Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Arquivo para a categoria ‘imprensa’

Pablo Neruda

Muitos conhecem a biografia do poeta Pablo Neruda.

Hoje tive a surpresa de encontrar em um jornal espanhol um artigo sobre o literato.

Como tenho quase certeza de que a imprensa brasileira (correspondente de El País) não fará tradução do artigo,
difundi-o entre meus amigos, e agora o faço entre os leitores do blog,
para que se conheça algo mais de sua personalidade.

Leia:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/02/20/5a887f04468aeb31798b4592.html

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notícias inúteis

Há umas semanas escrevi que queria ser dono de jornal.

Hoje me deparo com notícia que, como disseram os leitores, vai mudar o rumo do planeta.
Trump, com seus 71 anos, apresenta sinais de calvície.
Há menos de um mês, William de Gales também foi objeto dessa enpreimça fofoqueira, com a mesma preocupação.

Será que não há nada com que os gehornallyztas possam se ocupar em suas redações?
Podiam passar o tempo estudando Língua Portuguesa, História e Geografia, para não fazerem os leitores mergulhados nos erros que abundam nos noticiários.
Ou, quem sabe, jogar paciência nos computadores.
Seriam menos prejudiciais para a sociedade.

Queria ser dono de jornal

Queria ser dono de jornal.
Um jornal diferente.
Um jornal que não colocasse na primeira página manchetes como:

  • jogador de futebol tingiu o cabelo
  • a vida çequissuau duzartista da casa mais vigiada do país
  • famosa cantora desconhecida passa férias em ilha paradisíaca do outro lado do mundo
  • torcedores fanáticos customizam automóveis
  • saiba onde comer bolinho de bacalhau
  • morre atriz pornô
  • aberto concurso para concurseiros fracassados
  • remédios florais para pets
  • casal cria fábrica de geléias
  • vocalista diz que já perdeu as contas de quantas vezes se apresentou em festival
  • Kardashian en ropa interior para Calvin Klein
  • Woman coughs so hard she breaks rib
  • 130 000 dollars pour voir l’épave du Titanic
  • Amore tra principessa indù e sultano islamico scatena ira delle donne
  • Luxurious mansions you can stay in
  • The season’s sweetest hot chocolates
  • Mit dieser App siechern Sie sich vor dem Sex rechtlich ab

Não inventei nenhum. Todas essas manchetes estão hoje nos sites de jornais de quase todo o mundo.
Apenas dei a elas uma redação mais elaborada, em alguns casos.

Será que isso tem alguma relação com a infantilização e com a imbecilização geral da sociedade?
Esses assuntos merecem de fato o destaque que lhes é dado pela enpreimça?
Duvido que as pessoas que conheço também não preferissem outro tipo de notícias com que se ocupar.

 

 

 

 

Heróis

Há alguns dias, em um site de notícias, encontrei uma matéria sobre política (não tenho a menor idéia da irrelevância dela, por isso não posso agora localizá-la), em que um leitor-comentarista escreveu que aquilo era algo para os heróis – e mencionou Joaquim Barbosa, Tiradentes e mais uns dois ou três (daqueles que podem ser nivelados a “famosos”).

Um outro leitor-comentarista respondeu que a lista era muito fraca para relacionar verdadeiros heróis.

Começou aquele bate-boca internautiqueiro, com outras pessoas participando, com os correspondentes dislikes para o contestador.

– Diga quem são então seus heróis.

– José Bonifácio, André Rebouças, Osvaldo Cruz e Machado de Assis.

Bem, a discussão se encerrou e o replicador teve vários likes.

Uzerói que a enpreimça gosta de divulgar estão de fato muito longe de quem trabalhou em prol do país.

Muito menos naziskola são ensinados os verdadeiros fatos relevantes, apenas acessórios do oba-oba.

 

Viaduto Marisa Letícia

Um prefeito interino (já que o titular e o vice estão sempre fora do posto) assinou alguma coisa que deu nome de Marisa Letícia a um viaduto na Avenida do M’Boi Mirim (que os gehornallyztas ainda não aprenderam que se pronuncia MBOI, imboi, quase como Embu, e não é emeboi), e o prefeito titular disse que não haveria cerimônia de inauguração, porque ele era contra a homenagem.

Babaquices politiqueiras à parte, e incompetência de ambos os dezoito lados, por que vehadores só se preocupam com óménaji a parentes de amigos?
O salário e as vantagens adicionais que recebem é só para isso?

Alguma vez já comentei em algum lugar do multiverso:
Não dá para esperar uns vinte aninhos para ver se a homenagem se justifica?
Vinte aninhos é um prazo razoável para se acabar com a emoção eleitoreira e politiqueira.

Regra que deveria valer para todo tipo de denominação – ruas, pontes, estradas, aeroportos, edifícios públicos, estádios municipais, parques, até mesmo bairros inteiros…

Por que os nobres vehadores não se mobilizam para devolver à Estrada do Bororé o nome antigo (como Avenida), e retirar a execrável  homenagem à mãe de um governador que atualmente está cumprindo pena em cadeia nos Estados Unidos, depois de umas pequenas irregularidades no futebol internacional.

Pior que já fizeram até mesmo homenagem a pessoas vivas (vivaldinas).
Em São Paulo, lembro do ilustre desconhecido presidente da Itália Giovanni Groncchi, e do Estádio do Pacaembu. Em outras cidades, porém, sobretudo no Rio de Janeiro, isso é regra desde que Villegaignon se retirou da cidade, com Presidente Vargas, Rainha Elizabeth (da Bélgica), e muito mais. E Brasília segue com todo o vigor nessa atitude (estádios, bairro, … ) . Nada porém supera o Maranhão, sabemos.

Ah, mas aí o nobre vehador ou o dê-putado não poderá usar de seus quinze minutos de brilho…

Tenho certeza de que aguardando o defunto esfriar e virar ossos, a homenagem será muito mais respeitada.

 

professores kkkkkkkkkk

Essa matéria, retrato do poço sem fundo da pretensão do jornalismo (lembre-se que o sufixo -ismo denota doença), demonstra que a doença da burrice não é exclusividade do baixo nível daziskóla tupinambás:

http://www.elmundo.es/espana/2017/12/24/5a3fce25468aeb8a668b462e.html

Jornalistas se consideram “donos da língua”.
Devogádus são os donos du deretchu.
Hátrêtas são donos da fisiologia.
Atores de novelas são donos dazártchi.
Arquitontos são os donos do conforto.

Houve tempo em que alguns grandes profissionais eram modelo e exemplo para serem seguidos.
Mas isso foi há muito muito tempo. Parece que, como diziam os contos de fadas, nos tempos em que compreendíamos o que os animais falavam.
Hoje em dia, urram e ninguém consegue entender o que dizem na tv, ou escrevem nos sites.

Em lugar de aulas de marquetíngue (para enaltecer cantores de phumky, ou jogador de peladas, que ganham milhões de dólares),
seria conveniente que as fakús de comunicação social dessem aos alunos noções de História e de Geografia, por exemplo.
Já me cansei de ouvir / ler que Sydney é a capital da Austrália, ou que o bitcoin (O?  moeda é do gênero feminino, em português) veio para ficar (igual às tulipas holandesas no início do século XVII).

tripa aí vai, sô

Gostei da matéria sobre o restaurante que nunca existiu.

http://www1.folha.uol.com.br/turismo/2017/12/1943141-restaurante-que-nao-existe-chega-ao-topo-do-tripadvisor-em-londres.shtml

Já perdi meu tempo postando comentários e avaliações nesse de-formador de opiniões chamado tripa aí vai sô.
Até perceber que a política da empresa é um engodo maior do que o universo.

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/tag/tripadvisor/

Depois perdi também o interesse em continuar a publicar, no próprio blogue que eu havia montado, comentários sobre restaurantes e bares que tenho freqüentado.
O mundo das comidas e bebidas flutua como uma velocidade superior à da luz.
Atendimento, qualidade e preços podem mudar conforme o cliente e conforme o funcionário. Ou permanecer iguais durante décadas…
A inundação de informações como a relatada pelo freelancer Butler (por acaso mordomo, em inglês) já me havia sido mostrada por amigos que eram donos de restaurante em Brasília.
Muitas vezes eles sabiam quem era o comentarista favorável, e quem era o comentador enviado por concorrente.
Empresários sérios não precisam sair correndo atrás de estrelinhas.

Existem milhões de pessoinhas que fazem questão de ir ao restaurante X e ao bar Y porque estão na moda.
Mesmo que o restaurante seja na verdade uma conhecida “lavanderia”, no mais puro estilo de filmes de máfia ou de restaurantes chineses.
Existem também muitas pessoas que fazem turismo nos lugares que são indicados pelos jornalistas contratados por agências e redes de hotéis.
Mesmo que aquela praia ou museu não seja estilo do viajante.
Existem pessoas que vão religiosamente ao mesmo lugar, enquanto outros gostam de desbravar o mundo.

Passar tempo em filas ou aguardando a reserva para outro mês NÃO são parte de meu lazer.
Prefiro viajar sem muitos roteiros pré-definidos, e conhecer a vida nas ruas da cidade que estou visitando.

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