Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘brasileiro’

Turistas, outra vez

Nestas semanas lemos algumas notícias esperadas.

  • Turista morre ao se colocar em local proibido próximo a aeroporto, para tirar selfie de avião pousando (ou decolando, tanto faz), em ilha holandesa das Antilhas.
  • Turista derruba obra de arte em efeito dominó, fazendo uma maldita selfie.
  • Turista (passageiro) tem de ser impedido com garrafada na cabeça, porque tentava abrir a porta do avião em pleno vôo!
  • Turistas européias (com acento – faço questão) são esfaqueadas no Mar Vermelho, porque ignoraram o aviso de que o Egito não é mais lugar conveniente para se passear.
  • Turista cai de despenhadeiro.
  • Grupo de turistas é assaltado no no Rio de Janeiro.
  • Turista é esfaqueado no Amazonas.
  • Turistas se perdem em passeio na mata fora de trilha.
  • Grupo de turistas é assaltado em Pernambuco.
  • Turista paulista é morto a tiros em Minas Gerais.
  • Bombeiros procuram corpo de turista que se afogou.
  • Turista alemão é espancado no Pelourinho.
  • etc e tal

Pergunto: para ser turista tem imbecil?

Os ativistas guêis dizem que não se pode dizer homossexualismo, pois o sufixo ismo denota doença.

É verdade! Turismo, socialismo, nazismo, islamismo, petismo, gueizismo, …

Da mesma forma que existe a epidemia da doença das redes sociais, que “obriga” as pessoas a tirarem selfies em lugares turísticos, por mais óbvias que sejam as fotos. Como aquela de fingir que está “segurando” a Torre de Pisa.

Continuando:
essa gente horrível, fedida e encrenqueira que se espalha pelo mundo com o nome de turistas.

  • Pois nesta semana, todos os dias, TODOS, algum tupinambá fez besteira em outro país, e saiu reclamando que a cadeia no aeroporto não era igual a um hotel de cinco estrelas.
  • E olhe que o estrangeiro (sim, tupinambás lá fora são estrangeiros) ia ficar hospedado em um catre no abrigo de moradores de rua, que lhe tinha sido indicado por algum site especializado em turismo “radical”.
  • E aquela gente fedida que foi se sujar na neve reclamou que o aeroporto fechou! Imaginem só, aeroporto fechar por conta de mau tempo! Isso é perseguição contra os queridos tupinambás.
  • Também neste mês, fizeram todo aquele bafafá por conta da falta de passaportes.

Marido de Dona Dulce Maria de Castro Figueiredo, ressuscite e veja.
Lembra que no teu tempo, general, para se tirar passaporte e viajar era necessário pagar uma taxa de mil dólares, reembolsáveis ao longo da vida?

Pois é, hoje em dia tinha de haver uma taxa de 500 mil libras esterlinas cada vez que um tupinambá quisesse ir para outro país.

Sem reembolso!

E no caso de turismo interno, acho que cobrar uma taxa de lixo diária de 4 mil dólares seria conveniente.

Afinal de contas, turistas tupinambás deveriam ser primeiro adestrados em canis da polícia e só depois autorizados a sair por aí.
(Xineis i alemaum também… )   

 

 

Ah, mas tinha alvará…

Ontem uma academia de ginástica explodiu e provocou umas tantas mortes e uns tantos feridos em São Bernardo do Campo.

A prefeitura já informou: ah, mas tinha alvará

Bem, vale tudo o que escrevi, há um ano e tanto, quando houve o incêndio da boate em Santa Maria.

Este país de corruptos e “dotôs” prefere acreditar mais nos poderes mágicos da papelada burocrática e jurídica, do que nas leis da física, como as de resistência de materiais,  e da ineficácia das gambiarras, e outras tantas.

Como esses leis da física, que não foram votadas pelos ilustres edis e deputados, ousam contrariar a indústria de impostos e de taxas?
Ou será que o alvará foi concedido após alguma liminar?

 

Alvarás

De repente, por conta do incêndio em Santa Maria, a população brasileira ficou ouriçada com o fato de que alguns estabelecimentos trabalham com alvarás vencidos.

O alvará venceu!!!

E daí?

Por causa disso as condições se alteraram? Houve deterioração de alguma coisa, além da data em um papel emitido por algum burocrata que nunca tirou o traseiro da cadeira?

Aqui em Brasília, alguma ótóridade da Agefis (uma coisa que só serve para emitir multas) disse que eles se preocupam com a papelada. Literalmente disse isso: o que importa é a papelada, e lògicamente, também, as taxas que têm de ser pagas para encher os cofres públicos, para abastecer as muitas máquinas de enriquecimento ilícito, mesmo porque, se faltar alguma coisa, dá-se um jeitinho.

Alguém se preocupa em checar in loco o que está escrito no tal processo de liberação de alvarás? Que é isso, ‘xáprálá, mermão.

E por acaso, um mês depois de concedido o bonito alvará, por acaso algum fiscal (seja lá de que órgão seja, inclusive bombeiros) passou por lá para verificar se as condições indicadas no tal processo de liberação de alvarás foram mantidas? Ou aquilo tudo era “só pra inglês ver”?

Terra do faz de conta.

De repente, em clima de histeria coletiva, manipulados por uma imprensa sensacionalista, milhões de delinqüentes sociais, os chamados brasileiros, começam a reclamar que o alvará estava vencido.

Por acaso o alvará vencido provoca diarréia? Alvará é igual a iogurte?

Mais uma coisa, ouvi agora de manhã no rádio, que em Brasília 40% das casas noturnas funcionam com a abertura autorizada por LIMINARES, uma indústria muito lucrativa.

Claro, qualquer juizeco que nunca saiu do clube e da vara é capaz de verificar toda a papelada, para indicar que um estabelecimento pode funcionar, por estar de acordo com todas as normas exigidas em leis, decretos, regulamentos, e uma dose de achismos. Claro está que, se houve a necessidade de concessão de liminares, essas exigências não estavam plenamente satisfeitas.

No final da história, tudo fica bonitinho no papel, e é apenas isso o que interessa para este paiseco de bacharéis. Ver a realidade, apalpar os materiais e seus entretantos, ah, isso é muito chato. Serviço p’ra peão, nunca para dotô.

Ainda bem que estamos ampliando o número de universidades, sem qualidade, mas isso é um mero detalhe. Imaginem quantos outros idiotas conseguirão seus canudos para se tornar ótóridades.

O que interessa são os papéis.

UNPLUG

Em rádios nos Estados Unidos, existe um anúncio que se chama UNPLUG, ou seja, tentando adestrar esses animaizinhos modernos a não serem tão dependentes dos trambolhos eletrônicos. Mãe e filha tentam conversar, mas sempre vem um e-mail, um torpedo, uma chamada no celular, e a conversa entre elas nunca vai a lugar nenhum.

Alguma semelhança com situações parecidas que você já presenciou? Já viveu?

Pois é, a atenção às màquininhas vale mais do que o diálogo.

Lamentável que tanta gente dê mais atenção ao celular do que às pessoas que estão diante delas em uma mesa.

Mais lamentável ainda que no Brasil, este país de pré-adolescentes deslumbrados, uma campanha dessas nunca possa atingir um milésimo da meta. Embora eu tenha sabido de que, algumas pessoas, já aderiram ao hábito de que, em um happy hour ou jantar, o primeiro que utilizar o celular deverá pagar a conta da mesa. Um pouco de civilização que se aprende com a dor no bolso / na bolsa.

O excesso de tralha eletrônica afasta os amigos.

O brasileiro é assim

Reproduzo um texto que recebi no meu correio eletrônico.

O brasileiro é assim…

  • Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas;
  • Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
  • Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração;
  • Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura, viagem para a cidade natal;
  • Fala pelo celular enquanto dirige;
  • Trafega pelos acostamentos em um congestionamento;
  • Pára em filas duplas, (triplas em frente às escolas, para educar os filhos);
  • Viola a lei do silêncio;
  • Dirige após consumir bebida alcoólica (e acha normal avisar os amigos que há blitze adiante);
  • Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas;
  • Espalha mesas e churrasqueira nas calçadas;
  • Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho;
  • Faz gatos de luz, de água e de tv a cabo;
  • Deixa rastro de lixo na rua e reclama que a prefeitura não varre;
  • Registra imóveis no cartório em um valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos;
  • Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, para pagar menos imposto;
  • Muda a cor da pele para ingressa na universidade através do sistema de cotas;
  • Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota de 20;
  • Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes;
  • Estaciona em vagas exclusivas para deficientes; (não são para deficientes mentais, tá?!!)
  • Adultera o odômetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado;
  • Compra produtos piratas com a plena consciência de que são piratas;
  • Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca;
  • Diminui a idade do filho para que este passe por debaixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem;
  • Emplaca o veículo fora do seu domicílio, para pagar menos IPVA;
  • Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fèzinha no jogo de bicho;
  • Leva das empresas ou repartições onde trabalha pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis,… como se isso não fosse roubo;
  • Comercializa o vale-transporte e o vale-refeição que recebe da empresa onde trabalha;
  • (Em breve vai usar o vale-cultura para comprar DVD pirata);
  • Falsifica tudo, tudo mesmo… só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado…
  • Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o agente lhe pergunta o que traz na bagagem;
  • Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E querem que os políticos sejam honesto!!!

Estes políticos saíram do meio desse mesmo povo… ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

Peregrinação

Os muçulmanos são obrigados a, uma vez na vida, fazer a peregrinação religiosa a Meca, e atirar pedras contra o demônio.

Muitos católicos fazem peregrinações. Santiago de Compostela, Fátima, Vaticano, Lurdes, Jerusalém, Aparecida, e tantas outras cidades são os principais destinos desse turismo religioso.

Pois considero imprescindível que se inclua na nossa constituição um artigo que obrigue todos os brasileiros com idade entre 18 e 70 anos (ou seja, todos aqueles aos quais o voto é obrigatório) a fazer peregrinações, a cada CINCO anos, nas escadas da Rodoviária de Brasília. Subir e descer, dando voltas pelo SDS e pelo SDN.

Quem sabe assim os brasileiros parassem de falar sandices a respeito da capital do país que eles não conhecem.

Estou farto de encontrar comentário totalmente desprovidos de conhecimento, com frases vazias como “ilha da fantasia” e outras cretinices, em geral vindas de paulistanos ou outras subespécies de brasileiro,s que só viram a cidade nas imagens da televisão, que mostram jornalistas nos corredores do Cãogresso Nacional ou na porta do Palácio do Planalto.

Gente que passa férias na Disneyworld e fala de terra da fantasia.

Venham conhecer a eficiência do transporte coletivo da capital federal fedemal, os preços “convidativos” praticados no comércio de Brasília; os congestionamentos diários provocados por passeatas de sindicalistas ou de prefeitos, vindos dos lugares mais surpreendentes, ou então os ocasionados pelos alagamentos que surgem com cada chuva mais forte. Venham ver o asfalto liso feito as crateras da Lua, os malabaristas e os vendedores de panos de prato dos semáforos.

Aproveitem que estão na Rodoviária e tomem ônibus cheio com destino ao Recanto das Emas ou a Santa Maria, por exemplo, para verem como vive a maior parte da população do DF.

Aos moradores de Brasília – Plano Piloto, Lago Norte, Lago Sul, Sudoeste e Condomínios, a peregrinação às escadas da Rodoviária deveria ser obrigatória a cada seis MESES. Sobretudo para terem noção de que existe a possibilidade de vida fora dos guetos planejados pela arquitetura “socialista” da cidade.

Detalhezinho assaz importante: as peregrinações devem ocorrer em dias de semana, em meses de atividade nos poderes legislativo e judiciário. Nada de fins de semana e recessos.

Suíça, quatro línguas e duas caras

Curioso país a Suíça. Pacifista, mas tem a população masculina permanentemente alistada em seu exército, com as armas guardadas nas próprias casas (um país com 5 milhões de habitantes e 3 milhões de armas guardadas nas casas). Fala quatro línguas (alemão, francês, italiano e romanche), porém é melhor que o pessoal de um cantão se comunique com o de outro em inglês, para evitar constrangimentos, em caso de viagem.

Como muito curiosa é a forma como tratam as brasileiras.

A mãe de Paula Oliveira, a economista pernambucana que se auto-mutilou e alegou que havia sido atacada por neonazistas em uma cidadezinha próxima de Zurique, teve a permanência autorizada pelos três meses regulamentares e prorrogada por outros três meses. Depois disso, as autoridades suíças não compreenderam porque a brasileira precisa da presença da mãe e não autorizou mais a estada da senhora no país da paz. O pai, funcionário público, foi obrigado a tirar licença e se deslocar até Zurique para fazer companhia à filha, algo que não é muito comum nas famílias alpinas.

Paula, é bom recordar, está impedida de sair da Suíça, está submetida a tratamento psiquiátrico, e já está no terceiro processo de promotoria, transferido de Zurique para Berna, pois o caso virou um assunto de honra nacional. Parece que há na polícia suíça pessoas com fortes vínculos com o tal partido da extrema-direita (SVP) que Paula havia acusado.

Enquanto isso, as brasileiras que saem do interior do nosso “salve salve país” para serem “dançarinas“, aliciadas por grandes redes de prostituição (protegidas pela mesma polícia), recebem de imediato visto de permanência de 9 meses, prorrogáveis por outros 9 meses.

Afinal de contas, o trabalho que elas exercem é de companhia para os suíços carentes.

Suíça, quatro línguas nacionais e duas caras.

Em tempo: está em debate na Suíça se as mesquitas podem ou não ter minaretes. Segundo alguns suíços, além de não serem europeus, os minaretes lembram ogivas!!! Oh, o pacifismo…

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