Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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ONU?

um desses nababos da ONU disse que é cruel a situação em prisões do Brasil.

snif snif snif snif

O que será que ele tem a dizer da situação dos abusos sexuais que os funcionários da ONU fazem?

Nos primeiros 20 anos, a ONU – e seus organismos especializados – desempenhavam papel na manutenção da paz mundial.
Nos últimos 20 anos, a ONU – e seus penduricalhos – são vergonhosos cabides de empregos, onde “experts” produzem papéis, reuniões e viagens, e deixam tudo pior do que está.

Os escândalos envolvendo o sistema ONU são vários: Ruanda, Iugoslávia, Nigéria, Sudão, …

Já repararam que, desde que a “xineza de king-kong” Margaret Chan assumiu a organização mundial da doença, “nunca antes neste planeta” surgiram tantas explicações mal explicadas, sobre surtos de doenças?

Já repararam que a organização internacional da vagabundagem (OIT) só faz relatórios coitadistas sobre o trabalho?

Já repararam que o comércio internacional funciona APESAR da desorganização mundial sediada em Genebra, com suas rodadas e rolês?

Já repararam que o “clima” tem se mantido apesar de todas as cop’s que fazem?  E lembram que o ex-dono do ipcc é mais um dos acusados de abusos sexuais?

Já repararam que as “crianças” e a “educação” são sempre “prioridades” e sempre são relegadas a trigentésimo-octogésimo-sexto plano?
Os escritórios do unicef e da unesco, em Brasília, já foram cenários de verdadeiras histórias de horror.

Conheci um consultor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que serviu no SUDÃO, e desistiu do trabalho, pois o que os colègüinhas gastavam com festas, para não ficarem entediados, daria para alimentar muitas pessoas que passavam fome naquela região em guerra civil.

Foi criada uma casta de “funcionários internacionais” que se julga acima dos reles cidadãos dos países membros.

A desunião européia, comandada por aquela alemoa e pelo francês hollande, apóia um bando de burocratazinhos em Bruxelas que se consideram os juízes do mundo. Eles decidem quem “é gente” e quem “é descartável”. Sírios e afegãos são tratados de formas tão díspares que dá para desconfiar de algo errado nas políticas da “zoropa”. (por uns passa petróleo, por outros não)

E o que podemos falar de nossos organismos regionais (organismos amebas, bactérias, vírus?), como oea, mercosul, unasul, e outras aberrações que servem para defender politicagem esquerdopata?

Por favor, vamos parar de dar crédito a esses aproveitadores que sustentam agências de viagens, e enriquecem as empresas de máquinas fotocopiadoras.

Ah, quanto às cadeias brasileiras, o problema delas é que nóçus polítikus ainda não moram lá, pois lugar de bandido não é no meio da sociedade.
As empreiteiras (e empreiteiros)  deveriam investir mais no próprio conforto.

la France, esse país da segunda divisão, preso ao passado…

Um amigo me enviou o link com a entrevista que o ex-embaixador brasileiro em Paris deu ao jornal Meia-Noite.

Acho a melhor coisa que já li, vi e ouvi, nestes últimos dias, a respeito do que tem ocorrido por aquele país que, dentre outras coisas, colonizou o Haiti, o Congo, a Guiné, Burkina, etc..

Voici le texte:
por Luiz Antônio Araujo

Marcos Azambuja: “A França precisa analisar a relação com os imigrantes”

Embaixador do Brasil em Paris De 1997 a 2003, fala sobre a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na revista Charlie Hebdo e adjacências

A experiência ensinou ao embaixador aposentado Marcos Azambuja que os problemas surgem aos finais de semana. E foi às vésperas de mais um, às 21h35min de sexta-feira, que ele se dispôs a atender o telefone de sua residência, no Rio de Janeiro, para discorrer a pedido de ZH sobre uma crise que lhe é familiar: a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na redação da revista francesa Charlie Hebdo e adjacências.

De 1997 a 2003, Azambuja foi embaixador do Brasil em Paris e cumpriu expediente na sede da representação, no Huitième Arrondissement (8º Distrito), na margem direita do Rio Sena, não longe de onde o turbilhão se iniciou.

– A França está em choque. A recuperação levará tempo – afirmou.

A seguir, uma síntese da entrevista.

Como o senhor explica os acontecimentos da França de 7 a 9 de janeiro?
A França foi um país que, durante séculos, recebeu muitas correntes migratórias. Mas quase todas tinham a aspiração de se tornar francesas – pela língua, pela cultura, pela adesão às ideias republicanas e laicas que fazem o espírito da sociedade francesa. O problema com a grande imigração islâmica é que não vem acompanhada desse desejo de adesão inteira a esses valores franceses, e sim de se oferecer como uma civilização e uma cultura alternativas.

Qual o impacto desse fenômeno entre os franceses?
A França não tem o temperamento de aceitar com naturalidade essa diversidade de aproximações. A França tende a ser convicta de que o seu modelo é aquele ao qual os outros devem aderir e que estar no país deve implicar a aceitação de seus valores. A Grã-Bretanha é muito mais flexível, assim como os Estados Unidos e também o Brasil, de certa maneira. São lugares em que os outros podem existir sem ter de aderir a um ideário nacional. O grande problema que temos hoje na França é que grande parte desses imigrantes muçulmanos – veja, o problema não é ser árabe, e sim a ideia do Islã como religião, como cultura, como matriz de pensamento – vivem um choque entre a visão republicana e laica e a sua própria visão religiosa.

A polêmica sobre o uso do véu, que ocorreu há alguns anos, é um exemplo disso?
Houve essa polêmica grande sobre o uso do véu nas ruas e de indumentária islâmica nas escolas porque, de um ponto de vista republicano e laico, ninguém deveria esconder seu rosto. Há um choque intrínseco entre a maneira de ser francesa e a visão islâmica. E isso é uma coisa complicadíssima. E eles são mais numerosos como imigrantes e formam bolsões de pobreza. A França não é brilhante na absorção desse tipo de imigrante. Ela não encontra um espaço natural para eles. Outra coisa é que quase todos vêm do Oriente Médio, que é o lugar mais complicado do mundo. Há dias, eu revi a agenda da primeira reunião a que compareci nas Nações Unidas – eu era rapazola, foi em 1960. Todos os assuntos foram resolvidos: a Guerra Fria, o apartheid, o colonialismo acabaram. A única coisa que não se resolveu é o conjunto dos problemas do Oriente Médio, que não apenas não se resolvem como ficam mais complicados. Esses problemas afloram na França agora, com a reivindicação do Islã por um papel maior, o conflito árabe-israelense e outros.

Existiram na França, porém, gerações de imigrantes árabes que não apenas se integraram como levaram esses ideais para as colônias e protagonizaram mudanças. Foi o caso dos líderes da Revolução Argelina, por exemplo, que eram laicos e socialistas.
Os argelinos, marroquinos e tunisianos são menos árabes e mais berberes. São o Ocidente do mundo árabe. Sobretudo naquele momento, a questão de Israel não era decisiva. O que era decisivo era a independência, a autonomia, a emancipação política. Esses imigrantes do Magreb foram absorvidos com um relativo sucesso. O problema é que, depois, a questão do Islã como afirmação nacional e o antagonismo Israel-árabes – os terroristas atacaram na sexta-feira uma loja de produtos kosher em Paris – constituiu um novo ingrediente na mistura. Existe uma rejeição à ideia de que a França representa uma ponta de lança no Oriente Médio. Os muçulmanos mais modernos do Irã e da Turquia voltaram atrás e estão se tornando mais conservadores, mais islâmicos. Houve um recrudescimento – não de uma sociedade que vai ficando cada vez mais laica, mas que retornou a uma certa matriz mais severa e mais religiosa. Outro problema foi o fracasso da Primavera Árabe, que gerou expectativas não cumpridas. E, finalmente, a imigração árabe na França não foi capaz de produzir uma absorção nos níveis mais altos da sociedade. Deputados, senadores, acadêmicos que têm origem no mundo islâmico são irrisórios. A França continua privilegiando as elites que vêm de suas grandes escolas. E a maioria dos árabes não se qualifica para jogar no primeiro time. A França não tem flexibilidade de absorver o diferente. A França hierarquiza em torno, se você quiser, dela mesma.

A crise começou com um ataque à revista satírica Charlie Hebdo, caracterizada por um humor que muitas vezes toma como tema questões religiosas, não apenas do Islã, mas também do cristianismo e do judaísmo. Muitos questionam, mesmo na França, o tipo de humor de Charlie Hebdo. Como o senhor analisa o papel particular dessa linha editorial da revista nos acontecimentos?
Na atitude da Charlie Hebdo e de outras publicações francesas, como o Canard Enchainé, há um humor em torno da religião que me parece duvidoso. Não acho muita graça nele. Esse humor recorre inclusive a uma certa estereotipação. Se você observar a maneira como os árabes são mostrados nessas publicações, eles têm as mesmas características das caricaturas raciais feitas antes sobre os judeus: são sujeitos com barbas longas, nariz adunco, turbantes. Continua a haver uma estereotipação com a qual eu não simpatizo. Que os árabes não gostem disso, compreendo inteiramente. O problema foi a perpetração de um ato criminoso que resultou na morte de 12 pessoas.

Como o senhor interpreta esse ato?
Isso tira a questão do campo do debate intelectual para colocá-la no terreno da criminalidade. Se os franceses árabes estivessem indignados com a ironia em relação a Maomé e fizessem uma manifestação, eu entenderia perfeitamente. O problema é que fomos confrontados com um ato de violência inaceitável. Não estou querendo incorrer num hábito muito francês de discutir tudo isso em termos intelectuais. Este é o momento de haver apenas repúdio a um ato de violência. Se não, começamos a ficar desde já muito inteligentes sobre isso. O meu medo, na França, é que a inteligência ande tão depressa que substitua a indignação.

O senhor refere-se aos hábitos intelectuais franceses, e a esse respeito não se pode deixar de notar que pensadores como Éric Zemmour pregam a islamofobia de maneira aberta – o primeiro chega a sugerir deportação em massa.
A ideia de deportação é um espasmo. A França precisa dos imigrantes. O jogo de imigração presta-se a uma duplicidade. É dito que os árabes vão ocupar a terra e se beneficiar, mas eles estão cumprindo funções de trabalho que, na França, ninguém mais quer fazer. E a França tem hoje taxas de natalidade tão baixas que, sem a imigração, começará a murchar demograficamente. Não há viabilidade, nem o mundo de hoje permitiria que você pusesse pessoas num navio e mandasse de volta sabe-se lá para onde, sobretudo nessa conturbação que é o Oriente Médio.

O que representa esse discurso?
Isso é mais uma expressão de mau humor, de frustração e de irritação do que um caminho viável. O que é preciso fazer é encontrar uma forma de acomodar a diversidade dentro da laicidade e do republicanismo. Quando se vai à Grã-Bretanha, você pode falar inglês com 200 sotaques: canadense, australiano, neozelandês, sul-africano, nigeriano – tudo é inglês. Mas se você fala francês com algum sotaque, eles acham que você é um primitivo. A França se coloca no topo de uma pirâmide do saber e hierarquiza para baixo. E as pessoas não gostam de ser colocadas nisso.

Existe também exploração política a respeito dos acontecimentos. Na manifestação deste domingo, por exemplo, muitos não desejam a presença da Frente Nacional (FN), partido francamente xenófobo e racista. Como o senhor vê essa dimensão?
Não há como excluir a FN. Como partido, a FN é cada vez mais importante – Marine Le Pen (presidente da FN) é uma das figuras com condições a aspirar o cargo de primeiro-ministro. Você não pode excluir. Será preciso dizer: estamos reunidos nesta manifestação não por estarmos de acordo em tudo.

O que uniria os grupos?
O fato de estarem reunidos para repudiar a violência. Ou seja, você encapsula a solidariedade a um aspecto, sem aderir aos demais. Mas é muito difícil. A França está vivendo um momento muito complicado. Ao erigir seus valores em um corolário universal, ficou presa em uma camisa de força intelectual, ideológica e comportamental. Se você não estiver enquadrado naquele rigor metodológico e linguístico e na própria técnica de apresentação das ideias, você é visto como bárbaro. O francês já foi uma língua de comunicação mundial. Hoje, é uma língua de cultura, estudada por grupos de pessoas. Há uma perda de espaço intelectual e de prestígio com a qual têm dificuldade de se conciliar. Estamos no momento de repudiar a violência dos ataques. Haverá tempo para discutir todas as complexidades. Pessoas foram mortas de uma maneira que você não pode coonestar.

É possível aos outros grupos políticos aceitar a participação da Frente Nacional na manifestação então?
Churchill (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico de 1940 a 1945 e 1951 a 1955) tinha horror à União Soviética, e Roosevelt (Franklin Roosevelt, presidente americano de 1933 a 1945) não menos. E todos fizeram causa comum contra o nazismo. Não se estará aderindo ao ideário da Frente Nacional, mas simplesmente repudiando com toda a convicção os assassinatos. Matar aquelas 12 pessoas e depois outras tantas não é aceitável. Se alguém se junta a você nesse repúdio, será, como dizem os ingleses, fellow traveler (companheiro de viagem). As alianças são feitas conjunturalmente e para fins específicos.

Se a França se unir no domingo em torno de uma atitude negativa – o repúdio à violência –, qual será a atitude positiva capaz de manter essa união na segunda-feira?
Na segunda-feira, a França estará ainda traumatizada. As ondas de choque do que ocorreu desde quarta-feira vão durar mais tempo. A França terá um período de reavaliação de sua política interna, de seus valores, de sua relação com os imigrantes. Não é só o imigrante islâmico. Há os africanos, com os quais há uma relação menos tensa. Deverá haver um processo muito grande de autocrítica e de revisão de valores. É preciso perguntar: se num mundo tão diverso e cosmopolita, a França pode se manter tão exclusivamente francesa?

A França tem uma visão equivocada sobre seu papel no mundo hoje?
O país tem ainda uma ideia de seu papel no mundo que não corresponde mais à realidade: a ideia de o brilho, o éclan de sua civilização ainda têm efeito. Trata-se hoje de uma potência europeia sem papel maior sobre o mundo e com dificuldade de se acomodar a isso. Na União Europeia, a Alemanha tem hoje um papel militar e político muito maior. A Grã-Bretanha continua sendo um grande ator, por meio de sua relação imperial e atlântica com os Estados Unidos. A França é hoje uma potência média e tem dificuldade de se ajustar a isso em razão de sua ideia datada de grandeza passada.

O país está amarrado ao seu passado?
Na França, o passado ocupa um espaço excessivo. Napoleão, Luís XIV,  Foch, De Gaulle – todos têm espaço demais. Há uma presença do passado maior do que seria adequado. No momento, o meu medo é que a reação seja mais simples, que seja de retaliação, de caça às bruxas, de procura de culpados, de insegurança social. Os imigrantes foram varridos para as banlieues, os subúrbios. E não é uma presença estatisticamente insignificante. É uma presença imensa e crescente. Não sei como vão começar o reexame. Tenho a impressão de que François Hollande (atual presidente) não é o homem para isso. Ele pode administrar um país que sai de uma crise. Mas esse reexame exige grandeza, algo encontrável em um tipo de estadista que não creio que Hollande seja. A França está, no momento, despreparada para enfrentar esse tipo de desafio. Eles precisarão de um pouco mais de tempo. Até porque tenho a impressão de que não se esgotou o processo de violência.

Para o senhor, haverá mais atentados?
Sim. Haverá mortes aqui e acolá. Não vejo isso se esgotando completamente, e sim se prolongando um pouco no tempo. Há um outro problema que merece reflexão. A mobilidade das pessoas no mundo global exige um exame multilateral. As organizações internacionais como a ONU, a União Europeia e outras devem se reunir para discutir como administrar esse problema. Não são 2%, 3% da população – são proporções muito grandes que se deslocam. Creio que temos pano para manga. E não acho que esse episódio esteja esgotado. O primeiro round foi vivido, mas creio que teremos ainda repercussões nas próximas semanas.

UhhhUUU

Pois é, reproduzo o que encontrei no jornal “Meia Noite”, ao qual tive acesso pelo gúgou níus:

O governo anunciou ontem à noite um pacote com medidas duras que afetam a vida de trabalhadores e a concessão de pensões. As mudanças incluem mais rigor para conceder seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão. As medidas na área trabalhista eram esperadas, mas a abrangência das mudanças sobre pensões gera uma insegurança futura para milhares de pessoas e devem mudar a forma como os brasileiros e brasileiras encaram a carreira. Em caso de morte do cônjuge, por exemplo, a pensão será de 50% da renda, inclusive para servidores públicos. Conforme a idade, o benefício será extinto após um tempo. As medidas são racionais do ponto de vista de gestão financeira e permitirão economia da ordem de R$ 18 bilhões por ano, mas pegam muita gente de surpresa porque a presidente Dilma ganhou a eleição justamente dizendo que manteria os programas sociais e que seus adversários é que fariam cortes. Os detalhes serão publicados hoje no Diário Oficial da União.

Quem ganha eleição joga fora as promessas antes mesmo de assumir o cargo. Ou re-assumir, nesse caso.

Sempre pergunto onde foi que descobriram que “eleição” é sinônimo de “demo-cracia”. Bem, governo do DEMO, não do povo.

Espero que o Brasil mergulhe logo, por completo, no terreno fecal que plantou.
Merecemos, tal a burrice da “intelectualidade” que ainda apóia os des-governos.
Em troca de uns carguinhos e de uns patrocínios, é claro.

Nepotismo e “trabalho voluntário”

Há uns dias, li uma matéria sobre com apenas um voto suplente assume vaga – o dela mesma – que foi empossada no cargo, em um municìpiozinho de 1700 habitantes (com prefeitura, secretários, vereadores, carros oficiais, etc. e tal, tudo pago pelo FPM).
A começar que ela tinha se candidatado a pedido do marido, presidente local de um partido de aluguel, para preencher a “cota” de mulheres. Começa daí o absurdo.
Receberá o salário, enquanto o titular também o recebe, durante licença médica. Será que estava mesmo tão doente? Ou era um acordo com o presidente do partido? Isso é tão comum no senado – ficar doente para o suplente financiador da campanha assumir o cargo.

Uns dias depois, li um artigo sobre municípios na “pura e imaculada Suíça”, que dizia que, no país alpino, o governo municipal é composto por cinco membros, dos quais um é o prefeito. Fazia parte do texto as afirmações de

Como é tradição na Suíça, eles exercem seus cargos eletivos no sistema de milícia, ou seja, não são remunerados por isso. Comissões formadas por moradores regulam áreas como a de construção, administração, cultura e lazer ou política. A administração fica a encargo de um administrador profissional, responsável pela coordenação dos funcionários.

Nossa, fiquei arrepiado.
Até parece.
Um amigo que vive atualmente na Suíça (país que sedia a FIFA) já havia anteriormente comentado que é preciso ver comentários elogiosos àquele país com lupa, pois o que se vê não é nada tão voluntário assim, bem o contrário.

Conheci uma estrangeira que vivia em Zurique, há vários anos, que comentou sobre o nepotismo cruzado no país.
Um político arruma um empreguinho público para a filha de um outro político, e esse garante uma vaga para a mulher do primeiro.
Assim se garante a “coesão” entre alemães, franceses e italianos (dizem coesão, mas podem chamar de cumplicidade) .
Suíços têm o dinheiro no coração e a alma no banco.

Que belo exemplo.
Não difere muito do que temos na Tupiniquinlândia. Um deputado de partido de direita do Sul emprega a filha do deputado esquerdista do Nordeste.
Fora isso, uma ou outra “contribuição” de uma empresa para o “trabalho” do político.
Sem contar que sabemos como operam “milícias” em diversos municípios brasileiros.
Assim caminha a humanidade…

L. F. Pondé e as bicicletas

Essa moda hipòcritamente mal-resolvida das bicicletas tem encontrado rebatedores.

Reproduzo parte da entrevista de Luiz Felipe Pondé, publicada no porto-alegrense “Meia-Noite”, sobre o tema:

Um dos alvos nesse passeio são grupos que buscam a melhoria da sociedade, como ciclistas, que trocam o carro pela bicicleta acreditando que isso torna a cidade melhor. Sua crítica não desestimula a luta por avanços no cotidiano?

Uso a expressão “playboy light” para falar de ciclistas. Suspeito que essas pequenas formas de causas que as pessoas assumem como “eu sou ciclista, portanto salvo o mundo” produzem uma autoimagem de que você é uma pessoa moralmente superior – isso é fato porque conheço várias pessoas assim. Minha questão não está relacionada ao hábito de andar de bicicleta em si, mas sim a uma espécie de afetação da classe média alta, que acha que, por andar de bicicleta em um bairro seguro ou por trabalhar perto de onde mora, está mudando o mundo. Na realidade, ela é apenas uma privilegiada que mora perto do trabalho, não precisa levar filhos na escola, fazer supermercado e outras mil coisas e, portanto, pode andar de bicicleta. E está tudo bem que faça isso, mas não está mudando o mundo: está apenas usufruindo de um luxo.

Quais são os riscos desse sentimento de superioridade moral?

Isso é indesejável porque é uma forma de hipocrisia e cria grupos intocáveis na sociedade. Se você critica grupos como os ciclistas, praticamente se torna um inimigo público. Tenho amigos que faziam parte desses grupos e os deixaram porque ficaram impressionados com sua agressividade – a gente sabe que muitos ciclistas fecham ruas, são agressivos, andam na contramão… Em São Paulo, o ciclista é como um deus, encarna uma espécie de comportamento santo que vai salvar o mundo. Mas isso é criar uma espécie de mundo que não existe: em que todos trabalhariam perto de casa e ninguém precisaria levar ninguém para a escola. Amsterdã não é o mundo. Amsterdã existe graças à Ásia e à África. E não estou criticando o capitalismo com isso. Aliás, estou sim. A cultura dos mimados é fruto do capitalismo. Minha birra com a esquerda é justamente porque ela atrapalha quando tentamos pensar os problemas da sociedade contemporânea, criando mitos.

Como sempre lembra um primo: bicicleteiro não paga IPVA nem passagem, e quer ter prioridade…
Só são “ativistas” no plano. Evitam as ladeiras das periferias das grandes cidades.

Duas palavras interessantes

Encontrei em um texto em inglês uma palavra que desconhecia: kakistocracy.

Descobri que ela tem correspondente em português: caquistocracia,
e que, mais ainda, existe uma outra que lhe complementa: oclocracia.

A primeira, o governo dos piores;
a segunda, o governo da ralé.

Vale a pena ler o artigo da Meia-Noite porto-alegrense sobre essas palavras.

Estudar grego e latim sempre é útil: pode mostrar outros caminhos que já existiam e que têm sido ignorados.

Sites de jornais

De repente, no meio “das festas de copa imunda”, os principais jornais / revistas brasileiros fizeram alterações visuais em seus sites.

Um espírito de imitação que é de cair queixo de mula!

Tudo arrumadinho, limpo, com imagens bonitinhas, com chamadas escandalosamente escandalosas (como sói ocorrer na “enpreimça“), e…
com incrível falta de informações úteis.

Além do blablablá de “famosos”, de fofocas sobre alpinistas sociais e outros do estilo, além de toneladas de pop-ups com propagandas.

Nem tudo porém se resume a isso: ainda temos as abomináveis matérias pagas, que eles colocam como “reportagens”, do tipo “não existe bolha imobiliária”, ou “meu colega jornalista é o melhor candidato ao senado que jamais houve em terras tupiniquins”, e outras coisas de “total isenção”.

Não é necessário ter um site chato e antiquado, como o New York Times, mas nem todas as pessoas dão mais valor à forma do que o conteúdo.

Com esse detalhe, conteúdo, nem os “programadores visuais” nem os empresários das comunicações parecem preocupar-se.

Ah, quase deixava de lado:
e as matérias que simplesmente “desaparecem” no arquivo dos sites, porque a repercussão foi oposta à que estava programada pela empresa, ou porque estavam impregnadas de “herros”?

E a descarada censura a comentários de leitores? Esse pode, esse não pode.
E são eles os que “defendem” a liberdade de expressão?
Poupem-nos de balelas demagógicas.
“Porcorativismo” da pior espécie!

Melhor voltar a ouvir rádio, e ler blogs, para atualização das informações.
Os blogs têm rabo muito menos preso do que esses sites de jornais, e informam coisas que a “grande enpreimça” esconde.

P.S. Acabo de ver que a vetusta BBC está com pesquisa para saber as preferências dos leitores, para eventuais alterações na ênfase de alguns conteúdos.

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