Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘trem’

Trens e jornalismo

Naquele jornal cuja redação fica na antiga Boca do Lixo, atualmente Crackolândia, encontrei uma notícia, dessas que apenas quer vir com a ideologia de que privatizações são ruins.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1779736-alckmin-negocia-privatizar-linhas-nobres-de-trens-de-sao-paulo.shtml

Escrevi para alguns amigos:

as linhas 8 e 9 são as da SOROCABANA, que um dia virou fepasa.
não têm nada em comum com a Central do Brasil e a Santos-a-Jundiaí
que eram rffsa, e sempre mamaram nas tetas do governo fedemal

inclusive quando há greves, não são coincidentes, pois elas têm “cinicatos” diferentes.

no tempo em que as ferrovias foram construídas, e funcionavam,
todas eram da iniciativa e gestão privada
depois que foram estatizadas, viraram pó de merda

não sei porque perco meu tempo lendo a falha…
é que notícias do uol jogam o leitor para nutiças izquerdopatas…

Um amigo, que há mais de 30 anos trabalha no setor de transportes, me esclareceu:

São desinformados sim. As obras que envolvem as linhas 8 e 9 vão além do extensão da 9 até Varginha. Há outros projetos:
1. A 9, ao invés de virar à esquerda para terminar em Osasco, viraria para a direita até uma nova estação Lapa, que integraria as linhas 8, 9 e 7 que vai até Francisco Morato. Como você sabe, hoje há 2 estações Lapa uma para a 8 e outra para 7 e 9.
2. A curva para a esquerda da 9 ainda seria feita por uma linha semi expressa Pinheiros  (Metrô linha 4 ) Itapevi passando pelas estações principais dos municípios.
3. Haveria linha expressa Barra Funda – Francisco Morato Morato, passando pela nova Lapa.
4. As ferrovias do trecho – Lapa Barra Funda seriam afundadas para melhor inserção urbana. As linhas expressas  só podem ser implantadas com a eliminação das (ainda) existentes passagens em nível.
É obra que não acaba mais. E o jornalista só se pega na palavra ‘privatização ‘.

Pois é, bons tempos quando o país acreditava que havia empreendedores. Isso nos tempos de Pedro II.
Depois, os “res publicanos” gostaram de aproveitar as tetas do governo para tudo.
Estatizaram tudo o que podiam e o que não deviam.
Hoje em dia, além de pagarmos muito caro por esse erro, ainda temos de engolir as deformações de uma enpreimça comprometida desde a fakú.

E, apesar do buraco em que nos metemos, há quem caçoe que os “ingleses dirigem na contra-mão“.

Em tempo:  os trens da iniciativa particular funcionavam antes de um ditador fascista meter as patas, e depois militares ditos nacionalistas intensificarem a burrice. Sem deixar de mencionar um sorridente kudichques que destruiu o transporte sobre trilhos, para beneficiar montadoras de carroças.

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Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

Avião na feira

Quando alguém viaja de ônibus, ou metrô, às 7 da manhã ou no fim da tarde, quando a demanda é maior, por acaso a tarifa é mais alta?

Quando há greve de ônibus sobe a tarifa do metrô, ou vice-versa?

Não. A tarifa cobrada é calculada por uma série de variáveis que compõem o preço final – distância, custo de combustível, salário de empregados, pedágios (se houver) e coisas do tipo.

Agora, por que essa viadagem canalha de aviões cobrarem tarifas diferentes conforme o horário ou o dia?

Os bebêzinhos poderão dizer: 1 – mas é assim em todo lugar. – 2 – Sempre foi assim.

1 – Dane-se!  – 2 – Mentira!

Não era assim antigamente, nos meus bons e velhos tempos de viajante. Foi depois da década de 90 que tivemos essa coisa abusiva de preços variarem conforme a tal “lei de oferta e procura”.

Se o ônibus ou o trem está cheio, o passageiro que aguarde o próximo.

Se o avião está cheio, que aguarde outro. Ou a empresa coloca mais aparelhos a funcionar, ou que deixe de atender a demanda.
O que não é justificável é cobrar R$ 980,00 por um trecho que normalmente custa R$ 350,00, porque é reflexo do “mercado”.

Pouco me importa se é mercado, feira-livre ou super-mercado. É ROUBALHEIRA!

E que dividam outra vez trens e aviões com primeira e segunda classe. Uma com bancos estofados, e a outra com bancos de madeira. Uma com refeição quente, e a outra com biscoitos.
Mesmo porque não vou pagar 100 dólares por meia dúzia de pãezinhos de queijo descongelados no micro-ondas, como fazem as lanchonetes de “aeroporcos”.

 

Não vou encher o cofre da empresa vagabunda que quer me roubar.
Sou velho mas não sou idiota.
Que fiquem com um monte de assentos desocupados, tal como mostra a planilha de venda.

LADRÕES!

 

Hidrovia e ecochatos

Li que um grupo de “observadores de pássaros” fez uma manifestação contra a ampliação da Hidrovia Tietê-Paraná, em Piracicaba.

Adoro esses observadores de pássaros.
Um deles escreveu que “passa horas agradáveis” lá. Deve ser do tipo que passa horas em banheiros, observando passarinhos.
Os observadores de pássaros são contra a hidrovia, são contra a duplicação da Régis Bittencourt, etc..

São, evidentemente, a favor dos caminhões nas estradas, já que “não poluem nem oferecem riscos”.

Tomara que muitos passarinhos pousem nos túmulos deles e de seus parentes, quando tiverem morrido em um acidente por conta de caminhão tresloucado.
Só não sei se defuntos podem observar os pássaros.

Já pensaram se o neto do Arrase ganhar a eleição, com aquela ecochata de “viça“? Não, por favor, melhor nem pensar nessa possibilidade.

Claro, pois só países atrasados, como Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Canadá, Rússia, e outros tantos, desconhecem as vantagens do transporte por caminhões e utilizam os rios. (maldita falta do ponto de ironia nos teclados…)

Segundo a wikipedia em português:

Em termos de custo e capacidade de carga, o transporte hidroviário é cerca de oito vezes mais barato do que o rodoviário e de três vezes, do que o por ferrovia. Verifica-se, por exemplo, na União Europeia, que a energia específica despendida pelo modo hidroviário é da ordem média de 0,6 MJ/t.km (megajoules por tonelada-quilômetro), enquanto, em condições semelhantes, a ferrovia despende de 0,6 a 1,0 MJ/t.km e os caminhões pesados de 0,96 a 2,22 MJ/t.km.

Só se pode lamentar a atitude xiita dos “observadores de pássaros”… tão avessos ao desenvolvimento e tão favoráveis ao desperdício.

a Omissão da Verdade

De repente, por falta do que fazer, já que a cidade está perfeita, sem qualquer tipo de problemas, os vereadores saíram de suas casas e seguiram em seus automóveis oficiais, dirigidos por motoristas pagos com dinheiro público, e foram a uma sessão daquele prédio no Viaduto Jacareí que eles querem blindar, para evitar que o povo, essa coisa desprezível, possa se aproximar de suas excremências.

Decidiram reescrever a história e omitir a verdade. Por isso, a partir de agora, com base em dados ideológicos, Juscelino é declarado municipalmente uma vítima de atentado político.

Por que não pedem para as empreiteiras, que enriqueceram feito o diabo durante os anos do presidente do sorriso bossa-nova, para construir um monumento ao estilo Lênin? Eu sugiro que seja demolida a Estação da Luz e que lá se construa um grande estacionamento com a estátua do homem que destruiu as ferrovias e deu início ao fim dos bondes (aquilo que hoje em dia chamam de VLT, pelo qual o país pagará pequenas fortunas).

Um primo de minha mãe era caminhoneiro, e contava quanto material foi desviado de São Paulo para fazendas em Minas Gerais, em nome da “construção de Brasília“.

Brasília, uma cidade onde moro há muitos anos, mas que é o símbolo maior da iniqüidade dos políticos brasileiros. Um lugar em que edifícios de quadras foram pagos, sem terem sido construídos. Uma cidade que, passados mais de 50 anos, continua a ser o símbolo do desperdício do dinheiro público.

Coitadinho do JK. Ele só institui a “dobradinha” (salário pago em dobro para quem se mudasse do Rio de Janeiro para a nova capital), inventou as repulsivas moradias funcionais, para pessoas que já ganham bem ficassem isentas de aluguéis.

Essa pequena lista da Omissão da Verdade deveria ser mais divulgada, para que vereadores, esses políticos que fazem escolinha nas células cancerosas de onde se espalha a incompetência para todo o resto do país, os municípios, ficassem trancafiados, não em uma gaiola de ouro, como pretendem com a reforma do prédio no Jacareí, mas em gaiolas de lata, como os bandidos comuns que foram atingidos pela lei.

Bem que suas excremências podiam fazer diligências e apurar fatos mais recentes, como os assassinatos dos prefeitos Toninho de Campinas e Celso Daniel de Santo André. Bem que podiam relevar operações de desvio de impostos, que grandes construtoras efetuam todos os dias em todas as capitais. Bem que podiam revelar os bastidores da sordidez da construção da Avenida sobre o Córrego da Água Espraiada (que tem o nome de um empresário do ramo jornalístico, sei lá quem…).

Por falar em jornalistas, não custa lembrar as relações do “presidente sorriso” com os então magnatas da imprensa brasileira. A Chateaubriand deu uma embaixada, Bloch era o companheiro de todas as viagens (mesmo aquelas de visita a “senhoras de reputação duvidosa”). E sei lá quantos outros “favores” para que nenhuma linha fosse escrita criticando o maior ego do país (naquela época).

Claro, não podemos esquecer o rombo na previdência social que o “sorriso” legou ao país. Nem, muito menos, a incrível dívida externa, que mais tarde frutificou com a nossa boa e conhecida inflação.

Até quando vamos ter de tolerar esses abusos contra nossa paciência, perpretado por ideólogos do mal? Eles esquecem as funções de um vereador, a rigor um conselheiro do condomínio da administração local, e se encarregam de fazer revisionismo, melhor dizendo, revanchismo. Às nossas custas, claro, que do bolso deles não sai nem mão estendida para cumprimentar o vizinho, a menos que seja época de eleições.

Se há uma “herança maldita” na história do Brasil, é exatamente essa que a Omissão da Verdade esquece de revelar.

Ônibus

A prefeitura de São Paulo tem implantado novas faixas exclusivas de ônibus, que têm provocado muitos congestionamentos nas vias reservadas para os veículos particulares.

Prefeituras e governos estaduais e federal, de repente, descobriram que o transporte coletivo é precário em todos os seus aspectos. Começa pelos processos licitatórios de concessão de linhas, estende-se nos trajetos nem sempre lógicos, inclui os veículos sem conservação, os motoristas despreparados, e, pior de tudo, a freqüência insuficiente para atender a demanda, com evidente desrespeito aos intervalos que deveriam ocorrer entre um veículo e o seguinte.

Não obstante, vários veículos de imprensa têm feito elogios à “nova politica” da prefeitura. Vi pelo menos duas pesquisas feitas por repórteres, falando das “vantagens” do ônibus na faixa exclusiva contra os automóveis particulares.

Na pesquisa da Bandnews que ouvi, as duas repórteres chegaram ao destino com a “impressionante” diferença de 4 minutos! Na matéria do Estadão, a diferença foi maior.

A pequeníssima seriedade dessas pesquisas, é que os meios de imprensa calculam o tempo gasto com as viagens a partir do mesmo instante, sem levar em consideração que o passageiro do ônibus teve de esperar muito tempo pela condução no ponto,
contam a partida ao mesmo tempo,
sem levar em consideração o tempo que o “buseiro” perdeu esperando a condução no ponto, enquanto que o usuário do automóvel deu a partida e iniciou a viagem.

Não levam em conta, muito menos, a “hipótese” (eu disse apenas hipótese) de que o cidadão espere um tempão pelo busum, e a máquina chegue tão lotada que ele não possa entrar no coletivo. (O que dizer então a respeito dos vagões de trens e de metrôs?)

Um amigo me lembrou, ainda, que não contabiliza o tempo que o passageiro do ônibus teve de caminhar, de sua casa ou local de trabalho, até a parada de ônibus mais próxima.

Nada disso, porém, parece interessar aos hipócritas que agora resolveram aderir à preocupação com a “mobilidade urbana”. Mobilidade esta que depende em grande parte dos pés dos cidadãos.

Faixa exclusiva para ônibus, sem ônibus, é coisa de demagogos.

Não estou a defender o uso do transporte individual. Meu sonho seria dispensar o uso do carro. Minha maior crítica a Brasília, essa cidadezinha abominável projetada por arquitetos, é que ou se usa o carro para tudo, ou não se faz nada, pois todas as distâncias são impraticáveis para alguém que goste de uma caminhada. Distâncias que inclusive são incompatíveis para a tão badalada prática do ciclismo como meio de transporte. Esse serve certamente para meia dúzia de burguesinhos que trabalham mais ou menos perto do local de trabalho, mas não para quem precisa fazer deslocamentos de 30 ou 60 km, em cada sentido, para ir de casa ao local de trabalho, isso quando não necessita, ainda, acrescentar outras atividades como a escola ou a necessidade de comércio, durante o dia a dia. Na verdade, as ciclovias são apenas áreas de lazer para esses burguesinhos que durante a semana se deslocam em espaçosos SUVs, instaladas em calçadas que agora dividem espaço entre pedestres e ciclistas.

O transporte coletivo sempre foi ruim, e desprezado pelos políticos, mas, desde que recebeu o nomezinho de “mobilidade urbana”, virou algo com menos respeito a quem dele precisa.

Repito: faixa exclusiva para ônibus, sem ônibus, é coisa de demagogos, nada mais.

Eles devem se achar os lindinhos

Há uma turma de jornalistas que deve se achar “os lindinhos”, com as mudernidádjis que inventam.

Li no vetusto Estadão que o Viaduto da Favela do Moinho será interditado.

O QUÊ?

Não basta o absurdo de terem deixado existir, sob um viaduto, uma favela, que tantos transtornos já causou à cidade, ainda querem trocar o nome? Na matéria está bem escrito: VIADUTO ORLANDO MURGEL. Se não sabem o nome oficial, que digam Viaduto da Avenida Rudge.
Será que eles gostariam que chamássemos a Avenida Engenheiro Caetano Álvares de “Esgoto a Céu Aberto do Mandaqui”? É na esquina do Córrego do Mandaqui com o Esgoto a Céu Aberto do Rio Tietê que fica o prédio do jornal, se alguém não sabe.
Eu, que nasci em São Paulo no tempo em que havia bondes, sei onde fica a Avenida Rudge, mas desconheço os nomes das favelas que surgem e desaparecem pela cidade – elas em geral são efêmeras.

Esses jornalistas não devem ler jornais, pois estão desinformados quanto ao futuro daquela região, onde será instalada uma estação de trens, para desafogar a Estação da Luz, e certamente não terá mais a favela.

É a mesma turma que alterou – para muito pior – o nome dos tradicionais nomes de bairros de Santa Ifigênia e dos Campos Eliseos para crackolândia.
Quanta irresponsabilidade social e histórica! Quanto preconceito visível e palpável!
A mesma turma maniqueísta que diz que bairros de classe média, onde quer que sejam, são os “bairros nobres da cidade”. Para eles, basta morar em um apartamento de 65 m2 e ter um carro (porque o transporte coletivo é deficiente) para correr o risco de tornar-se um “nobre”, nessa visão generalista, que vai ao encontro dos mesmos especuladores imobiliários que eles fingem desprezar (mas cujos anúncios pululam a nossos olhos quando lemos um jornal, de papel ou eletrônico).

Já não bastam os vereadores homenageando mães e filhos, trocando nomes de ruas, ainda temos de tolerar jornalistazinhos mal informados e mal intencionados. Nítida falta de estudos.

Quarto poder? não, quarto de phoder. Por que não usaram o poder para denunciar a instalação da favela no local, enquanto ocorria? Denúncia depois do conhecimento público é trabalho fácil.

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