Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘telefone celular’

whatsapp

É insuportável esse hábito de mandarem filmes com 5 horas de duração pelo whatsapp.

Filmes interessantes como batidas de automóveis,
lutas de box entre cachorros,
tropeços de bêbados,
músicas de famosos cantores de fundo de quintal,
malabaristas do cirque de la lune,
e outros lixos.

lixos

lixos

líxos

lixos

lixos

lixos

lixos

lixos

lixos

lixos

lixos.

Espero que dentre de algumas semanas eu possa me livrar para sempre dessa coisa abominável que é o whatsapp.
Falta pouco para poder organizar minha vida sem ele.

Assistir algo enviado por e-mail,
sentado diante de um computador, confortável e sozinho,
é uma coisa,
porém

esse lixo

lixo

lixo

lixo

lixo

que invade o telefone amebular sem a menor cerimônia com o ambiente onde você está,
e sem a menor noção de conforto e de simancol,

é um pouco de muito!

Faça o mesmo!

Ajude a passar um papel higiênico nesse tal de zapzap.

Ele pode servir para coisas mais úteis!

Além disso, telefones amebulares provocam lesões nos punhos, nos ombros e na coluna cervical.
Perguntem aos fisioterapeutas.

Mário Quintana

Espelho Mágico

L (cinqüenta)

Da Amizade entre Mulheres

 

Dizem-se amigas… Beijam-se… Mas qual
Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia…

 

Bem, Quintana escreve essa trova em 1951, em homenagem à memória de Monteiro Lobato.

Como reagiria o grande e velho Mário Quintana se ainda vivo fosse?

Nas escadas rolantes de centro comercial, o mais comum é ouvir uma falsa madame de 20 ou 30 aninhos, falando bem alto ao telefone amebular:

– Oi miga, nem te conto, você nem imagine o que ….

Na vitrine de uma loja de “decocoração”, vi uma tranqueira à venda com o texto

Miga sua louca.

Sempre fico na dúvida se miga é forma reduzida de migalha ou de inimiga…

 

 

Powerpoints e filmecos

Há uns anos (dez ou quinze, mais ou menos) houve uma enxurrada de mensagens que usavam e abusavam do famigerado powerpoint.
Tudo era motivo para se fazer e enviar um PPT.
Paisagens, receitas de bolo, e também receitas de auto-ajuda.
Era uma coisa de péssimo gosto.
Tanto que este ano, quando um certo grupo de rapazes “bem intencionados” trouxe a público um powerpoint para exibir as “convicções” dos doutos homens, as críticas nem eram pelo conteúdo, mas sobretudo pela horrível apresentação das idéias.

Hoje em dia a moda são os vìdeozinhos.
Filmecos de cachorrinhos brincando, crianças fazendo caretas, vidiotas russos se exibindo no trânsito, cidadãos revoltados com políticos, pretensos cômicos e falsos cantores.
O pior é que com a facilidade dada pelos telefones amebulares, a invasão desse lixo é maior do que a dos out-of-date powerpoints.
As empresas que produzem os amebulares ficam excitadas com o modismo, pois a maior parte das pessoas nem sabe o quanto da memória aqueles vìdeozinhos usam do amebular, e pouquíssimos sabem limpá-la. O conselho é sempre comprar um novo telefone para carregar mais lixo.
Para piorar, há pessoas que enviam filmecos daqueles pretensos cômicos, quando seria mais fácil assistir os vídeos naquele canal apropriado, o sintuba.

Atualmente, quando recebe pelo whatsapp uma mensagem, e aparece o aviso que o interlocutor enviou um vídeo, deleto imediatamente. Sei que não será nada de útil – apenas mais um lixo para fazer perder tempo.

Sou velho, mau humorado, e quero manter meu direito à rabugice que me cabe no latifúndio cibernético.

Whatsapp eu utilizo para mensagens importantes, do tipo entrar em contacto com um eletricista, ou o martelinho-de-ouro.
O restante da memória do telefone aproveito para aplicativos mais importantes.
Dispenso integralmente filminhos que agradam quem antes se deleitava com powerpoints. Deletar, e não deleitar, é o que faço várias vezes por dia.

Sempre me convenço:
Uma imagem mente mais do que mil palavras.
É só lembrar de Forrest Gump.

Apple, a obsolescência programada

Meu primeiro símbolo de “consumo inteligente” foi um i-pHód.
Quando comprei, o vendedor esclareceu que quando a bateria parasse de funcionar, não haveria modo de trocá-la. Eu teria de trocar o aparelho.
Usei pouquíssimo aquele símbolo de status da classe média coxinha. E o aparelho, inútil, ultrapassado, está atirado em algum canto impenetrável do apartamento.

No trabalho, meu então chefe um dia chegou entusiasmado porque tinha comprado um Mac.

“Um computador que liga quando a gente aperta o botão para ligar, e que desliga quando a gente manda desligar. Não é como aquelas coisas lentas do Guilherme Portões.”

Pouco tempo depois comprei um MacÃo de mesa, aquele negócio deslumbrante, com tela de 100.000 polegadas, e coisa e tal.
Funcionou bem, no início.
À medida que eu colocava mais arquivos, e mais aplicativos e programas eram instalados por necessidade de uso, a máquina ficava um pouco mais lenta.
De qualquer modo, eu tinha de manter o velho computador ao lado, porque os programas da Receita Federal tinham dificuldade para funcionar no sistema operacional da Maçã. Afinal de contas, a maior parte dos informatiqueiros só pensava com cabeça de Janelas.
Por isso mesmo, há sites que difìcilmente são acessíveis pelo navegador Safari – é necessário usar Firefox Mozilla ou Google Chrome.

Algum tempo depois, por conta de tantas viagens, comprei um MacBook, daqueles branquinhos, lindo, que podia ser expandido.

Bem, como já disse o i-pHod tornou-se uma inutilidade.
O MacÃo de vez em quando dava alguns problemas de software. Do tipo expelir sem minha autorização um programa que não tinha sido comprado na loja delas.
Foi ficando mais e mais lento.
Até que um dia resolveu não mais iniciar (aquilo que informatiqueiros enguinorantes traduziram por inicializar).
Pergunta aqui, pesquisa ali, descobri em Brasília algumas autorizadas legítima, daquelas onde os funcionários usam brochezinhos (bottomzinhos com formato de maçã), pois “ténikus ispesssialisadus” há até mesmo no subsolo da padaria aqui ao lado, embora os applemaníacos garantam que isso de “curiosos” só existe com os velhos e antiquados Janelas.

Fui a uma dessas “oficinas”.  Não atende – só faz venda e me indicou o endereço de outra, a alguns muitos quilômetros daqui.
O “téniku” da recepção disse que meu aparelho estava bom, e que certamente tinha mais uns cinco anos de vida útil. Depois de uns dias, porém, lá também me diagnosticaram, por escrito, que era problema no HD, e que não existe mais a peça na tupiniquinlândia, afinal de contas o código de defesa dos consumidores bororos não serve para uma empresa tão prestigiosa (que usa mão de obra escrava na xina), e eles, os diabos da maçã, querem se lixar para o tópico de que nem um produto pode ter a reposição de suas peças descontinuada simplesmente porque outros modelos mais novos surgiram.

Outra autorizada, alguns dias depois, deu-me o mesmo relatório.

O que mais me impressionou nessas lojas/oficinas, nas vezes em que fui consultar, levar, retirar,  foi a quantidade gigantesca de pessoas que, das filas, saem com cara de traseiro mal lavado, como eu, porque o aparelho não tem conserto. Todo tipo de aparelho, é bom salientar – computadores, celulares, tablets, …

Bem, enquanto isso, o “branquinho” começou a falhar. Um dia o som funciona, outro não. Azar o meu se quiser / precisar ouvir alguma coisa no notebook. Não há tecla de controle ou mouse que faça aumentar o volume se o “branquinho” estiver “naqueles dias”.

Eu até tinha chegado a cogitar em comprar um i-phone, já que os deslumbrados dizem maravilhas dessa geringonça (nunca foram às lojas ver a realidade dos que se queixam). Já viram que desisti.

Não ficou por aí, porém.
Saiu esta semana a matéria sobre o “reajuste” dos preços das maçãs. Leia:

Um amigo meu, informatiqueiro, comentou:

14 paus um Mac Book pró?!

Caramba, os notebooks voltaram a ser tão caros quanto eram antigamente!
Não é só isso.

Acabo de ouvir sobre o investimento da épou em tecnologia para automóveis.
Será aquela coisa típica da empresa:
se um pneu furar, tem de comprar outro carro novo, pois o pneu foi projetado para nunca ser substituído, e não há reposição.
Épou é sinônimo de maçã bichada.
Rainha da obsolescência programada.
Vou resolver com aqueles velhos computadores clones, que “curiosos” montavam “nos tempos da pedra polida”, que podiam ser configurados com as necessidades de que os utilizava.
Voltarei a usar software livre, o que já fiz antes de comprar o MacÃo, que agora é uma peça decorativa no escritório.
Viva o Linux!

enquanto isso, no cinema, no carro, etc..

Quis inserir um vídeo mp4 de um bando de idiotas que vão ao cinema comer pipoca e não deixam o telefone amebular desligado,

e acabam assistindo um vídeo da VW que mostra que hoje em dia essa geringonça é a maior causa de acidentes automobilísticos.

 

Infelizmente, os donos do wordpress, preocupados em colocar beepbeep e outras criancices na elaboração dos blogues não permitem que esse tipo de anexo seja inserido.

 

Já andava pensando sèriamente em trocar de lugar de hospedagem do blog,

tantas as infantilidades que os desenvolvedores do wordpress inventam para “fingir modernidade’.

Sabem como é, os garotos de programas precisam justificar os empregos.

Agora fiquei mais convencido de que preciso encontrar um outro lugar, mais sério.

Notícias da semana que terminou

Ex-premiê preso por corrupção – lógico que não no Brasil, afinal de contas o último premiê que tivemos foi Hermes Lima, em 1962.

Motociclistas se chocam de frente, durante ultrapassagem em local proibido – será que um deles estava fazendo aquelas manobras de andar no meio dos carros?

Jon Malo Vox faz pose para fotógrafos, cai da bicicleta e precisa colocar pinos no corpo – em breve será mais conhecido por Jon Bono Câncer de Próstata, mas isso é outro assunto, ou não, afinal de contas não estamos no novembro azul?

Não foram anunciados os novos ministros da área econômica

Obama se enrola com projetos contraditórios

Festa em campus universitário registra caso de estupro

Motorista flagrado usando celular, é perseguido pela polícia, bate o carro contra prédio, e este desaba, em Kansas City – apura-se se o edifício foi construído por empresa parceira de Sérgio Naya

Maluca recebe autorização para casar com criminoso em série condenado à prisão perpétua, no caso Charles Manson

Gay é morto na michelândia do Parque Ibirapuera, e comunidade LGBTTÇKYWXMRPQP se revolta contra homofobia

Feministas protestam contra camisa com imagens de mulheres pin-ups, desenhada por mulher

Velhinha morre espancada a pontapés, em assalto de R$ 30,00, e “direitos humanos”, ONGs e OAB não se manifestam contra a paleofobia e a violência

Apurado que empreiteiro tinha conta com algumas dezenas de milhões de dólares no exterior

Ônibus é incendiado.

-=-=-

Tenho uma ligeira impressão de déjà lu
Nos noticiários, nada se cria, tudo se repete, já dizia Gutembergue.

 

 

Desligado

Passei uns dias desligado do mundo, no interior daqui de Goiás.

Um lugar onde o telefone amebular não funcionava, onde não tinha acesso à chamada rede mundial (a infernet).

Foi muito bom.

Constatei aquilo de que sempre tive certeza: tecnologia não traz felicidade. Muito menos gadgets, ou seja, as tralhas electrónicas.

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