Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Veja’

a enpreimça

Sempre reclamei aqui da chamada enpreimça brasileira.

Só que ela tem piorado.

Os principais jornais e revistas eståo em um nível nunca antes imaginado.
A maioria das manchetes contêm apenas fofoquinhas de pseudo-famosos da televisåo e seus namoros.

A parte política é um amontoado de clichês de estudantes em assembléia.

A falta de revisåo e as incoerências encontráveis em cada artigo superam boa parte dos leitores.
Traduçøes muitas vezes nåo fazem sentido.

A cada dia encontro menos prazer em algo que até alguns anos (uns 30, a bem dizer) ainda tinha significado.

Stanislaw Ponte Preta havia escrito, em 1966, o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Se estivesse vivo agora, sem dúvida ele choraria ao constatar que tudo o que é ruim sempre pode piorar.
Hoje em dia, a enpreimça brasileira é o caminho mais rápido para o emburrecimento.

 

 

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as manifestações de 13 de março

Tive de rir quando li a lista de locais escolhidos para as manifestações anti-corrupção-dilma-pt no dia 13 de março.

Águas de Lindóia:  Praça Ademar de Barros – kkkkkk
Recife: os “coxinhas” se reunirão em frente à padaria de Boa Viagem – proposital  ou ato falho?
Londrina: lutará contra o conluio governos-empreiteiras na Avenida JK – santa ingenuidade, Robin.

várias cidades lutarão “pela demo-cracia” na praça Ditador Entulho Vacas.

É para rir ou para chorar?

Brésil? Ça n’est pas sérieux. 

 

us çêmianáufabéticus

Jornalista adora fingir que sabe tudo, e que não precisa pesquisar.

Agora de manhã encontrei dois exemplos disso:

na Bizóia, um sujeito que não costuma ler, escreveu Alston, com N, para nomear a empresa francesa;

na Falha di Çumpallo, inventaram que Tirol se escreve com Y, o que não ocorre nem em português e muito menos em alemão.

Assim caminha a enpreimça, que quer ditar regras e deformar os leitores. Sequer sabem usar os recursos que a infernet dispõe às pessoas de hoje. Jornalistas dos tempos da machina de escrever não cometiam esses erros grotescos. Nem queriam definir as regras de como se escreve em bom português. Se esses “jovens talentos de hoje” soubessem ler com atenção, teriam desconfiado de que havia algo errado com o que escreveram.

Bem, como dizia o sinistro merdandante, escrever errado não é errado. Por isso mesmo êli çaíl da edukassaum i foe pra kaza siviu.
Assim caminha o país em passos rápidos para o abismo final.

Depois da “barriga” da Globo

O caso da brasileira de Zurique, e toda a montagem de “jornalismo projac” que enganou o Brasil e o Governo, e deixou claro (mais uma vez) quem somos (o Brasil não é um país sério), me levou a escrever hoje de manhã alguns comentários a amigos sobre o que se intitula jornalismo em Pindorama.

Há muitos meses que não vejo televisão. Nâo sinto falta alguma. Se o aparelho ainda funciona, nem sei. Não me importo com isso. Televisão por assinatura com propagandas não me interessa. Reprises sem fim, muito menos.

Como vocês sabem, quando ouço a CBN, ou seja, a Globo Rádio, mando e-mails desaforados para aqueles de-formadores de opinião. Que aliás não sabem ouvir o entrevistado, não sabem conjugar verbos, e desconhecem rudimentos de geografia.
A mesma crítica vale também para o Estadão on-line, o jornal do Zé Serra e da FIESP.

A Folha raramente vejo, já que ela não assume posição alguma. Apenas é contra, nem sabe mais contra o quê. Não amadurece.
Da Veja, nem deixo meus olhos se aproximarem, pois a revista pode danificá-los.

Esse é o jornalismo brasileiro.
Uma coisa tão ruim, que se auto-apelidou de “mídia”, sem sequer saber que copiou o som de uma palavra latina, erradamente pronunciada de forma americanizada.

Quando eu comentei esse caso da Globo aqui no blogue, recebi particularmente dois comentários, que reproduzo agora:

“Realmente tem que se esperar o esclarecimento das coisas. Não dá para confiar nem em um lado nem do outro.
Tirar conclusões apressadas, manipular opiniões e esconder a verdade neste mundo tá cheio, seja primeiro, segundo, terceiro….
décimo mundo……é tudo igual.”

e

“Como eu gostaria que o governo suiço pedisse mesmo uma indenização, principalmente para a Globo, que acha que sabe tudo. Não aguento mais a Globo, principalmente o Galvão Bueno que quer adivinhar o que vai no pensamento de um jogador de futebol ou de um corredor de fórmula 1.”

Um deputado, recentemente, disse que vergonha é um jornalista ganhar R$ 100 mil reais mensais e esconder isso da população. É verdade. Enquanto falam tanto de absurdos, de “é uma vergonha”, não dizem que os polpudos salários são pagos com os anúncios de empresas ESTATAIS, muitos dos quais editais obrigatórios para dar a divulgação exigida para dar legitimidade e transparência aos atos públicos.

Por que eles também não fazem a divulgação e a transparência de seus atos, de seus apadrinhamentos, de seus compromissos com empresas particulares que financiam matérias, que aos olhos do leitor ingênuo podem parecer de interesse social, mas são meras propagandas camufladas?

Para quem não se lembra, uma das denúncias dos escândalos contra Daniel Dantas, é ter plantado notícias, em jornais de primeira linha, que beneficiavam diretamente suas empresas. Jornalismo mentira.

Conheço um ex-jornalista que me disse que, um dos motivos que o levou a ter abandonado essa profissão, foi ter de fazer matérias, sob o pomposo rótulo de “Ciência”, que nada mais eram do que propagandas de certas empresas. A pauta das entrevistas é só aquele que a editoria permite, nada mais.

Há poucos dias li que jornalista de juízo não pode contestar essa regra, ou recebe o bilhete azul. Mas então ele, que fala tanto que é “quarto poder”, é tão empregadinho de uma firma como qualquer outro, vendedor de apólices de seguros, laboratorista, ou costureira em porão do Bom Retiro. Qual seu poder? Isso porque o ex-jornalista que mencionei teve, individualmente, a noção de quanto era manipulado e controlado pelos editores. E quanto aos outros, que continuam a executar suas tarefas como robozinhos, sem auto-crítica?

Nessa área, dita científica, em geral o que se divulga – no mundo todo – é apenas o que interessa a grupos. Por isso, um dia o ovo é um bandido e dali a dois anos é o mocinho, para simplificar. Isso serve para vender revistas, e também mentiras.

Mas muito mais do que a venda de revistas (avulsas ou por assinaturas), interessa a venda dos anúncios.

E a mesma revista que desce o malho no governo, é a que vendeu páginas de propagandas para empresas estatais. Ou até propagandas de governo.

Algo que também não sei para que serve. É bem diferente de anúncios institucionais, de campanhas de esclarecimentos, de anúncios de advertência, e tantos outros. Agora, para que governos têm de gastar dinheiro para fazer propaganda? Publicidade e propaganda são coisas diferentes. Um é tornar público, o outro é tentar vender um produto.

E nessa confusão de jornalismo e sua relação, não poucas vezes incestuosa, com governos, tenta-se interferir no dia-a-dia dos cidadãos.

Sem não fizermos uma vigilância sobre o que essa laia do jornalismo faz todos os dias, manipulando notícias, seremos eternamente joguetes.
Nessa hora, sim, somos de verdade, Brasil, um país de tolos.

O caso da pernambucana em Zurique e a imprensa brasileira

O caso da pernambucana grávida de gêmeos, agredida por skinheads neonazistas em uma estação de Zurique, dominou a semana. Primeiro porque era mais uma brasileira vítima da xenofobia dos europeus contra os pobres e indefesos estrangeiros, que honestamente ganham a vida no Velho Continente. Depois pela arrogância das autoridades suíças, a reação do governo brasileiro, e a defesa ardorosa da causa pela imprensa tupiniquim, acostumada a julgar antes de os casos concluírem. Até que surgiu o outro lado da história, em que a gravidez não existia, e o pai da advogada pernambucana disse que não encontrava os exames que comprovavam a gravidez da filha.

A ira dos suíços se virou contra os brasileiros (sobretudo contra o governo, que ameaçou ir à ONU contra a polícia suíça), e dos jornais suíços contra a xenofobia dos brasileiros.

No site da Swissinfo em português há uma matéria de ontem, 6a. feira 13, que comenta a repercussão do caso na imprensa suíça. Reproduzo abaixo um trecho:

Também o Tagesanzeiger.ch, segundo maior jornal do país, continua cauteloso. “Ataque neonazista: o que realmente aconteceu?”, questiona. “A polícia confirma que encontrou na segunda-feira à noite na estação ferroviária de Stettbach uma mulher com ferimentos por corte. Como isso aconteceu ainda não está claro.” O jornal publica um vídeo em que a Rede Globo faz a reconstituição do caso e dá uma alfinetada: “Assim a televisão brasileira viu o ataque. A polícia, porém, continua tateando no escuro”.

Vou repetir uma parte: “O jornal publica um vídeo em que a Rede Globo faz a reconstituição do caso e dá uma alfinetada: “Assim a televisão brasileira viu o ataque. A polícia, porém, continua tateando no escuro“.

É, pois nos últimos anos ficamos especialistas em reconstituições que são obras de arte e de ficção, feitas no espírito dos “projacs” da vida, mas longe do que é jornalismo.

Isso na Globo, na Folha, na Veja, Record, no Estadão, e em qualquer outro meio de comunicação. O jornalista já sai da redação com a conclusão da matéria feita segundo o gosto do editor, conforme o interesse do patrocinador, ou do amigo do dono da empresa. Jornalista, que finge que é formador de opinião, é apenas uma peça na deformação geral de empresas que vivem de propagandas, públicas ou privadas.

Espero que o governo suíço exija uma gigantesca indenização da imprensa brasileira, que se julga acima da lei e da verdade. Já estamos fartos das verdades manipuladas por funcionários dessas empresas que vivem dos anúncios, e se fingem de imparciais.

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