Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

A ditadura em que vivemos

Vivemos desde 1988 uma ditadura dos bacharéis em direito.
Juízes, promotores, procuradores e advogados, do alto de suas palavras, dão ordens em tudo e a todos.

Para os concursados é legal (embora imoral) a concessão de auxílio-moradia, auxílio-livros, auxílio-creche, auxíli-(e)terno, auxílio-gravata, auxílio-oscambau, …

Não tenho qualquer simpatia pelo movimento dos sei lá o que sem teto, mas concordo com a posição de que

Há R$ 400 mi para auxílio-moradia a juízes com teto, mas alega-se falta de dinheiro para o Minha Casa, Minha Vida atender aos sem-teto.
Guilherme Boulos, , coordenador do MTST, sobre órgãos ligados ao Judiciário liderarem a previsão de gastos com auxílio-moradia em 2018.

Por sua vez, os caríssimos advogados que impediram a prisão de Maluf por quase 30 anos, dizem que o mau velhinho não pode ser preso.
(De sua parte, na atrasada Alemanha decidiram que, apesar de seus 96 anos, o contador de Auschwitz pode passar alguns de seus últimos anos na cadeia.)

Dentre os muitos comentários sobre os (caros) advogados de Maluf, selecionei dois comentários:

  • advogado kakay, deveriam por você num hospício advogando com o dinheiro do povo
  • deveria haver uma lei que obrigasse o advogado a provar a licitude do dinheiro recebido do cliente, afinal de contas é advogado ou parceiro?

Cabe ser ressaltado que isso não vale apenas para os advogados de nóçus kiridus políticos, que ùltimamente passaram a ser convidados a conhecer algumas celas de cadeias (embora sempre por pouco tempo, pois logo recebem o direito de voltar para suas mansões).
O que vale para esses “homens do poder, da lei e da ordem” também valeria também para os muito bem remunerados advogados de fernandinho beira-mal, de marcola, e tantos outros ídolos do funk menos famosos.

Serviria para iniciar a ruptura dessa ditadura dos que tanto bradam o “estado democrático de direito”, que raramente serve para a população direita, mas apenas para quem está com muito dinheiro nas contas.

 

 

 

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Heróis

Há alguns dias, em um site de notícias, encontrei uma matéria sobre política (não tenho a menor idéia da irrelevância dela, por isso não posso agora localizá-la), em que um leitor-comentarista escreveu que aquilo era algo para os heróis – e mencionou Joaquim Barbosa, Tiradentes e mais uns dois ou três (daqueles que podem ser nivelados a “famosos”).

Um outro leitor-comentarista respondeu que a lista era muito fraca para relacionar verdadeiros heróis.

Começou aquele bate-boca internautiqueiro, com outras pessoas participando, com os correspondentes dislikes para o contestador.

– Diga quem são então seus heróis.

– José Bonifácio, André Rebouças, Osvaldo Cruz e Machado de Assis.

Bem, a discussão se encerrou e o replicador teve vários likes.

Uzerói que a enpreimça gosta de divulgar estão de fato muito longe de quem trabalhou em prol do país.

Muito menos naziskola são ensinados os verdadeiros fatos relevantes, apenas acessórios do oba-oba.

 

Viaduto Marisa Letícia

Um prefeito interino (já que o titular e o vice estão sempre fora do posto) assinou alguma coisa que deu nome de Marisa Letícia a um viaduto na Avenida do M’Boi Mirim (que os gehornallyztas ainda não aprenderam que se pronuncia MBOI, imboi, quase como Embu, e não é emeboi), e o prefeito titular disse que não haveria cerimônia de inauguração, porque ele era contra a homenagem.

Babaquices politiqueiras à parte, e incompetência de ambos os dezoito lados, por que vehadores só se preocupam com óménaji a parentes de amigos?
O salário e as vantagens adicionais que recebem é só para isso?

Alguma vez já comentei em algum lugar do multiverso:
Não dá para esperar uns vinte aninhos para ver se a homenagem se justifica?
Vinte aninhos é um prazo razoável para se acabar com a emoção eleitoreira e politiqueira.

Regra que deveria valer para todo tipo de denominação – ruas, pontes, estradas, aeroportos, edifícios públicos, estádios municipais, parques, até mesmo bairros inteiros…

Por que os nobres vehadores não se mobilizam para devolver à Estrada do Bororé o nome antigo (como Avenida), e retirar a execrável  homenagem à mãe de um governador que atualmente está cumprindo pena em cadeia nos Estados Unidos, depois de umas pequenas irregularidades no futebol internacional.

Pior que já fizeram até mesmo homenagem a pessoas vivas (vivaldinas).
Em São Paulo, lembro do ilustre desconhecido presidente da Itália Giovanni Groncchi, e do Estádio do Pacaembu. Em outras cidades, porém, sobretudo no Rio de Janeiro, isso é regra desde que Villegaignon se retirou da cidade, com Presidente Vargas, Rainha Elizabeth (da Bélgica), e muito mais. E Brasília segue com todo o vigor nessa atitude (estádios, bairro, … ) . Nada porém supera o Maranhão, sabemos.

Ah, mas aí o nobre vehador ou o dê-putado não poderá usar de seus quinze minutos de brilho…

Tenho certeza de que aguardando o defunto esfriar e virar ossos, a homenagem será muito mais respeitada.

 

Feriados, férias, viagens

Conversei esta semana com uma amiga e o sócio dela sobre os feriadões, as férias, e “a necessidade das viagens”, exigência da indústria do turismo aos consumidores.

O sobrinho de minha amiga foi com a família, mais uma vez, passar o ano novo no Rio de Janeiro.
Talvez a areia de Copacabana seja outra, talvez os fogos sejam outros, talvez o calor seja diferente…

Meu irmão tem passado o aniversário, nos últimos sei-lá-quantos-anos, em Ubatuba.
Eu já perdi a conta dos aniversários que não comemoro…

Um casal de amigos aqui não perde janeiro sem ir à praia do Pipa, no Rio Grande do Norte – nem mesmo este ano, com o Exército no lugar da Polícia.

Outros declaram em VOZ BEM ALTA que vão de novo a Paris  (será que não é ao Pari, ao lado do Brás e do Bom Retiro?).

Por sua vez, essas pessoas nunca estiveram no Pantanal, ou na Chapada dos Guimarães, que são parte da riqueza natural do Brasil, ou sequer conhecem a capital do próprio país.
Sentem arrepios ao ouvir a palavra África.

Sei lá, para mim há lugares que visitei uma vez e que já satisfizeram minha curiosidade nessa única vez.
Tipo São Luís do Maranhão e Holanda.
Certas datas também não me atraem nem um pouquinho, como a noite em que se comemora a chegada de novos boletos de impostos…

Outros visitei umas três vezes, e dei por concluída a missão de ver a localidade e seus arredores – Salvador, Tiradentes, Alemanha.

Desde criança, nunca gostei de sofrer nas intermináveis filas de estradas, nem nas salas de espera de aeroportos super-lotados.
Aproveito muito mais uma viagem se ela for realizada com menos tumulto.
Sei que nem todas as pessoas têm essa disponibilidade de tempo, mas voltar para casa estressado por conta de um feriado é pior do que ficar em casa e aproveitar um bom livro e uma boa música.

Quando me dizem que já viajei muito, discordo. Não foram cinqüenta países. Não coleciono carimbos em passaportes. E não fui a todos os Estados brasileiros.
O que vi, porém, tem sido suficiente.
Poucos lugares que não visitei ainda me dão curiosidade. A Rússia, por exemplo, mereceria uma viagem, mas certamente não é para apenas visitar museus.
Sei que jamais teria interesse em visitar Vietname, Maldivas, ou México. Simplesmente não me interessa o que está na moda.
Tenho mais curiosidade em conhecer a Armênia e Geórgia, ou a Ilha da Madeira.
Certamente não pretendo voltar a Paris, nem à Bolívia.
Não tenho coragem para encarar novamente o Japão e a Coréia.
Orgulho-me de nunca ter ido a qualquer parque disney no mundo.

No entanto, ainda há dezenas de dúzias de livros que pretendo ler, enquanto ainda posso compreender o que neles está escrito.
Há também muitos compositores e intérpretes que ainda não conheço…

 

professores kkkkkkkkkk

Essa matéria, retrato do poço sem fundo da pretensão do jornalismo (lembre-se que o sufixo -ismo denota doença), demonstra que a doença da burrice não é exclusividade do baixo nível daziskóla tupinambás:

http://www.elmundo.es/espana/2017/12/24/5a3fce25468aeb8a668b462e.html

Jornalistas se consideram “donos da língua”.
Devogádus são os donos du deretchu.
Hátrêtas são donos da fisiologia.
Atores de novelas são donos dazártchi.
Arquitontos são os donos do conforto.

Houve tempo em que alguns grandes profissionais eram modelo e exemplo para serem seguidos.
Mas isso foi há muito muito tempo. Parece que, como diziam os contos de fadas, nos tempos em que compreendíamos o que os animais falavam.
Hoje em dia, urram e ninguém consegue entender o que dizem na tv, ou escrevem nos sites.

Em lugar de aulas de marquetíngue (para enaltecer cantores de phumky, ou jogador de peladas, que ganham milhões de dólares),
seria conveniente que as fakús de comunicação social dessem aos alunos noções de História e de Geografia, por exemplo.
Já me cansei de ouvir / ler que Sydney é a capital da Austrália, ou que o bitcoin (O?  moeda é do gênero feminino, em português) veio para ficar (igual às tulipas holandesas no início do século XVII).

cinema

Achei interessante essa matéria sobre idosos e cinema.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/12/1944671-em-cidades-pequenas-somente-5-dos-idosos-costumam-ir-ao-cinema.shtml

Discordo que isso seja uma característica de cidades pequenas.
Tenho morado em cidades grandes a maior parte de minha vida, mas há muito deixei de ir ao cinema.
Não é por falta de salas, nem por falta de oportunidades.
Como disse uma das pessoas entrevistadas, não me interesso por filmes cheios de d-efeitos especiais.
Perdi o interesse pelas guerras nas estrelas e por continuações de outras ficções, em que os extra-terrestres são bípedes orelhudos iguais aos humanos.
As aventuras já me cansaram.
Filmes românticos não fazem meu estilo.
Comédias têm se tornado um insulto às pessoas, de tão vulgares e repetitivas.
Não gosto desses filmes politizados sobre greves e coisas do tipo.
Odeio terror.
Gosto de um certo suspense, de histórias de detetives.
Filmes históricos podem ser interessantes, mas em geral são completamente distorcidos. Tipo aquele australiano ou aquela brasileira.
Dramas familiares já deram sua boa cota de filmes nas décadas de 1970 e 1980.
Ou a historinha do cachorro que se sacrifica para salvar o amiguinho.
Ou os filmes de guerra em que o soldado mutilado que retorna da casa e encontra a mulher com filhos que certamente não são dele.

Sobretudo: NÃO SUPORTO o cheiro de pipoca e o barulho dos arrotos de coca-cola nas cadeiras ao lado.

Quanto ao teatro, ou os preços são abusivos, ou as peças têm aqueles mesmos atores de novelas de televisão, ou são apenas um amontoado de gritos primais, patrocinados pela lei roubanet.

Além disso tudo, os cinemas de rua eram muito mais simpáticos do que essas salas de shopping centers.
Por isso, no que depender de mim, a segunda (teatro) e a sétima (cinema) artes não contam com minha presença.
Nem as galerias de arte.
Prefiro livros e música.

tripa aí vai, sô

Gostei da matéria sobre o restaurante que nunca existiu.

http://www1.folha.uol.com.br/turismo/2017/12/1943141-restaurante-que-nao-existe-chega-ao-topo-do-tripadvisor-em-londres.shtml

Já perdi meu tempo postando comentários e avaliações nesse de-formador de opiniões chamado tripa aí vai sô.
Até perceber que a política da empresa é um engodo maior do que o universo.

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/tag/tripadvisor/

Depois perdi também o interesse em continuar a publicar, no próprio blogue que eu havia montado, comentários sobre restaurantes e bares que tenho freqüentado.
O mundo das comidas e bebidas flutua como uma velocidade superior à da luz.
Atendimento, qualidade e preços podem mudar conforme o cliente e conforme o funcionário. Ou permanecer iguais durante décadas…
A inundação de informações como a relatada pelo freelancer Butler (por acaso mordomo, em inglês) já me havia sido mostrada por amigos que eram donos de restaurante em Brasília.
Muitas vezes eles sabiam quem era o comentarista favorável, e quem era o comentador enviado por concorrente.
Empresários sérios não precisam sair correndo atrás de estrelinhas.

Existem milhões de pessoinhas que fazem questão de ir ao restaurante X e ao bar Y porque estão na moda.
Mesmo que o restaurante seja na verdade uma conhecida “lavanderia”, no mais puro estilo de filmes de máfia ou de restaurantes chineses.
Existem também muitas pessoas que fazem turismo nos lugares que são indicados pelos jornalistas contratados por agências e redes de hotéis.
Mesmo que aquela praia ou museu não seja estilo do viajante.
Existem pessoas que vão religiosamente ao mesmo lugar, enquanto outros gostam de desbravar o mundo.

Passar tempo em filas ou aguardando a reserva para outro mês NÃO são parte de meu lazer.
Prefiro viajar sem muitos roteiros pré-definidos, e conhecer a vida nas ruas da cidade que estou visitando.

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