Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘trânsito’

Farol baixo, ou R$ 130,16

A partir do dia 7 de julho é obrigatório o farol baixo (farol, e não farolete / lanterna, e nem farol de neblina) nas rodovias, mesmo durante o dia (como já era obrigatório no Rio Grande do Sul na época em que Anita fugiu com o Garibaldi).

O detran-df já está avisando que vai multar. Multa média = ou R$ 130,16 + 4 pontos.

E atenção:
muitas ruas aqui da cidade são RODOVIAS.

Exemplos:
Eixão
L-4
Indústria e Abastecimento
Aeroporto
Dom Bosco (Lago Sul)

além de outras mais óbvias,
como para o Colorado,
São Sebastião,
Guará,
Taguatinga,

Aí na sua cidade, certamente há ruas por onde você passa que também são rodovias.
Por exemplo: marginais, Raposo, avenida para Itaipu, …

E não venha com a história de que isso é inútil em vias de mão dupla.
Inútil é você que ainda não aprendeu a usar os espelhos na hora de mudar de faixa.
Aí verá como faz diferença o farol baixo – mesmo de dia.

Não custa sair da garagem com luz acesa, e ficar com ela acesa o tempo todo.
É bem mais simples.
Ah, hoje em dia isso não vai estragar a bateria do teu carro – o sistema elétrico já evoluiu muito desde que inventaram as bigas.

vereadores, mais uma vez (e sempre)

Até quando teremos de sustentar esses inúteis?

Vereador quer tornar opcional uso do cinto de segurança, pois “suja a roupa”.

Melhor seria tornar opcional o voto, e classificar os vereadores como trabalho voluntário.

Sem salários, sem assessores, sem veículos oficiais, sem projetos descabidos ou irrelevantes, …

Bondes e Uber

Ontem, ouvindo a BandNews Fluminense, um professor de História contou que quando ocorreu a inauguração, no Rio, dos bondes puxados por burros, o “sindicato” dos donos de carruagens e tílburis veio com uma papelada para impedir a viagem.
Pedro II, que ia viajar no bonde, simplesmente pegou os papéis, pôs no bolso do casaco, e literalmente mandou tocar o bonde.
Hoje em dia nossos governantes colocam outras coisas em seus bolsos (meias, cuecas, …), e além de colocarem também outras coisas em nós, pagadores de impostos.
Maldita quartelada de 1889.

Ah, o professor também contou que os bondes eram americanos, e os burros vinham de Sorocaba, pois os burros cariocas eram preguiçosos demais para puxar a máquina.

Mais tarde, quando os burros começaram a ser substituídos por bondes elétricos, houve de novo protestos, inclusive com Machado de Assis do lado dos que queriam a manutenção dos animais na frente e dentro dos veículos.

Qualquer semelhança com a briga Uber e táxis, hoje em dia, não é mera coincidência.

a avenida mais feia do Brasil

Estou em São Paulo, a cidade que tem a avenida mais feia do Brasil, aquela onde o trânsito dia sim e outro também é interrompido pelos “manifestantes”.

coisa está simplesmente nojenta. Boa parte dela, perto da Praça Osvaldo Cruz, simplesmente não tem calçadas. As pessoas caminham sobre uma base de pedregulhos. É o cartão postal da cidade.

O meio da rua, como vocês sabem, está em-obrás (a estatal empresa estatal que desvia dinheiro com construções inúteis). O pior prefeito que já houve na cidade está construindo uma ciclovia, no lugar onde havia o canteiro central. Isso apesar de não ter havido qualquer estudo prévio, e apesar de engenheiros de trânsito dizerem que naquele espaço deveria ser utilizado por uma pista exclusiva para ônibus, sem as interferência de estacionamentos e de esquinas com conversões à direita, que retardam o fluxo dos ônibus.

Aos domingos, como em tantas outras cidades, parte da rua é interditada para o passeio dos burguesinhos descolados e “intelectualizados”, que circulam com suas bicicletas (eles chamam de outro nome, não sei como é, pois não entendo nheengatu).
Uma orientadora fica nos lugares onde há faixas para travessias de pedestres (que são obrigados a se aventurar de um lado esburaco para outro, no meio de tapumes). Ela estira uma bandeira vermelha, com a palavra PARE para informar os bicicretinos que eles têm de aprender a respeitar a sinalização de trânsito, e é que para parar quando os semáforos ficam com luz vermelha. Acho que os bicicretinos  são todos daltônicos, e não sabem a diferença entre vermelho e verde, ou o que significam essas cores, mundialmente, no trânsito.
Bem, mas bicicretinos não sabem tampouco ler. Pelo menos é o que me pareceu. Um deles não respeitou a área interditada pela monitora, e quase passou por cima de mim, propositalmente, enquanto eu atravessava, para ir à feirinha sob o MASP.
Xinguei o cara, e o sujeitinho ainda por cima se ofendeu eu, embora eu já estivesse do outro lado, ele ficou andando sobre a calçada , no sentido da contra-mão do trânsito, para me provocar.
Durou muito tempo, pois eu estava na feirinha, e o sujeito fica lá parado, no meio-fio, para me provocar todas as vezes que eu me aproximava da rua.

Bem, o que sei é que várias pessoas que estavam lá, donos de bancas ou passeadores, como eu,  viram o tipo de agressão do bicicretino, também o xingaram (inclusive com o palavrão que define os partidários do des-governo atual). Seguranças particulares da feira surgiram e puseram para o devido lugar, ou seja devolveram para a ciclofaixa do outro lado da rua, o bicicretino que se considera dono da cidade, e só conhece “deretchus”, mas não tem a menor noção do que sejam deveres.

Triste realidade da inversão de valores, e também a absoluta falta de educação e de respeito por quem tanto fala de “educação e de convívio”. Bicicretinos que se consideram acima das outras pessoas, enfrentando ônibus (morrem atropelados e fazem escândalo), e sobretudo que têm incontável desprezo por bípedes que andam a pé, e não montados em máquinas metálicas.
Quem anda em bando é bandido, gângster. Bem típico desse “pessoal descolado e intelectualizado”. Não à toa tem aumentado o número de assaltos feitos por esses quadrilheiros, e, embora as prefeituras e a enpreimça engajada omitam, começam a ser registrados em todas as cidades casos de pedestres atropelados por esses bicicretinos.

Escócia

1. O verdadeiro motivo para o voto “não”, no referendo da Escócia, foi a possibilidade de terem de passar a dirigir do lado direito da via.

2. O primeiro-ministro Alex Salmond será substituído por Nicole Sturgeon.
Parece que a política escocesa é de fato dirigida por Nigela ou Jamie Oliver.

 

L. F. Pondé e as bicicletas

Essa moda hipòcritamente mal-resolvida das bicicletas tem encontrado rebatedores.

Reproduzo parte da entrevista de Luiz Felipe Pondé, publicada no porto-alegrense “Meia-Noite”, sobre o tema:

Um dos alvos nesse passeio são grupos que buscam a melhoria da sociedade, como ciclistas, que trocam o carro pela bicicleta acreditando que isso torna a cidade melhor. Sua crítica não desestimula a luta por avanços no cotidiano?

Uso a expressão “playboy light” para falar de ciclistas. Suspeito que essas pequenas formas de causas que as pessoas assumem como “eu sou ciclista, portanto salvo o mundo” produzem uma autoimagem de que você é uma pessoa moralmente superior – isso é fato porque conheço várias pessoas assim. Minha questão não está relacionada ao hábito de andar de bicicleta em si, mas sim a uma espécie de afetação da classe média alta, que acha que, por andar de bicicleta em um bairro seguro ou por trabalhar perto de onde mora, está mudando o mundo. Na realidade, ela é apenas uma privilegiada que mora perto do trabalho, não precisa levar filhos na escola, fazer supermercado e outras mil coisas e, portanto, pode andar de bicicleta. E está tudo bem que faça isso, mas não está mudando o mundo: está apenas usufruindo de um luxo.

Quais são os riscos desse sentimento de superioridade moral?

Isso é indesejável porque é uma forma de hipocrisia e cria grupos intocáveis na sociedade. Se você critica grupos como os ciclistas, praticamente se torna um inimigo público. Tenho amigos que faziam parte desses grupos e os deixaram porque ficaram impressionados com sua agressividade – a gente sabe que muitos ciclistas fecham ruas, são agressivos, andam na contramão… Em São Paulo, o ciclista é como um deus, encarna uma espécie de comportamento santo que vai salvar o mundo. Mas isso é criar uma espécie de mundo que não existe: em que todos trabalhariam perto de casa e ninguém precisaria levar ninguém para a escola. Amsterdã não é o mundo. Amsterdã existe graças à Ásia e à África. E não estou criticando o capitalismo com isso. Aliás, estou sim. A cultura dos mimados é fruto do capitalismo. Minha birra com a esquerda é justamente porque ela atrapalha quando tentamos pensar os problemas da sociedade contemporânea, criando mitos.

Como sempre lembra um primo: bicicleteiro não paga IPVA nem passagem, e quer ter prioridade…
Só são “ativistas” no plano. Evitam as ladeiras das periferias das grandes cidades.

Coxinha

Ter falado dos “fascistas”, rótulo da esquerda caviar que não tem espelho em casa, lembrei-me da expressão “coxinha”.

Coxinhas, no início, era o apelido dado a políciais militares que paravam em bares ou padarias, e comiam (comem) coxinhas e tomavam café “por cortesia” da casa.

Passou depois a rotular todos os que são “arrumadinhos”, e que não fazem parte dos “grupos contestadores” “engajados em movimentos sociais’. (quantas aspas)

Bem, mas vou falar da coxinha, aquela verdadeira, autêntica, feita de pedaços desfiados de frango, com massa de batata, farinha de trigo e temperos.
Eis aí um autêntico prato brasileiro, que não é (era) encontrado em outro país (até as levas de emigrantes desgostosos com o próprio país).
Autêntico mesmo, não aquela coisa da feijoada que tem a irmã mais velha languedociana, o cassoulet, nem aquela jabuticaba que existe como yvapurú no Paraguai e como guapurú na Bolívia, nem o açaí encontrado em todos os países do norte da América do Sul.

Pois conforme ouvi uma vez em uma estação de rádio, enquanto dirigia no trânsito parado das cidades brasileiras que não têm mobilidade, a coxinha foi inventada para satisfazer o desejo de netos de Dom Pedro II, que queriam comer frango em horários que não eram das refeições tradicionais. Alguma cozinheira da família imperial inventou a iguaria, que eu também adorava comer, até o dia em que resolveram colocar o abominável queijo catupiry para estragar coxinhas, empadinhas e outras coisas mais.
Hoje em dia não duvido que coloquem também shoyu e molho cudebarbie nesses salgados “globalizados”.
Aliás, não existe nada pior do que essa geração que derrama ketchup em pitsas. Verdadeiros trogloditas!

E dê-lhes obesidade!

 

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