Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘desastre’

Todos Chapecoenses

img-20161129-wa0007Recebi por whatsapp esta mensagem.
A autora que era mencionada, porém, não tem nada sobre o texto em seu perfil de rede social.
Portanto, não me parece que deva receber os créditos.
Fica apenas aí reproduzido o que recebi, logo no início.

Quando um avião cai a gente cai junto. Um avião transporta mais do que vidas, transporta sonhos. É o pai que está indo reencontrar os filhos, é a mãe que está indo buscar o sustento de sua família, são pilotos que planejam estar em casa ao jantar e a aeromoça que leva na bagagem o perfume favorito do namorado.

Quando cai um avião a gente cai junto, pois quantos de nós viram os sonhos começar dentro de um avião. A viagem tão esperada, a assinatura de um contrato, o encontro com alguém que tanto sonhamos estar junto.

Aviões partem rumo a sonhos, e era isso que cabia também neste trágico voo que quase chegou a seu destino. Jogadores que representavam o sonho do menino que quer ser jogador, jogadores que representavam seus familiares, seus torcedores.

Quando um avião cai todos nós caímos juntos. Morrem sonhos, morrem encontros que não vão mais ocorrer, morrem saudades que não vão ser vencidas e que dali por diante vão apenas crescer e se tornar um buraco junto a quem nunca chegou.

Quando um avião cai a dor é compartilhada, pois todos nós somos torcedores, torcemos para quem amamos, torcemos para logo poder dar o abraço, torcemos, pois ninguém sonha sozinho.

Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta.

A indenização virou tema

Falei duas vezes da indenização às pessoas que foram prejudicadas com o acidente de avião que não tem dono nem explicação, em Santos, no dia 13, e agora parece que os comentaristas políticos se deram conta de que o assunto é grave.

Espero que isso seja muito bem examinado.

E que a conta não sobre para nós, cidadãos.

Aconteceu comigo em um vôo

Uma vez (faz tempo!!! – dá para notar!), eu estava em um vôo da Varig de Brasília para São Paulo, que já tinha saído atrasado.
Na altura (literalmente na altura) de Ribeirão Preto, o comandante avisou que o avião faria um pouso de emergência, porque não dava para prosseguir a viagem naquela aeronave.
Algumas pessoas que estavam a bordo começaram a fazer os típicos escândalozinhos.
A fulana que estava a meu lado disse:
– E se o avião cair?
Eu respondi:
– Nós morremos e eu vou ficar sem saber como termina este livro.
Continuei a ler.

Depois de pouso, uns idiotas queriam chamar a rede bobo e a polícia federal, como se eles fossem consertar o defeito.
Apareceu outra aeronave e seguimos a viagem para Cão-gonhas.

Palavras da saúva ação.

Ah, mas tinha alvará…

Ontem uma academia de ginástica explodiu e provocou umas tantas mortes e uns tantos feridos em São Bernardo do Campo.

A prefeitura já informou: ah, mas tinha alvará

Bem, vale tudo o que escrevi, há um ano e tanto, quando houve o incêndio da boate em Santa Maria.

Este país de corruptos e “dotôs” prefere acreditar mais nos poderes mágicos da papelada burocrática e jurídica, do que nas leis da física, como as de resistência de materiais,  e da ineficácia das gambiarras, e outras tantas.

Como esses leis da física, que não foram votadas pelos ilustres edis e deputados, ousam contrariar a indústria de impostos e de taxas?
Ou será que o alvará foi concedido após alguma liminar?

 

Alvarás

De repente, por conta do incêndio em Santa Maria, a população brasileira ficou ouriçada com o fato de que alguns estabelecimentos trabalham com alvarás vencidos.

O alvará venceu!!!

E daí?

Por causa disso as condições se alteraram? Houve deterioração de alguma coisa, além da data em um papel emitido por algum burocrata que nunca tirou o traseiro da cadeira?

Aqui em Brasília, alguma ótóridade da Agefis (uma coisa que só serve para emitir multas) disse que eles se preocupam com a papelada. Literalmente disse isso: o que importa é a papelada, e lògicamente, também, as taxas que têm de ser pagas para encher os cofres públicos, para abastecer as muitas máquinas de enriquecimento ilícito, mesmo porque, se faltar alguma coisa, dá-se um jeitinho.

Alguém se preocupa em checar in loco o que está escrito no tal processo de liberação de alvarás? Que é isso, ‘xáprálá, mermão.

E por acaso, um mês depois de concedido o bonito alvará, por acaso algum fiscal (seja lá de que órgão seja, inclusive bombeiros) passou por lá para verificar se as condições indicadas no tal processo de liberação de alvarás foram mantidas? Ou aquilo tudo era “só pra inglês ver”?

Terra do faz de conta.

De repente, em clima de histeria coletiva, manipulados por uma imprensa sensacionalista, milhões de delinqüentes sociais, os chamados brasileiros, começam a reclamar que o alvará estava vencido.

Por acaso o alvará vencido provoca diarréia? Alvará é igual a iogurte?

Mais uma coisa, ouvi agora de manhã no rádio, que em Brasília 40% das casas noturnas funcionam com a abertura autorizada por LIMINARES, uma indústria muito lucrativa.

Claro, qualquer juizeco que nunca saiu do clube e da vara é capaz de verificar toda a papelada, para indicar que um estabelecimento pode funcionar, por estar de acordo com todas as normas exigidas em leis, decretos, regulamentos, e uma dose de achismos. Claro está que, se houve a necessidade de concessão de liminares, essas exigências não estavam plenamente satisfeitas.

No final da história, tudo fica bonitinho no papel, e é apenas isso o que interessa para este paiseco de bacharéis. Ver a realidade, apalpar os materiais e seus entretantos, ah, isso é muito chato. Serviço p’ra peão, nunca para dotô.

Ainda bem que estamos ampliando o número de universidades, sem qualidade, mas isso é um mero detalhe. Imaginem quantos outros idiotas conseguirão seus canudos para se tornar ótóridades.

O que interessa são os papéis.

Uma comparação entre Lula e Dilma

Acabei de ouvir no rádio um comentário, em razão do incêndio na boate em Santa Maria:

  • Dilma cancelou os compromissos e imediatamente voou a Santa Maria, para ver a extensão da tragédia.

“Parecidinho” com aquele outro, que:

  1. quando caiu o avião da TAM só recebeu os parentes passado mais de um ano do acidente; ainda por cima, tivemos o desprazer de ver um de seus assessores (ou acessórios, penduricalhos) fazer o sinal de toptop para o caso;
  2. quando houve as enchentes em Santa Catarina, demorou para que ele sobrevoasse o local, de Helicóptero, sem pôr os pés naquelas terras alagadiças. Ficou de longe, e só foi mesmo porque eram muitos os protestos pela omissão evidente de sua majestade;
  3. quando houve os deslizamentos em Angra dos Reis, el-rei continuou a passar o ano novo em Aratu, e não se envergonhou de ser fotografado carregando isopor de bebidas.

Depois a esquerda festiva tem coragem de falar mal de Bushinho, que não foi a Nova Orleans. Não olha para a sujeira do próprio rabo.
Dilma pelo menos soube imitar o Obaobama, que suspendeu a campanha eleitoral quando houve outro desastre natural na Costa Leste dos EUA, em 2012.

Além de colocar a trabalhar todo o governo federal, repassando os recursos materiais e humanos que sejam necessários em Santa Maria, a presença física de um governante, quando ocorre uma tragédia, é uma imposição do cargo. Exceto para autocratas do século XVII. Esses costumavam se esconder em seus palácios alternativos.

Hades

Já escrevi sobre isso em anos anteriores.
Chegam os últimos meses, e Hades tem de cumprir as metas orçamentárias de quantos defuntos novos irão pagar o pedágio do rio Aqueronte e atravessar a barca de Caronte, para chegar ao encontro de Cérbero.
Como na maioria dos meses há conchavos para algumas pessoas ficarem livres desse imposto, no final do ano os fiscais começam a trabalhar mais, para atingir a produtividade imposta no plano de metas daquele ano.
Oscarzinho há 104 anos insiste em furar os orçamentos e metas.
Mas temos também, este ano, Ney Latorraca e Luís Fernando Veríssimo que ficam parados no pedágio e não deixam a fila andar.
Mas o grande problema é que o autor de Marimbondos de Pileque está sempre inscrito na lista de passageiros da barca, e todos os anos se recusa a embarcar.
Se ele faz as obstruções da bancada do centrão, a fila não anda.
E daí, no final do ano, Hades tem de provocar terremotos, desastres de aviões, tsunamis, e usar outras formas para, com gente que nem estava inscrita na lista original de passageiros, fazer cumprir as metas ainda não atingidas do programa anual de arrecadação do pedágio.

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