches e escolinhas de crianças chatas fechadas.
Repartições públicas fechadas.
Bancos fechados.
Consultórios sem atender pacientes.
A oficina do carro fechada dia sim dia não.
Fui ontem à tarde (domingo) a um shopping center, e parecia um prédio fantasma.
A única coisa que tem funcionado “acima da média” são os bares, botecos, pontos de venda de drogas, e coisas do tipo, que existem em lugares “bem conhecidos”.
A Folha de São Paulo publicou matéria de que restaurantes na região dos Jardins têm sido ameaçados pela “concorrência”. Falsa ameaça? Who knows, chi lo sa, …

O calendário tem sido este:
dia 12 – 5a.f – abertura – jogo do Brasil em SP – Brasília parada
dia 13 – 6a.f treze – dia de não fazer nada
dia 14 – sábado
dia 15 – domingo – jogo Suíça x Equador em Brasília
dia 16 – 2a.f – descansar do domingo e se preparar para a 3a.f
dia 17 – 3a.f  – jogo do Brasil em Fortaleza – Brasília parada
dia 18 – 4a.f – dia de curar a ressaca do 0x0a
dia 19 – 5a.f – feriado – jogo Colômbia x Costa do Marfim – cidade inteiramente parada – silêncio de cemitério militar
dia 20 – 6a.f – dia de não fazer nada
dia 21 – sábado oco
dia 22 – domingo véspera de feriado
dia 23 – 2a.f – jogo do Brasil em Brasília, contra os risoles de camarão –

Só aí contabilizam-se DOZE dias parados.
E o pessoal ainda vem falar da “economia”?
Só se for economia de eletricidade, com tudo vazio, os ares condicionados desligados, etc.
Por isso não houve apagão.

Um primo que mora em São Paulo, engenheiro autônomo, disse que está sem conseguir trabalhar pràticamente todo o mês.

Está pior do que a semana entre Natal e Ano Novo…..está ruim para trabalhar sim!!!!
é que ninguém fala….
Não consigo nem agendar dentista…

Um amigo, também em São Paulo, contou que o Poupatempo (psiu, na-hora, e sei lá quantos outros nomes nos outros estados) está com super-atraso na entrega dos documentos.

Hoje encontrei uma matéria na edição Campinas de O Globo, em que os comerciantes da cidade relatam prejuízos de até 80% nos dias de jogos do Brasil .
É que Campinas não sedia jogos – se não, os prejuízos seriam também nos dias de jogos dos outros países.

Não faltam matérias nos jornais de que os turistas dormem em saguões de aeroportos, em automóveis, e outros lugares não convencionais.
Excesso de lotação nos hotéis?
Não, reação contra preços abusivos que foram cobrados.Recebi toneladas de e-mails com “promoções” de empresas aéreas e de hotéis, para eu programar viagens neste mês.

Bem, mas ouvi no rádio que o movimento de drogas em Vila Madalena, tradicional reduto de “uma facção criminosa de São Paulo”, está com negócios a todo vapor (a toda fumaça e a todo pó).
Acredito que também estejam bons os negócios para as moças da difícil vida fácil.
Talvez fosse esse mesmo o objetivo de alavancar a economia que prometiam.

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Banheiros

Acho curiosa a “tendência” dos imóveis residenciais, feita por arquichatos cheios de excrementos nas idéias, de ocupar uma significativa parte dos apartamentos (e casas) com os banheiros.

Um apartamento de quatro quartos, em média, tem cinco ou seis banheiros, incluído o tal lavabo. A metade, é claro, seria suficiente.

O desperdício de área útil é impressionante!
O desperdício de material hidráulico vem embutido no custo da construção.
O desperdício de dinheiro para a manutenção dessas áreas também é elevado, pois nos super-mercados material de limpeza custa mais caro do que comida.
O desperdício de água para a limpeza é alto, pois mesmo sem utilidade, é necessário limpá-los regularmente.

Privacidade (para combinar com privada) em excesso. Ninguém na família pode usar o mesmo “espaço de meditação” que outra pessoa.
Antigamente, casas eram construída com apenas um banheiro, cinco ou mais pessoas nelas viviam, e todas se respeitavam. Havia um arranjo entre os moradores sobre precedência e horários para uso do cômodo. Não era por conta desse único banheiro que os casais se separavam, ou os filhos brigavam com os pais e iam morar fora.

Hoje em dia, existem apartamentos do chamado “alto padrão”, em que até mesmo a suíte do casal tem “o banheiro do marido e o banheiro da marida”. Juro que não consigo entender a lógica. Alguma coisa está equivocada nessa empurroterapia banheirística das construtoras e dos arquichatos.
Claro que, por conta desses equipamentos, as construtoras cobram muito mais do que se fosse uma planta mais convencional, sem tantas instalações hidráulicas.
Pior que os compradores não têm coragem de falar sobre isso com os corretores de imóveis. Seria perda de status.

Eu sugeriria que a área desperdiçada com tantos sanitários fosse aproveitada com mais espaço para os quartos, com mais espaço para a cozinha (que não é sinônimo de corredor, como ainda pensam alguns arquichatos com conceitos da década de 1960), com espaço para mais uma sala.

Por falar em privacidade, fica uma pergunta: no trabalho, na escola ou na rua (e shopping centers), essas pessoas têm banheiros exclusivos para si?

ATTB

cadastro

Já ouvi em várias ocasiões comentários contra essas lojas com falta de desconfiômetro, que querem fazer “cadastro dos clientes”, para depois inundá-lo de propagandas inúteis e indesejáveis.

No ano passado, fui comprar uma camisa para presentear um tio, e a loja queria fazer o tal cadastro. Eu respondi que não precisavam de todos meus dados, porque iria pagar em dinheiro, já que eles eram tão ranhetas para receber cartão. Insistiram que sem o cadastro “o sistema” (sempre ele, sempre o tal sistema) não poderiam fazer a operação. Simplesmente respondi que eu iria a outra loja no mesmo andar, bye.

Hoje quis comprar um livro, que estava em liqüidação (“oferta” para se livrarem dos encalhes que não tinham sido o sucesso de venda que eles imaginavam). Lá veio o vendedor com a história do cadastro. Simplesmente deixei o  livro em cima de uma estante e fui embora.

Será que eles dariam todos seus dados pessoais, se precisassem nos perguntar onde fica o banheiro mais próximo do shopping?

O tal mercado fede.

Papai Noël

Nesta época do ano, é comum entrarmos em uma loja (ou em um centro comercial, chamado brasileiramente de xópim) e ter como fundo musical “Papai Noël”.

Se os lojistas prestassem atenção na letra (eu pensei que todo mundo fosse filho de P.N.; … ; felicidade é brinquedo que não tem) deveriam corar de vergonha. Sobretudo quando sabemos que os preços em janeiro serão mais baixos.

Consumismo mundial do solstício de dezembro.

Brasília, os grileiros e os estacionamentos

Nesta cidade de grileiros, onde condomínios são implantados em áreas públicas, onde comércio se instala em “puxadinhos”, onde deputados distritais (os vereadores de luxo inventados num arroubo lítico populista de Ulisses Guimarães, em 1988) fazem manifestação contra a cobrança pelo estacionamento em shopping centers, onde “flanelinhas” recebem coletes para demonstrar que são cadastrados para extorquir a população (que se recusa a ter parquímetros ou zonas azuis), onde qualquer motorista se julga no direito de parar em fila dupla (“é só um minutinho”), a novidade é que vão usar parte das áreas não ocupadas das quadras comerciais para fazerem “puxadinhos”, que vão servir de estacionamentos.

Logo eles serão privatizados com correntes e virarão sei lá o quê.

Ninguém se preocupa em melhorar os meios de transporte públicos para que os automóveis sejam deixados de lado, ao contrário, “vamos incentivar”. Deve ser a força do cartel dos donos de postos de combustíveis, jamais fiscalizados pelo CADÊ.

Brasília, uma cidade que nasceu na ocupação de terras de Goiás, e cuja população consome, provàvelmente através da água dos garrafões, alguma bactéria que inocula a doença da falta de urbanidade. O você-sabe-com-quem-está-falando não é doença do período militar, como dizem alguns “analistas”, é doença dos grileiros.

Prefiro filtrar a água da torneira, e ir embora para Goiás. Lá existe zona azul, motorista de ônibus circula pelas faixas determinadas e pára nos locais marcados. Gente que se cumprimenta nas ruas e nas lojas, bem o contrário desta falsa metrópole, com pés de lama. E ainda há jornalistas, como Cláudio Humberto, que na BandNews caçoa dos goianos. Coitadinho, ele nem conseguiu entender que a geometria das cidades é diferente…

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Brasília: terra de calangos ou de camaleões? –  14 de outubro de 2009

 

diploma em carnês

Há uns dias reparei que uma conhecida “universidade” particular, dessas que têm filiais em vários lugares do Braziu, tem um quiosque no andar térreo de um dos mais movimentados shoppings de Brasília, ao lado de uma operadora de celulares, e de uma sorveteria.

Como o objetivo dos quiosques é vender, entendo que basta chegar a ele, escolher o curso do qual se pretende o “canudo”, e depois aguardar o carnê para o pagamento das prestações.

Um colega de trabalho me comentou que, além do pagamento, o carnê tem de ser carimbado, a cada semestre, na secretaria da escola.

Depois teremos mais um “profeçionau univercitariu no Braziu, deses ki fala e iscreve “ouveram menas resposta das otoridade aus qestionamento da sossiedade”.

O único erro nessa relação de compra e venda é do Procon, que não fiscaliza a qualidade do produto. O MEC e os professores são os atravessadores que atrapalham o negócio.

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