Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘USP’

Cotas, aiai, mimimi

A grande crítica que se faz ao ministério do vice-presidente no exercício do cargo de presidente é que não há mulheres.

Na revista Época encontrei esse comentário:

Que absurdo esse ministério. Não tem nenhum ruivo, nenhum descendente de orientais, nenhum pizzaiolo, nenhum criador de emas, nenhum ufólogo e nenhum torcedor do XV de Piracicaba!

Cotas resolvem?
Quantas mulheres havia na despedida daquela mulher de cabelo tingido, que só esbravejou traição, vingança e revanche? Muitas…

A ex-ministra Ellen Gracie foi convidada para o Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle, mas não aceitou.
Ana Amélia Lemos foi convidada para o Ministério da Agricultura, mas prefere continuar atuando, com vigor, no Senado Federal.

E todo mundo sabe que um famoso ministro – reincidente – faz parte da cota LBGT.

Chega de mimimi.
Como diz minha prima, professora doutora na USP:

Boa! Mulheres fortes não precisam de cotas.
Minha avó italiana carregava caminhões de tijolos para meu avô construtor, e teve 10 filhos.
Vó Messi não gostava de mim, vi muito bem aos 6 anos de idade, porque eu era mulher.

 

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A morte é um dia que vale a pena viver

Vale muito a pena ver esse vídeo de uma profissional, sobre cuidados paliativos para quem está à beira da morte.

Ana Cláudia Quintana Arantes, médica, em um evento TED – Faculdade de Medicina da USP.

http://www.youtube.com/embed/ep354ZXKBEs?rel=0

 

Todos morremos um pouco todos os dias.

O sofrimento – físico, emocional, social, familiar, espiritual – é que pode ser aliviado.
Inclusive em respeito à pessoa que está prestes a deixar esta vida que conhecemos.

A morte é um dia que vale a pena viver.

Uma lição para todos nós.

Vamos emburrecer a nação brasileira!

Uma figura, que não sei como qualificar, decidiu que uzalunu naum teim qi studá palavra defíssis nus dissionaru.

É, a senhora Patrícia Secco vai reescrever clássicos da literatura brasileira, para torná-los acessíveis a todos os burros e, sobretudo, aos preguiçosos que não sabem consultar dicionário (em papel ou na internet). Como aparece na matéria da Folha de São Paulo, “sagacidade” virou “esperteza”, por exemplo.
Não, minha senhora, não é ischpérto emburrecer a população!

Como talvez não tenha se interessado em estudar outras línguas, dona Patricinha nunca observou que, em outros países, livros de escritores considerados clássicos, editados para estudantes, são publicados com notas de rodapé que dão o significado de palavras menos usuais, e com explicações sobre fatos e/ou personagens menos conhecidos desse público a que se dirige esse tipo de trabalho didático.

A tal “escritora” não sabe que cultura adquire-se com experiência, com leitura, com visitas a centros de estudo. Ou será que é nas ruas, em festas funks? Nem sei mais, confundi-me.

Nada como a inversão de valores para chegar aos resultados desejados por certos grupos:

VAMOS EMBURRECER A NAÇÃO BRASILEIRA!

VAMOS NIVELAR TUDO POR BAIXO!

Sem essa, não vai dar certo.

Se já perdemos o bonde da história com relação a outros países que, em 1960, eram mais atrasados do que nós, como Coréia do Sul, Índia, e outros mais, que investiram em educação, daqui a 20 anos teremos sido convertidos, com projetos como o dessa inqualificável, em algo no nível do Tchad ou do Haiti. Esse projeto político pode interessar a alguns grupos.

Cinza e Cores

O filho de um casal de amigos fez um filme, que entrará em exibição nas próximas semanas, chamado Cidade Cinza.
Trata do cinza concreto e dos grafites urbanas.
Colaborei em dinheiro como forma de possibilitar mais ampla distribuição, em respeito a meus amigos.
Ainda não o vi, mas não concordo com essa coisa de que grafites (e pichações) melhoram a paisagem urbana.

cartaz filme cidade cinza

cartaz filme cidade cinza

Virou uma ditadura isso de que os grafites são bonitos, e que protegem a cidade dos pichadores.
Por que?
Por que não deixar simplesmente as pessoas pintarem suas paredes e muros com cores simples?
O “pilateiro” foi pintar o novo estúdio (de pilates), com uma cor forte, e logo depois já estava todo pichado.
Ele me contou um fato que achei o máximo: dois filhos da puta estavam pichando a parede da loja de um sujeito, um montado no ombro do outro. O proprietário viu e atirou um pedaço de pau no joelho do debaixo, que perdeu o equilíbrio, o outro caiu e morreu. Genial.
Acidente de trabalho, claro.

Um colorido de casas e prédios com cores, variadas, é mais interessante do que “obras de arte” de conteúdo em geral muito ruim. Bem apropriados para a frase de caminhão de que moldura não melhora pintura ruim.
Virou regra, porém: se estiver com grafite não vamos pichar. Isso é ensinado nas escolinhas que as prefeituras inventam por aí: grafiteiro é artista, pouco importa o que ele faça.
Por que não deixar simplesmente os prédios e casas pintados com a cor que a pessoa quiser. Verde bandeira, beige forte, amarelo, azulão, bordô, azul calcinha. Como as casas de cidades coloniais do interior do Brasil. Como o bairro “mouro” da Cidade do Cabo, cada casa em uma cor, forte.

Muslim quarter - near Waalestraat

Muslim quarter – near Waalestraat

Quando as pessoas viajam, elas acham lindo que as casinhas sejam coloridas. Parati, Pirenópolis, Diamantina, …

Diamantina

Diamantina

Nas grandes cidades brasileiras, porém, isso é considerado cafona, coisa de cortiço. Até mesmo a ditadura de que todas as cortinas nos apartamentos sejam iguais está valendo hoje em dia. Isso foi aprovado na reunião de cãodomínio do prédio em Goiânia. 8 prédios de no mínimo 30 andares cada, em torno de uma pracinha, e os moradores vêm falar de cortiço… Pombal de novos ricos, a pior espécie humana.

Virou moda também colocarem uns pedaços de metal, coloridos ou brutos, horrendos, e dizerem que aquilo é uma escultura.

Inhotim - MG

Inhotim – MG

Acho que uma boa medida seria cortar mãos, pés, olhos e pinto dos pichadores e dos “artistas” grafiteiros. Pena que aqui não seja a Arábia Bendita.

Eu colocaria um aviso na parede:
vá rebocar as paredes de tua casa e faça as pichações lá, seu recalcado.

A Lina Bo Bardi não queria que se pintasse de vermelho o prédio do MASP. Ela queria o purismo da podridão exposta do concreto armado, como o prédio da Faculdade de Arquichatura e Burranismo da USP. Tiveram de explicar à artista que a pintura protege o material perecível com que foi construído aquele monumento aos grevistas e desocupados.

Em lugar dos grafites sem qualidade, prefiro o cinza. Com o menor uso de concreto que possa existir.
E prefiro o cinza muito mais do que os tijolos expostos da periferia.
As prefeituras tinham de cobrar IPTU ao triplo para quem deixa as casinhas eternamente sem acabamento.

Minha Casa Minha Vida - Santana do Itacaré - PR - foto npdiario

Minha Casa Minha Vida – Santana do Itacaré – PR – foto npdiario – prefeito inaugura casas sem estrutura

CORES, cores fortes ou suaves, mas não essa babaquice de grafites.
E CINZA é uma cor, muito nobre, por sinal. Pena que os analfabetos funcionais ainda não tenham descoberto isso.
Aliás, na hora de comprar carros, nada de cores: tudo cinza ou preto, conforme o “conselho” do “consultor de vendas“.

Incompreensível.

Quem recebe financiamentos…

Pesquisa relaciona o desaparecimento de civilizações antigas aos danos causados à natureza Interferências ambientais podem ter causado um aquecimento localizado que contribuiu para a extinção desses povos

Correio Braziliense – Publicação: 22/01/2010 07:01

Os efeitos nocivos do aquecimento global não são novidade para ninguém. O que poucos sabem, porém, é que o problema pode ser muito mais antigo do que se acredita, tendo início séculos antes da Revolução Industrial. Estudo do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP), indica que muito antes da construção da primeira fábrica alimentada por combustíveis fósseis, problemas climáticos já faziam vítimas.

A pesquisa, resultado da dissertação de mestrado da advogada Aretha Sanchez e intitulada Atividades humanas e mudanças climático-ambientais: uma relação inevitável, indica que algumas civilizações — como os maias, das Américas do Norte e Central; os mochicas, do Peru; e os acádios, do Oriente Médio — tiveram sua decadência e extinção relacionadas a mudanças climáticas nos ambientes em que viviam. “O homem, para se desenvolver, teve de remanejar e interferir no meio ambiente. Essa interferência ocorreu por meio do desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do desflorestamento, o que liberou gases poluentes na atmosfera”, afirma Aretha.

Embora em escala bem menor, essas civilizações utilizaram práticas comuns e difundidas nos dias de hoje, como o desmatamento e a alteração dos cursos de água. A superpopulação de certas áreas também contribuiu decisivamente para as alterações ambientais, que trouxeram consequências negativas no clima de suas regiões (veja quadro). Além disso, nos locais onde as três civilizações viveram, o solo é considerado pobre, o que estimulou a busca por novas áreas agricultáveis. “Na época das primeiras interferências, as populações não tinham consciência de que essas ações pudessem levá-las à extinção”, explica a estudiosa.

Estima-se que, devido à ação dessas e de outras civilizações, a temperatura média na Europa e na América do Norte tenha sofrido elevação de 4ºC. “Apesar de o aumento de temperatura ter sido regional, podemos falar que foi causado pela interferência do homem no meio ambiente. Evidentemente, trata-se de um ‘aquecimento global’ em escala menor, se comparado aos problemas climáticos atuais”, argumenta Aretha.

Cautela
A professora do departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Navarro-Swain ressalta que é preciso cautela ao analisar as causas do desaparecimento dessas culturas. “Sobre os maias, por exemplo, ainda sabemos muito pouco. Começamos agora a desvendar sua escrita, assim não é possível ter certeza de que as teorias que ligam o seu desaparecimento às questões ambientais estejam corretas”, pondera.

A historiadora lembra ainda que a maneira como eles se relacionavam com a natureza pode ser muito diferente da nossa. “Eles não tinham a agressividade no uso dos recursos naturais como hoje. Ainda há muito por estudar e descobrir antes de se chegar a alguma conclusão mais consistente”, afirma.

Mesmo que as teorias da pesquisadora do Ipen estejam corretas, isso não significa que a civilização atual esteja certamente condenada ao mesmo fim. “A grande vantagem da população atual é o conhecimento que existe sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima”, avalia Aretha. “Assim, mudanças de hábitos de consumo e a alteração da legislação ambiental são pontos que devem ser postos em prática, visando a um futuro sustentável”, completa.

Leia a íntegra do estudo de Aretha Sanchez

» Três perguntas para Aretha Sanchez, pesquisadora

Algumas civilizações (Maias, Acádios, Mochicas) teriam entrado em colapso por causa de mudanças climáticas. Como isso teria acontecido?
As civilizações, para se desenvolverem, remanejaram o meio ambiente localmente. Na época, ocorreram mudanças climáticas regionais, que se acreditava terem sido ocasionadas por fatores naturais. No entanto, determinadas mudanças ocorreram em momentos específicos de desenvolvimento do homem. Os maias, os mochicas e os acádios, entre outros, desapareceram exatamente quando o clima local foi alterado. Como os problemas enfrentados eram regionais, essas alterações não foram levadas, até o momento, em consideração.

A senhora acredita que, diferentemente dessas civilizações, podemos nos desenvolver e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente?
A civilização atual tem o conhecimento de que nossas atitudes podem contribuir com alterações climáticas catastróficas. Então, acredito que mudanças de hábitos buscando um futuro melhor, como a redução do consumo e do uso de água e energia elétrica, poderemos continuar nos desenvolvendo. Os governantes têm de tomar consciência de que, se não houver mudanças na forma como vivemos, a Terra pode entrar em colapso.

Na opinião da senhora, o conhecimento que temos atualmente pode influenciar positivamente para a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas?
A grande vantagem da população atual é o conhecimento que temos sobre a interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima. Assim, mudanças de hábitos de consumo individual, alteração da legislação ambiental, controle dos abusos contra o meio ambiente, educação ambiental, política ambiental, entre outros, são pontos que devem ser pensados e desenvolvidos visando a um futuro sustentável.

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Como escreve o  professor da UnB Gustavo M. Baptista em seu livro Aquecimento Global: Ciência ou Religião?, a inquisição formulada pela ala científica de grinpisses, wwfes e algores impede que haja manifestações contra a tese do aquecimento global. Logo vemos que a advogada do IPEN não teve dificuldades para apresentar como trabalho de mestrado uma coleção de recortes de revistas e jornais, além de fotos retiradas da Wikipédia, para endossar os lugares-comuns que lemos e ouvimos todos os dias. Bem o contrário do que, como exemplo, relatei no blogue há algum tempo, com o havido com a irmã de uma amiga, que teve financiamento de seis mil reais recusado, pois não importa aos “defensores do ambiente” o estudo de golfinhos no litoral brasileiro.

Não há dúvidas: caminhamos para a extinção da espécie, pela falta do uso de neurônios na humanidade que, passivamente, aceita as verdades impostas pela santa inquisição pseudo-científica da nova religião do combate ao dióxido de carbono como fonte de calor, e não como conseqüência do próprio calor.

Algo tão falso como a imagem que a inquisição medieval criou do inferno: um lugar onde o demônio reina a bel-prazer, e não um local frio, longe da luz divina, feito para o castigo dos anjos rebeldes. Enfim, como as imagens distorcidas tendem a prevalecer, pois são mais fáceis de assimiladas, os demônios inquisidores algorianos, wwfianos e grinpissianos tendem a vencer a batalha contra os progressos da Ciência (com letra maiúscula).

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